ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

domingo, 10 de julho de 2011

EXTINGUIR AS PEQUENAS AUTARQUIAS OU REPENSAR A ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DO PAÍS?

Acabo de ler a opinião de um “especialista em Direito das Autarquias Locais” que propõe “um modelo de reorganização administrativa com fusão de Câmaras e Assembleias municipais num único órgão e extinção de municípios com menos de 5.000 eleitores”.

Quanto a questões de Direito não me pronuncio, ainda que duvide da eficiência da proposta que faz. Deve haver melhor maneira de “cortar nas gorduras” como se tornou hábito dizer.
Já quanto à extinção, pura e simples, dos Concelhos com menos de 5000 eleitores porque, diz ele, “abaixo disso é um arremedo de Município, porque não tem receitas e com isso meios para formar um corpo qualificado de funcionários”, permito-me discordar completamente porque há muitas razões e muito fortes para “repensar” e não “remendar” a organização autárquica do país tendo em vista o seu desenvolvimento global, o aproveitamento racional de todos os seus recursos e a correção das assimetrias que a má administração do território causou.
Este modo de pensar, ou melhor, de não pensar os problemas atendendo a todos os fatores que o afetam, produz este tipo de propostas sem mérito e perigosas, típicas de um país onde não é hábito considerar todos os aspectos, olhando as coisas de todos os ângulos para melhor as compreender. Decerto por isso nunca passamos da cepa torta!
Oportunamente aqui direi de todas as minhas razões para falar assim, as quais não vou adiantar porque serão publicadas no número de Agosto do Notícias de Manteigas. Apenas lamento que ainda continue este defeito de os “especialistas” não serem capazes de ver para além da sua especialidade…

sábado, 9 de julho de 2011

EXTINGUIR AS PEQUENAS AUTARQUIAS OU REPENSAR A ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DO PAÍS?

Acabo de ler a opinião de um “especialista em Direito das Autarquias Locais” que propõe “um modelo de reorganização administrativa com fusão de Câmaras e Assembleias municipais num único órgão e extinção de municípios com menos de 5.000 eleitores”.

Quanto a questões de Direito não me pronuncio, ainda que duvide da eficiência da proposta que faz. Deve haver melhor maneira de “cortar nas gorduras” como se tornou hábito dizer.
Já quanto à extinção, pura e simples, dos Concelhos com menos de 5000 eleitores porque, diz ele, “abaixo disso é um arremedo de Município, porque não tem receitas e com isso meios para formar um corpo qualificado de funcionários”, permito-me discordar completamente porque há muitas razões e muito fortes para “repensar” e não “remendar” a organização autárquica do país tendo em vista o seu desenvolvimento global, o aproveitamento racional de todos os seus recursos e a correção das assimetrias que a má administração do território causou.
Este modo de pensar, ou melhor, de não pensar os problemas atendendo a todos os fatores que o afetam, produz este tipo de propostas sem mérito e perigosas, típicas de um país onde não é hábito considerar todos os aspectos nem olhar as coisas de todos os ângulos para melhor as compreender. Decerto por isso nunca passamos da cepa torta!
Oportunamente aqui direi de todas as minhas razões para falar assim, as quais não vou adiantar porque serão publicadas no número de Agosto do Notícias de Manteigas. Apenas lamento que ainda continue este defeito dos “especialistas” não serem capazes de ver para além da sua especialidade…

SERÁ QUE A “VIRTUAL” UNIÃO EUROPEIA SE DECIDE A SER REAL?

