Sinto-me chocado por um programa que acabo de ver num canal televisivo que revelou como se promovem os “famosos” do tipo Lili Caneças, José Castelo Branco e outros, de como se fazem pagar para participarem em festas, de como se combinam as fotos “proibidas” dos paparazi, de como se inventam histórias para revistas e se “fabricam” celebridades, enfim, que falou das inutilidades que movimentam milhões e levam as pessoas a gastar, por ano, quase quarenta milhões em revistas cor-de-rosa, neste país de tanga!
Numa comunicação social que atravessa dias difíceis, com profissionais qualificados com o ganha-pão em risco, as “revistas dos mexericos sociais” conhecem dias eufóricos, com os ditos “famosos”, os cronistas e os promotores de eventos sociais a engordarem as suas contas bancárias.
Mas não os critico por explorarem a “pobreza” alheia…
(jornal de gaveta) Este site utiliza cookies para ajudar a disponibilizar os respetivos serviços, para personalizar anúncios e analisar o tráfego. As informações sobre a sua utilização deste site são partilhadas com a Google. Ao utilizar este site, concorda que o mesmo utilize cookies.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
A REMODELAÇÃO
Há circunstâncias em que as pessoas mostram melhor o que são, a competência que têm e a capacidade que possuem para enfrentar os problemas.
A “crise”, esta crise que não há maneira de ser resolvida (talvez porque não tenha solução pelas vias prosseguidas), ainda não ensinou nada aos políticos que a deveriam ter evitado e, agora, também não sabem resolvê-la.
Falam, falam, falam, dizem e desdizem, fazem previsões do que nunca acontece, prometem o que não cumprem, afirmam coisas que depressa se vê não serem verdade e envolvem-se em lutas com fantasmas que nunca poderão vencer e, deste modo, vão revelando toda a sua incapacidade para serem responsáveis pelos futuros dos países que, supostamente, governam.
Perante o iniludível fracasso do governo, fala-se agora de uma inevitável remodelação ministerial, na qual, entre outros, a substituição de três ministros parece inevitável.
Teixeira dos Santos, o das Finanças, será vítima por ter cedido às imposições do seu “chefe”, o tal que “puxa sozinho pelo país”, para quem encher o território de infra-estruturas excessivamente extemporâneas é o verdadeiro sinal de progresso, mesmo que tal signifique a ruína que todo o povo suportará.
Outro, o dos negócios Estrangeiros, cometeu a leviandade de contradizer os princípios de “orgulhosamente só” do “chefe” que se considera o “salvador da Pátria” quando não será mais do que o seu coveiro.
O terceiro, o ministro das Obras Públicas, uma espécie de “voz do dono” como o anterior já fora, também será dos que não resistirão à crise porque defender o indefensável é tarefa para os que sempre acabam sendo as vítimas de quem lhes “encomendou o sermão”.
Tudo isto, atendendo às razões pelas quais a remodelação se vai fazer, lembra-me aquela justiça que condena o “executante”, deixando o “mandante” em paz.
Assim, que melhor remodelação poderia haver do que “remodelar” o Primeiro-Ministro a quem já muito pouca gente reconhece competência para o ser, que tem como principal qualidade ser um excelente motivo para novas anedotas e em cujas afirmações já ninguém acredita?
Mas como bom povo que somos, cínico e medroso, fazemos manifestações contra o governo em vez de retirarmos a confiança ao Primeiro-Ministro que a maioria de nós escolheu!
A “crise”, esta crise que não há maneira de ser resolvida (talvez porque não tenha solução pelas vias prosseguidas), ainda não ensinou nada aos políticos que a deveriam ter evitado e, agora, também não sabem resolvê-la.
Falam, falam, falam, dizem e desdizem, fazem previsões do que nunca acontece, prometem o que não cumprem, afirmam coisas que depressa se vê não serem verdade e envolvem-se em lutas com fantasmas que nunca poderão vencer e, deste modo, vão revelando toda a sua incapacidade para serem responsáveis pelos futuros dos países que, supostamente, governam.
Perante o iniludível fracasso do governo, fala-se agora de uma inevitável remodelação ministerial, na qual, entre outros, a substituição de três ministros parece inevitável.
Teixeira dos Santos, o das Finanças, será vítima por ter cedido às imposições do seu “chefe”, o tal que “puxa sozinho pelo país”, para quem encher o território de infra-estruturas excessivamente extemporâneas é o verdadeiro sinal de progresso, mesmo que tal signifique a ruína que todo o povo suportará.
