Quando os políticos brincam connosco eu chateio-me, porque aqueles a quem confiámos o dever de prevenirem o nosso futuro, aqueles a quem pagamos mais do que damos a nós próprios não podem fazer isso!
Quanto ao que se passa na Madeira estamos perante um irregularidade grave (apetecia-me dizer pior) que Jardim se esforça por branquear, outros políticos madeirenses que o apoiam explicam de um modo ridículo e o povo madeirense, em maioria, talvez até apoie voltando a escolhê-lo para continuar a governar a Região.
Depois de “uma coisinha de nada”, de “um buraquinho minúsculo em face da cratera do Contenente (sic)”, de ser uma “vigarice expor as contas da Madeira”, de o mais português dos portugueses “brincar” com a independência da Madeira, etc, etc, ficámos a saber que as dívidas da Região Autónoma representam 123% do seu PIB!
Mas pior do que tudo isso é o modo como essa dívida foi sonegada e agora nos cria problemas que vão a obrigar a mais austeridade ainda.
Por isso estou irritado com o Alberto João pelo que fez e atónito com as explicações de um deputado madeirense que explicou que aquilo aconteceu porque havia condições para acontecer! Esta não lembraria ao diabo.
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
QUEM COME FIADO…
Digam o que disserem tanto os que perderam as cadeiras do poder como os que nunca nelas se sentaram e seja qual for a retórica populista dos que clamam contra o “assalto” aos privilégios destes ou daqueles, parece que a maioria dos portugueses se terá já apercebido de que demasiados erros de governação tornaram inevitável a austeridade que, agora, lhes é imposta.
Muita gente entendeu já, e isso dói-lhe na carne, que viveu acima das suas possibilidades e, por isso, terá de voltar ao nível de vida que lhe é próprio, mas não antes de um período de sofrimento para regularizar a sua vida.
Apesar disso nem varia o que sempre foi o discurso dos que se dizem de extrema esquerda nem o do PCP. Por isso, a falta de novidade que faz o seu discurso monótono, impede-os de serem parte significativa no diálogo que entre todos deveria estabelecer-se para garantir as condições que evitem que caiamos na desgraça grega! Continuam a dizer que não é assim que se faz sem dizerem como se deveria fazer para, apesar da nossa situação financeira, aumentarmos os salários e o a produção. Mistério!
Por sua vez, o Partido Socialista, o réu mais óbvio no julgamento que os portugueses fazem ao conceder-lhe cada vez menos intenções de voto, insurge-se contra a “maré” que ele próprio desencadeou, arma-se em paladino dos pobres coitados que sofrem as agruras que a sua incompetência gerou. Transfigurado pelo impenetrável semblante do seu líder e na vacuidade de ideias que disfarça num discurso paupérrimo e em ataques ofensivos à inteligência de quem os culpou, quer dar-se ares de quem, como ninguém, pode salvar Portugal, criticando a austeridade que o governo impõe porque a sua incompetência a isso obrigouobrigou. Faltará aqui a verdade e a humildade que quem se dispõe a servir o país deve ter.
Vi há pouco um carro com bandeiras vermelhas a convidar para uma grande manifestação CONTRA! Contra isto, contra aquilo, contra tudo e todos, dentro do mais negativo espírito sindicalista que não é o sindicalismo inteligente que defende os trabalhadores. Este já outros sindicalistas mais eficazes mostraram como se faz e como se transforma uma empresa prestes a lançar no desemprego centenas de trabalhadores numa empresa próspera em plena crise, exportando 98% da sua produção!
São difíceis os tempos que vivemos, duros os sacrifícios que temos de fazer por que simplesmente nos esquecemos do velho e cruel ditado: “quem come fiado, “faz” novelos”. Assim já é difícil. Querem "novelos" maiores?
Muita gente entendeu já, e isso dói-lhe na carne, que viveu acima das suas possibilidades e, por isso, terá de voltar ao nível de vida que lhe é próprio, mas não antes de um período de sofrimento para regularizar a sua vida.