Mais do que a produção de bens utilizáveis e necessários à qualidade de vida, os produtos de especulação financeira – ações, obrigações, fundos, etc – tornaram-se apetecíveis para o investimento de poupanças, originando os ditos “mercados financeiros” que cresceram ao ponto de se constituírem na força dominante que hoje são.
Também, o que começou por ser uma necessidade para orientação dos investidores, as agências de notação financeira cresceram e tornaram-se vozes dominantes, até mesmo dominadoras no mundo da alta finança, com todos os perigos que o excesso de poder inevitavelmente acarreta. Talvez por isso sugerem apreciações distintas como as dos que dizem que, em atitudes como a que a Moodys recentemente tomou, cumprem a sua obrigação na defesa do interesse dos investidores e as dos que, pelas estranhas razões que as ditam, as consideram cartéis que vivem em total opacidade, porventura agindo em conformidade com interesses inconfessáveis.
Talvez isso explique, também, porque tem de mudar a opinião que sobre elas se possa ter, agora que numa atitude precipitada e manifestamente interesseira, uma delas se excedeu!
É fácil de constatar que na antecipação de factos que análise alguma tecnicamente sustenta, como a que a Moodys fez, não são acautelados os interesses dos investidores mas sim criadas as condições para que a “maldição” se cumpra e, com isso, alguns investidores saiam prejudicados do colapso que acontecer, em benefício de interesses que à “notadora” poderão ser mais caros.
As grandes agências de notação financeira deixaram, assim, de cumprir a sua função básica para se tornarem em entidades influenciadoras dos mercados, porventura nos tais cartéis como alguém as classifica, ultrapassando a fronteira da legalidade.
O sucedido teve, apesar de tudo, o mérito de fazer despertar consciências embotadas pelos egoísmos profundos que sempre dividiram a Europa.
Vítima de especulações que as ditas agências comandam, a “virtual” União Europeia é, agora, forçada a decidir se quer ou não quer ser real.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

AFINAL, VAMOS OU NÃO AFASTAR ESTES IMPOSTORES?

Só um burro não verá a má fé das agências de notação financeira neste ataque desbragado a Portugal ao qual se seguirá Espanha, Itália, etc se a Europa não for solícita a acabar com as fantasias prepotentes destas instituições que as próprias autoridades americanas já têm sob investigação.
A Justiça americana condenou severamente alguns agentes financeiros que, obviamente, cometeram crimes de fraude, mas ainda não foi à mão dos que, encapuzados numa credibilidade que, afinal, provaram não merecer, foram quem levou muitos milhões a cometerem as loucuras que os desgraçaram! Isto não é crime?
É tarde e a más horas que o BCE toma uma atitude que, apesar de tudo, é insuficiente para acabar com o despautério destas agências que brincam com coisas sérias e influenciam os mercados para favorecer sabem elas quem!
Não é mais suportável que a Europa permita estas interferências injustificadas e não se mostre capaz de reagir, até as afastar do seu caminho.
Começaram por mandar a Estado português para o lixo, para mandarem, depois, os bancos e agora Lisboa, Sintra, Madeira e Açores! Ensandeceram os homens!
Estou para ver como Portugal e a Europa reagem a estes que lhes querem comer as papas na cabeça, já nem disfarçando que o querem fazer….

quarta-feira, 6 de julho de 2011

OS ETERNOS DESALINHADOS!

Com excepção dos eternos desalinhados, o PCP e o BE, todos entenderam como uma prepotência desajustada a atitude da empresa de notação Moody’s ao fazer cair abruptamente a classificação de Portugal que agora considera abaixo de lixo!
É um ataque aos interesses de todos nós que, com mais e mais sacrifícios nos defrontaremos.
Sem necessidade de por em causa a mais do que duvidosa equidade daquela empresa nas avaliações que faz nem de realçar o oportunismo da sua recente atitude que mais não pretende do que favorecer os seus clientes, os especuladores, bastará recordar que, para a “revisão” que fez, a Moody’s tira conclusões de procedimentos cujos efeitos ainda não podem ser sentidos, com isso pretendendo tirar margem de manobra ao novo governo que tem a seu cargo a já difícil tarefa de por em por em ordem as contas nacionais.
Quanto àqueles “desalinhados” que, simplesmente, afirmam que Portugal segue pelo caminho errado sem, de modo compreensível, indicarem um caminho que não seja o da simples rejeição da realidade em que vivemos e, em vez disso, apelam à revolta que menos credíveis nos tornará, apenas lamento que coloquem os seus interesses políticos acima do interesse nacional, ignorando que não representam, sequer, um quinto dos que em eleições se manifestaram a favor de uma via na qual, se fossem autênticos democratas, participariam para ajudar Portugal.
Com a sua atitude, mais não farão do que dar alento aos que nos querem submeter aos seus desígnios de predação, o que terei de considerar anti-nacional.
Não sou dos que acreditam no regresso dos “bons velhos tempos” do capitalismo descuidado porque sei que, num meio finito, nada pode crescer indefinidamente como o exige o sucesso económico para o qual o consumismo crescente é indispensável. Mas sei que se queremos viver neste mundo teremos de o fazer de acordo com as suas regras, nada mais podendo fazer do que contribuir para que se alterem em conformidade com o balanço dos ciclos naturais que, queiram ou não, um dia terão de respeitar.
Mas esta é outra questão que exige outro tipo de reflexão muito profunda que aqui não cabe nem, infelizmente, se fundamenta nas razões dos que consideram errado o caminho que levamos. As suas razões são outras que os não fazem os “santinhos” que se sacrificam pelo nosso bem nem os “videntes” que nos guiam pelo caminho da redenção.
A verdade é que, para evitar males maiores, é prioritário sair do buraco em que caímos sem que me tenha dado conta dos “alertas” claros dos “desalinhados” que, queiram ou não, também contribuem para os equívocos desta “economia consumista” que estará a viver os seus últimos tempos!