Outro, o dos negócios Estrangeiros, cometeu a leviandade de contradizer os princípios de “orgulhosamente só” do “chefe” que se considera o “salvador da Pátria” quando não será mais do que o seu coveiro.
O terceiro, o ministro das Obras Públicas, uma espécie de “voz do dono” como o anterior já fora, também será dos que não resistirão à crise porque defender o indefensável é tarefa para os que sempre acabam sendo as vítimas de quem lhes “encomendou o sermão”.
Tudo isto, atendendo às razões pelas quais a remodelação se vai fazer, lembra-me aquela justiça que condena o “executante”, deixando o “mandante” em paz.
Assim, que melhor remodelação poderia haver do que “remodelar” o Primeiro-Ministro a quem já muito pouca gente reconhece competência para o ser, que tem como principal qualidade ser um excelente motivo para novas anedotas e em cujas afirmações já ninguém acredita?
Mas como bom povo que somos, cínico e medroso, fazemos manifestações contra o governo em vez de retirarmos a confiança ao Primeiro-Ministro que a maioria de nós escolheu!
domingo, 21 de novembro de 2010
A POBREZA NA EUROPA E NO MUNDO
Quase a terminar o Ano Europeu para Combate à Pobreza e Exclusão Social, Durão barroso afirmou: “Não queremos que fique por 2010 esta luta contra a pobreza. Por isso, a estratégia 'Europa 2020', que a Comissão Europeia apresentou para o crescimento económico da Europa, fixou o objectivo de reduzir pelo menos em 20 milhões o número de pessoas que vivem em risco de pobreza e assim criar uma Europa mais justa, mais coesa e solidária".
Digo eu: Independentemente das dificuldades que sentirá para sair da crise grave em que se encontra, se conseguir debelá-la, o problema da pobreza na Europa é uma parte menor do problema da pobreza no mundo onde, a cada hora que passa mais de 20.000 pessoas morrem de fome e outras mais de mil milhões vivem com menos de um dólar por dia…
Terá de entender a Europa que não conseguirá resolver o problema apenas internamente porque se trata de um problema à escala global que não deixará de afectar todos os países e regiões. Não poderá a Europa pretender ser excepção num mundo que é de todos e, um dia, os cada vez mais numerosos pobres reclamarão!
Digo eu: Independentemente das dificuldades que sentirá para sair da crise grave em que se encontra, se conseguir debelá-la, o problema da pobreza na Europa é uma parte menor do problema da pobreza no mundo onde, a cada hora que passa mais de 20.000 pessoas morrem de fome e outras mais de mil milhões vivem com menos de um dólar por dia…
Terá de entender a Europa que não conseguirá resolver o problema apenas internamente porque se trata de um problema à escala global que não deixará de afectar todos os países e regiões. Não poderá a Europa pretender ser excepção num mundo que é de todos e, um dia, os cada vez mais numerosos pobres reclamarão!
sábado, 20 de novembro de 2010
CONTRA A GUERRA? SIM!
Acabo de ver uma manifestação contra a NATO, feita por uns poucos centos de manifestantes que desciam a Avenida da Liberdade. Não fossem uns microfones através dos quais se gritavam palavras de ordem a que ninguém respondia e o facto de aquela importante via de Lisboa ter sido fechada ao tráfego, mais pareceria um passeio dos pacatos, em nada semelhante às manifestações tumultuosas e, muitas vezes, selvagens ocorridas em outros países a quando de outras cimeiras.
Agradou-me aquela tranquilidade porque uma manifestação contra a guerra só pode ser pacífica. Naturalmente.
De bom gosto me ligaria aos manifestantes se não fosse a falta de isenção que revelam.
A guerra não tem apenas uma parte. Onde estava a manifestação contra a outra?
Agradou-me aquela tranquilidade porque uma manifestação contra a guerra só pode ser pacífica. Naturalmente.
De bom gosto me ligaria aos manifestantes se não fosse a falta de isenção que revelam.
A guerra não tem apenas uma parte. Onde estava a manifestação contra a outra?
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
O VALOR DOS NÚMEROS
Dizia-me um amigo advogado com muita experiência que, nos tribunais, só ainda não tinha visto vacas voarem. Foi do que me lembrei quando ouvi um ministro, o da Presidência ou seja do que for, dizer que a diferença entre as previsões do governo e da OCDE para o crescimento de Portugal era apenas de quatro décimas pois o primeiro admite que Portugal vai crescer 0,2%, enquanto o organismo internacional prevê um retrocesso correspondente a -0,2%.