Apesar disso nem varia o que sempre foi o discurso dos que se dizem de extrema esquerda nem o do PCP. Por isso, a falta de novidade que faz o seu discurso monótono, impede-os de serem parte significativa no diálogo que entre todos deveria estabelecer-se para garantir as condições que evitem que caiamos na desgraça grega! Continuam a dizer que não é assim que se faz sem dizerem como se deveria fazer para, apesar da nossa situação financeira, aumentarmos os salários e o a produção. Mistério!
Por sua vez, o Partido Socialista, o réu mais óbvio no julgamento que os portugueses fazem ao conceder-lhe cada vez menos intenções de voto, insurge-se contra a “maré” que ele próprio desencadeou, arma-se em paladino dos pobres coitados que sofrem as agruras que a sua incompetência gerou. Transfigurado pelo impenetrável semblante do seu líder e na vacuidade de ideias que disfarça num discurso paupérrimo e em ataques ofensivos à inteligência de quem os culpou, quer dar-se ares de quem, como ninguém, pode salvar Portugal, criticando a austeridade que o governo impõe porque a sua incompetência a isso obrigouobrigou. Faltará aqui a verdade e a humildade que quem se dispõe a servir o país deve ter.
Vi há pouco um carro com bandeiras vermelhas a convidar para uma grande manifestação CONTRA! Contra isto, contra aquilo, contra tudo e todos, dentro do mais negativo espírito sindicalista que não é o sindicalismo inteligente que defende os trabalhadores. Este já outros sindicalistas mais eficazes mostraram como se faz e como se transforma uma empresa prestes a lançar no desemprego centenas de trabalhadores numa empresa próspera em plena crise, exportando 98% da sua produção!
São difíceis os tempos que vivemos, duros os sacrifícios que temos de fazer por que simplesmente nos esquecemos do velho e cruel ditado: “quem come fiado, “faz” novelos”. Assim já é difícil. Querem "novelos" maiores?
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
A CRISE E O FUTEBOL
Nem todos temos as mesmas preocupações, é certo, mas há algumas que são, ou deveriam ser, comuns. Refiro-me a este problema sério que é reerguer o país da crise grave em que se encontra a qual, para além dos aspectos financeiros tem outros que são económicos, de identidade e de orgulho nacional, talvez até mais importantes.
Estranho que tão pouca gente, relativamente, se preocupe com estas questões porque deverão pensar serem problemas que a outros compete pensar e resolver, mas que se mostra tão informada sobre as mais ínfimas questões do futebol, mesmo o internacional! Se este vai para aqui ou para além, se tem estas ou aquelas características, se... Enfim sabem tudo!
É o que me transmite a apreciação do face book, talvez o melhor lugar para ter uma noção do que sejam as preocupações mais generalizadas.
Mas não não conseguem ver, sequer, que até no que lhes dá ânimo, estas minhoquices do futebol, as coisas estão feias?
Ainda há bem pouco tempo Portugal foi vice-campeão mundial de futebol na categoria sub 20, com uma equipa que mostrou raça, qualidade e saber jogar futebol. O grande problemas que se colocou foi o de qual futuro teriam aqueles excelentes futebolistas. Toda a gente concordou em reconhecer que iriam ter muita dificuldade em ter lugar em equipas principais de clubes portugueses. Esta preocupação tem razão de ser. Basta lembrar as grandes equipas do Sporting e do Benfica, mesmo do Porto e do Belenenses daqueles tempos em que apenas tinham jogadores portugueses e conseguiram prestígio internacional indiscutível.
Um dos maiores jogadores do seu tempo, Eusébio, é português, Figo e Ronaldo, considerados “melhores do mundo” são portugueses, Nani é um jogador fundamental num dos maiores clubes mundiais e por aí fora… Isto apenas para não falar de treinadores portugueses.
Mas se olharmos para as equipas portuguesas atuais, desde as mais famosas ás de menor projeção, contam-se por muito poucos os jogadores portugueses que as integram. Os estrangeiros dominam o futebol nacional. Alguns de medíocre e até de má qualidade. Questões de "negócios". Talvez.
Este é, obviamente, um sinal de fraqueza do futebol português que, inevitavelmente, é afectado pela crise do país, por mais que se queira disfarçá-lo. Em breve, muito brevemente até, os efeitos se irão sentir se continuarem distraídos.