terça-feira, 5 de julho de 2011

O QUE É LIXO?

Todos andam muito atentos ao que dizem as agências de “rating”, como classificam esta ou aquela economia, este ou aquele país, quais árbitros que comandam este jogo da especulação financeira em que não podem deixar de estar envolvidos até ao tutano!
A verdade é que os Estados tremem perante esta prepotência de umas quantas empresas que vivem de especular e de orientar os especuladores!
Sob a sua tutela, os “mercados” estão a ganhar a guerra e submetem os países aos seus desígnios de predadores necrófagos que, descarnada uma carcaça, logo se viram para outra que querem descarnar também!
Impressiona-me como os países soberanos se deixam endrominar por estas entidades obscuras que, baseadas em critérios que são só seus, se permitem classificar tudo no mundo!
O que todos parecem já ter esquecido é que foram estes especialistas da especulação que atribuíam o mais alto nível de credibilidade ao colosso Lehmon Brothers mesmo na véspera de falir e lançar o mundo financeiro na crise em que caiu! Isto só para dar um exemplo…
O que significará a oportunidade – que nada justifica - desta “classificação” baseada em palpites estranhos e de alguém que diz que Portugal já precisa de mais medidas de austeridade e coloca a nossa economia ao nível do “lixo”? Será preparar o terreno para, depois de esmagada a Grécia, encontrar outra vítima?
Só o seremos se nos deixarmos ser, se dermos aos abutres a oportunidade para sermos o seu próximo repasto.
Espero que Carvalho da Silva e o PCP, com os seus incitamentos à revolta, os não ajudem neste propósitos de nos devorarem.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

MAIS AUSTERIDADE

Com a apresentação do programa de governo, chegou a primeira “medida extra” na austeridade que já não é pequena. O governo recorre ao 13º mês para obter uma receita adicional que ajude a corrigir uma “derrapagem”, mais uma de muitas em que o anterior governo foi pródigo.
Já vi reservas a este procedimento por não ter sido demonstrado “por A+B” que era indispensável. Infelizmente, não me parece que o não fosse, tantas vezes o mesmo motivo antes mostrou que eram necessárias mais e mais receitas, numa sucessão dolorosa de PEC’s!
É um cenário bem conhecido de todos nós, este de medidas de austeridade não atingirem os objectivos, fazendo necessárias outras e outras que tornam as coisas ainda piores.
Sabe o povo, sabe toda a gente que ou o tumor se expurga totalmente ou se expandirá ainda com mais virulência tornando a cura mais problemática.
Mas tomemos por hipótese que, daqui até Novembro, as circunstâncias vêm a revelar que a medida foi precipitada. Se, por fortuna, assim acontecer, nada mais simples do que anulá-la o que o governo com todo o gosto, por certo, faria! Tomá-la mais tarde é que me pareceria menos coerente, mais difícil de aceitar e de suportar.
Se, perante o falhanço do governo anterior, este é um novo ciclo que os portugueses por maioria escolheram, é bom desejar que dê frutos em vez de o amaldiçoar. Se a austeridade é o caminho para repor a decência de um povo que se deixou enredar nas teias do consumismo leviano, pois que se pratique.
Não sei dizer se, tendo por meta recuperar o “nível de vida” perdido, o problema financeiro português tem ou não tem solução. É quase uma convicção pessoal que não terá! O que sei é que seria inevitável que o descalabro surgisse após o “regabofe” em que, durante anos de falsa prosperidade, nos permitimos viver. E sei dizer, também, que solução haverá se, voluntariamente ajustarmos o nosso modo de vida ao que podemos ter ou decidirmos ser mais diligentes na criação de riqueza que suporte o nosso consumismo que, mesmo assim, não durará para sempre…