Ao Sr ministro nunca ninguém, certamente, ensinou o valor dos números porque não sabe distinguir um valor positivo de outro negativo, isto é, nem faz ideia da diferença que entre os dois existe e que muito ultrapassa o valor aritmético para além do qual parece não conseguir ver!
Não me atrevo a falar das tendências associadas a um e a outro nem das consequências do crescimento e da recessão, pois não quero baralhar aquelas cabecinhas pensadoras que tão esgotadas devem estar por tanto trabalharem em prol de todos nós.
Nesta situação de enormes problemas em que nos encontramos, as declarações de um ministro que se dirige ao povo desvalorizando a diferença entre crescimento e recessão, como se tal não tivesse influência na vida de todos nós, é um desaforo que não deveria passar em claro.
Não entendo, depois de tantas manifestações de incompetência de que esta foi apenas mais uma, onde estão os 30% que ainda tencionam votar no Partido Socialista.
Ao Sr ministro nunca ninguém, certamente, ensinou o valor dos números porque não sabe distinguir um valor positivo de outro negativo, isto é, nem faz ideia da diferença que entre os dois existe e que muito ultrapassa o valor aritmético para além do qual parece não conseguir ver!
Não me atrevo a falar das tendências associadas a um e a outro nem das consequências do crescimento e da recessão, pois não quero baralhar aquelas cabecinhas pensadoras que tão esgotadas devem estar por tanto trabalharem em prol de todos nós.
Nesta situação de enormes problemas em que nos encontramos, as declarações de um ministro que se dirige ao povo desvalorizando a diferença entre crescimento e recessão, como se tal não tivesse influência na vida de todos nós, é um desaforo que não deveria passar em claro.
Não entendo, depois de tantas manifestações de incompetência de que esta foi apenas mais uma, onde estão os 30% que ainda tencionam votar no Partido Socialista.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
REAVALIAR. O QUE É E PARA QUE SERVE?
Não esperava ver discutido na Assembleia da República o significado de qualquer palavra, muito menos de uma que não apresenta qualquer dificuldade. “Reavaliar” é, simplesmente, avaliar de novo. E se avaliar é determinar o valor de qualquer coisa, facilmente se chegará ao significado mais cabal de “reavaliar”.
Mas não me parece que o significado da palavra seja a questão! Mais me parece que seja “para que serve reavaliar”?
No acordo para a viabilização do OE, o PSD impôs a condição de “reavaliação” de diversas iniciativas do governo, entre as quais os chamados grandes investimentos em obras públicas, onde a discussão sobre a execução imediata do TGV Lisboa – Madrid continua a alimentar o confronto entre os minoritários socialistas e todos os demais.
A “reavaliação” de obras públicas só poderá ter como objectivo o reajustamento da decisão de as executar ou do momento em que mais convém que sejam executadas.
Não consta que, no acordo, seja excepção o caso do troço “Poceirão - Caia” da linha de grande velocidade entre as duas capitais ibéricas que o governo, numa atitude óbvia para criar um facto consumado, se apressou a adjudicar contra o parecer, generalizado, de todas as demais forças políticas para além da que o suporta e de especialistas.
Sendo assim, a sua reavaliação terá de ser feita, ou o acordo não será cumprido.
Se, como o ministro das obras públicas (e que jeito tem Sócrates para escolher os ministros deste sector…) afirmou na AR, a obra vai avançar como previsto, é oportuno perguntar que reavaliação foi feita e quais as conclusões a que chegou? Ficou claro que o empreendimento é proveitoso e que é vantajoso executá-lo nesta altura de enormíssimas dificuldades financeiras?
Porém, depois dele, o ministro das finanças garantiu, também na AR, que o acordo vai ser cumprido, fazendo-o de modo que não exclui o cancelamento da empreitada pois referiu os custos que tal atitude terá. É óbvio que tais custos devem ser levados em conta, como o deverá ser a atitude de, contra tudo e contra todos, a empreitada ter sido, inoportunamente, adjudicada!
Curioso é que, na candidatura conjunta Portugal-Espanha para a organização do Mundial de Futebol, a execução do TGV Lisboa-Madrid até 2013 seja uma das garantias dadas!!!
Mas não me parece que o significado da palavra seja a questão! Mais me parece que seja “para que serve reavaliar”?