Estranho que tão pouca gente, relativamente, se preocupe com estas questões porque deverão pensar serem problemas que a outros compete pensar e resolver, mas que se mostra tão informada sobre as mais ínfimas questões do futebol, mesmo o internacional! Se este vai para aqui ou para além, se tem estas ou aquelas características, se... Enfim sabem tudo!
É o que me transmite a apreciação do face book, talvez o melhor lugar para ter uma noção do que sejam as preocupações mais generalizadas.
Mas não não conseguem ver, sequer, que até no que lhes dá ânimo, estas minhoquices do futebol, as coisas estão feias?
Ainda há bem pouco tempo Portugal foi vice-campeão mundial de futebol na categoria sub 20, com uma equipa que mostrou raça, qualidade e saber jogar futebol. O grande problemas que se colocou foi o de qual futuro teriam aqueles excelentes futebolistas. Toda a gente concordou em reconhecer que iriam ter muita dificuldade em ter lugar em equipas principais de clubes portugueses. Esta preocupação tem razão de ser. Basta lembrar as grandes equipas do Sporting e do Benfica, mesmo do Porto e do Belenenses daqueles tempos em que apenas tinham jogadores portugueses e conseguiram prestígio internacional indiscutível.
Um dos maiores jogadores do seu tempo, Eusébio, é português, Figo e Ronaldo, considerados “melhores do mundo” são portugueses, Nani é um jogador fundamental num dos maiores clubes mundiais e por aí fora… Isto apenas para não falar de treinadores portugueses.
Mas se olharmos para as equipas portuguesas atuais, desde as mais famosas ás de menor projeção, contam-se por muito poucos os jogadores portugueses que as integram. Os estrangeiros dominam o futebol nacional. Alguns de medíocre e até de má qualidade. Questões de "negócios". Talvez.
Este é, obviamente, um sinal de fraqueza do futebol português que, inevitavelmente, é afectado pela crise do país, por mais que se queira disfarçá-lo. Em breve, muito brevemente até, os efeitos se irão sentir se continuarem distraídos.
BOLAS… FALEM PORTUGUÊS!
Para mim, renegar a língua é desprezar a nacionalidade. Por alguma razão Fernando Pessoa disse “a minha pátria é a língua portuguesa”.
Tenho-me constantemente rebelado contra os atropelos da linguagem que, cada vez mais, são frequentes. Nunca entenderei porque uma língua tão rica como o português necessita de palavras e de modos de dizer estrangeiros, a menos que se trate de neologismos que os avanços tecnológicos impõem. Acontece.
O que ma dá raiva é a negação da língua por muitos pretensiosos que julgam ficar melhor se misturarem palavras inglesas ou adoptarem frases idiomáticas estrangeiras que, precisamente porque o são, não são português.
Há quem não saiba, simplesmente, falar português; há quem tenha a pretensão de o saber falar; há os que se permitem arruiná-lo; há os que o falam e escrevem com a beleza que só o português permite!
Hoje ouvi uma ministra dizer dezassete ponto qualquer coisa quando em português se diz dezassete vírgula qualquer coisa. Provavelmente esta senhora também não saberá distinguir biliões de milhares de milhões porque parece preferir traduzir inglês para português em vez de falar o que penso será a sua língua materna.
Que raio… uma ministra deve pensar que pode servir de exemplo para muita gente e esta, se o for, prestará um mau serviço à sua pátria.
Mais tarde, naquele programa em que metem um monte de pessoas numa casa fechada para toda a gente ver a sua “intimidade”, os exemplos de fraseado estão longe de ser os melhores. E lá vi uma entrevistada porque decidiu sair dali dizer que era difícil estar fechada “vinte e quatro sobre vinte e quatro horas”, um americanismo que está muito na moda, sobretudo nos noticiários, para substituir o portuguesíssimo “vinte e quatro horas por dia”! Patetices…
Bolas, falem português!
28Set: Afinal até o Primeiro-Ministro diz ponto em vez de vírgula e o Presidente da República diz vírgula mas confunde milhares de milhões com biliões!
Tenho-me constantemente rebelado contra os atropelos da linguagem que, cada vez mais, são frequentes. Nunca entenderei porque uma língua tão rica como o português necessita de palavras e de modos de dizer estrangeiros, a menos que se trate de neologismos que os avanços tecnológicos impõem. Acontece.
O que ma dá raiva é a negação da língua por muitos pretensiosos que julgam ficar melhor se misturarem palavras inglesas ou adoptarem frases idiomáticas estrangeiras que, precisamente porque o são, não são português.
Há quem não saiba, simplesmente, falar português; há quem tenha a pretensão de o saber falar; há os que se permitem arruiná-lo; há os que o falam e escrevem com a beleza que só o português permite!
Hoje ouvi uma ministra dizer dezassete ponto qualquer coisa quando em português se diz dezassete vírgula qualquer coisa. Provavelmente esta senhora também não saberá distinguir biliões de milhares de milhões porque parece preferir traduzir inglês para português em vez de falar o que penso será a sua língua materna.
Que raio… uma ministra deve pensar que pode servir de exemplo para muita gente e esta, se o for, prestará um mau serviço à sua pátria.
Mais tarde, naquele programa em que metem um monte de pessoas numa casa fechada para toda a gente ver a sua “intimidade”, os exemplos de fraseado estão longe de ser os melhores. E lá vi uma entrevistada porque decidiu sair dali dizer que era difícil estar fechada “vinte e quatro sobre vinte e quatro horas”, um americanismo que está muito na moda, sobretudo nos noticiários, para substituir o portuguesíssimo “vinte e quatro horas por dia”! Patetices…
Bolas, falem português!
28Set: Afinal até o Primeiro-Ministro diz ponto em vez de vírgula e o Presidente da República diz vírgula mas confunde milhares de milhões com biliões!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
OS NOVOS GRANDES PROJECTOS DE OBRAS PÚBLICAS
Gostei das intervenções do ministro da economia no programa Prós e Contras de ontem! Pareceu-me seguro e determinado, ao contrário das hesitações que me pareceu revelar nas suas primeiras intervenções e me fizeram desconfiar da sua capacidade.
Gostei da clareza ao dizer que o plano de obras públicas deste governo não passa por projetos megalómanos mas sim por obras com sentido e com futuro.
Por exemplo, a substituição do inconcebível TGV por linhas de velocidade elevada – 250 Km/h como na Linha do Norte – mas de bitola europeia que liguem portos portugueses à Europa, renegociando os apoios comunitários que estavam disponíveis para o TGV.
Faz todo o sentido que seja assim quando o centro da actividade económica se desloca para o Extremo Oriente e se projeta o alargamento do Canal do Panamá para que seja mais curto o caminho para a Europa. Nestas condições, Portugal é a natural porta de entrada e não pode deixar-se perder a oportunidade de a disponibilizar.
É com projectos assim que se reconstrói o presente e se prepara o futuro.
Gostei da clareza ao dizer que o plano de obras públicas deste governo não passa por projetos megalómanos mas sim por obras com sentido e com futuro.
Por exemplo, a substituição do inconcebível TGV por linhas de velocidade elevada – 250 Km/h como na Linha do Norte – mas de bitola europeia que liguem portos portugueses à Europa, renegociando os apoios comunitários que estavam disponíveis para o TGV.
Faz todo o sentido que seja assim quando o centro da actividade económica se desloca para o Extremo Oriente e se projeta o alargamento do Canal do Panamá para que seja mais curto o caminho para a Europa. Nestas condições, Portugal é a natural porta de entrada e não pode deixar-se perder a oportunidade de a disponibilizar.
É com projectos assim que se reconstrói o presente e se prepara o futuro.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
O DOCUMENTO VERDE DA REFORMA ADMINISTRATIVA
Acabo de ouvir o Primeiro Ministro falar da Reforma Administrativa em que inclui eliminação de freguesias e fusão de municípios.
Sou, desde há muito, a favor de uma reforma administrativa mas que não é, de todo, uma reforma por decreto ou por discussão pública, porque há parâmetros a considerar que não podem ser considerados deste modo!
Há cerca de dois meses escrevi uma crónica para o jornal da minha terra, o Notícias de Manteigas, um dos tais concelhos que vêm perdendo população nos últimos anos.