No acordo para a viabilização do OE, o PSD impôs a condição de “reavaliação” de diversas iniciativas do governo, entre as quais os chamados grandes investimentos em obras públicas, onde a discussão sobre a execução imediata do TGV Lisboa – Madrid continua a alimentar o confronto entre os minoritários socialistas e todos os demais.
A “reavaliação” de obras públicas só poderá ter como objectivo o reajustamento da decisão de as executar ou do momento em que mais convém que sejam executadas.
Não consta que, no acordo, seja excepção o caso do troço “Poceirão - Caia” da linha de grande velocidade entre as duas capitais ibéricas que o governo, numa atitude óbvia para criar um facto consumado, se apressou a adjudicar contra o parecer, generalizado, de todas as demais forças políticas para além da que o suporta e de especialistas.
Sendo assim, a sua reavaliação terá de ser feita, ou o acordo não será cumprido.
Se, como o ministro das obras públicas (e que jeito tem Sócrates para escolher os ministros deste sector…) afirmou na AR, a obra vai avançar como previsto, é oportuno perguntar que reavaliação foi feita e quais as conclusões a que chegou? Ficou claro que o empreendimento é proveitoso e que é vantajoso executá-lo nesta altura de enormíssimas dificuldades financeiras?
Porém, depois dele, o ministro das finanças garantiu, também na AR, que o acordo vai ser cumprido, fazendo-o de modo que não exclui o cancelamento da empreitada pois referiu os custos que tal atitude terá. É óbvio que tais custos devem ser levados em conta, como o deverá ser a atitude de, contra tudo e contra todos, a empreitada ter sido, inoportunamente, adjudicada!
Curioso é que, na candidatura conjunta Portugal-Espanha para a organização do Mundial de Futebol, a execução do TGV Lisboa-Madrid até 2013 seja uma das garantias dadas!!!
sábado, 13 de novembro de 2010
PREPOTÊNCIAS E DIREITOS HUMANOS
Aung San Suu Kyi, ex-secretária geral da Liga Nacional para a Democracia da Birmânia (Nyanmar), venceu as eleições em 1990 mas não ocupou o lugar de Primeiro-Ministro que, por direito, lhe pertencia porque uma Junta Militar o não permitiu e tomou conta do poder no país.
Desde então e apesar de lhe ter sido atribuído o Prémio Nobel da Paz em 1991, esta activista dos direitos humanos passou a maioria do tempo, cerca de 17 anos, em prisão domiciliária sem qualquer comunicação com o exterior.
Foi hoje libertada esta resistente já com 65 anos, mas nada garante que os ditadores da Junta Militar a não voltem a privar de liberdade quando virem o seu poder, agora retomado em eleições fantoches, ameaçado.
Também Liu Xiaobo, de 55 anos, crítico literário, professor e activista dos direitos humanos, se encontra encarcerado na China em consequência das suas exigências de abertura democrática no seu país. A sua luta valeu-lhe o Prémio Nobel da Paz, mas de nada valem as pressões sobre um regime acusado de graves atropelos aos direitos humanos pela Amnistia Internacional.
São casos que deveriam envergonhar toda a Humanidade, aos quais se juntam outros de regimes ferozes que subjugam povos inteiros mas que ficam sem a reprovação clara e determinada da ONU que nada faz de positivo para os corrigir. Nas relações entre países, os valores económicos falam mais alto.
Desde então e apesar de lhe ter sido atribuído o Prémio Nobel da Paz em 1991, esta activista dos direitos humanos passou a maioria do tempo, cerca de 17 anos, em prisão domiciliária sem qualquer comunicação com o exterior.
Foi hoje libertada esta resistente já com 65 anos, mas nada garante que os ditadores da Junta Militar a não voltem a privar de liberdade quando virem o seu poder, agora retomado em eleições fantoches, ameaçado.
Também Liu Xiaobo, de 55 anos, crítico literário, professor e activista dos direitos humanos, se encontra encarcerado na China em consequência das suas exigências de abertura democrática no seu país. A sua luta valeu-lhe o Prémio Nobel da Paz, mas de nada valem as pressões sobre um regime acusado de graves atropelos aos direitos humanos pela Amnistia Internacional.
São casos que deveriam envergonhar toda a Humanidade, aos quais se juntam outros de regimes ferozes que subjugam povos inteiros mas que ficam sem a reprovação clara e determinada da ONU que nada faz de positivo para os corrigir. Nas relações entre países, os valores económicos falam mais alto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)