Ao contrário do que muitos dos meus conterrâneos pensam, julgo o meu concelho em perigo, apesar das muitas razões que tenho para considerar um erro extingui-lo!
Mas para não repetir o que escrevi, remeto os meus leitores para a crónica que tem o título “UM CONCELHO COM FUTURO OU UM TRÁS-DE-SERRA IGNORADO?” e está publicado em http://jornaldegaveta.blogspot.com, em 23 agosto 2011.
Será interessante verificar como, já então, eu previ que seria esta a reforma administrativa que se faria, uma reforma ao sabor das circunstâncias sem a largueza de vistas que as questões administrativas requerem. Não vejo, por isso, como pode resolver os seus problemas um país que não sabe pensar o seu futuro.
Curioso é ter escutado, na discussão que se seguiu na TV, alguém da Covilhã falar da “falência” do Concelho de Manteigas, um território ali ao lado que saberia bem anexar, mesmo sem saber do que falava.
Não me parece haver o entendimento correcto das razões que podem levar a constituir ou a extinguir um concelho e nem me parece que haja o conhecimento do que seja a organização municipal por essa Europa fora. Portugal é dos países com concelhos mais extensos. Por exemplo, a Espanha tem mais de 8.100 municípios que comparados com os 308 municípios portugueses revela uma relação muitíssimo maior do que a que corresponde às respectivas áreas nacionais.
Para além da população há factores diversos, entre os quais as caraterísticas do território, que influenciam a organização administrativa de um país, sobretudo quando tenha a diversidade territorial que Portugal tem.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
AS DÍVIDAS DA MADEIRA E NÃO SÓ…
O Tribunal de Contas é claro: avisou, a tempo, numerosas entidades sobre o estado das contas na Madeira!
Também no caso Casa Pia muitas personalidades terão sido avisadas dos desmandos graves e tenebrosos que por ali havia.
E, indo até mais longe, conhecem-se histórias que fazem crer que os Estados Unidos teriam informações bastantes para poderem prevenir o sanguinário ataque a Pearl Harbour e, diz-se também, que poderiam ter evitado o massacre de 11 de Setembro se não fossem as “caixinhas” dos vários serviços de informação!
Vistas bem as coisas até parece que muitas desgraças por esse mundo fora não foram evitadas sabe Deus por que razões estranhas.
Afinal, é caso para perguntar se as sociedades andam distraídas a entregar o seu “poder” a incapazes que dele não fazem o uso devido e, por isso, não as defendem de males que poderiam ser evitados.
Acabámos por arranjar estratagemas para, pensando que de um modo justo como entendemos que é a democracia, entregarmos o poder a grupos organizados que fazem dele o que muito bem entendem, nunca sendo por isso responsabilizados.
Sou pela organização e não sei, sequer, como se colocaria em prática a democracia directa. Por isso não sou contra os partidos. Apenas entendo que, entre nós, estes foram criando hábitos pouco claros e erráticos consoante as circunstâncias.
Quando, em Portugal, se levantaram vozes clamando pelo julgamento dos governantes responsáveis pelo buraco em que caímos, sobretudo daquele que se dizia sozinho a puxar pelo país, logo apareceram os “gerontes da política” considerando tal proposta uma heresia! Certamente, porque assim se entraria no sagrado castelo do poder que lhes pertence, se modificariam as regras que só eles ditam e se fariam julgamentos que iriam para além dos que se fazem em actos de transmissão simples e total do poder, as eleições.
Vistas bem as coisas, também não sei bem a quem julgar, se Sócrates, além de outros possíveis elementos do seu governo, se todo o partido de que este emanava, se todos os que, apesar de todas as evidências, o apoiavam e desejavam que continuasse a arruinar o país.
Depois de tudo o que, nos últimos tempos, no mundo tem acontecido, não seria altura de rever regras que, tudo leva a crer, se tornaram obsoletas?
A democracia não é perfeita e muito menos se a não formos ajustando aos tempos que correm e a novos problemas que surgem, de modo a torná-la mais eficaz a encontrar soluções mais adequadas e menos exposta às novas artimanhas que se inventam.
Assim como está, a Democracia Representativa mais me parece uma sucessão regulamentada de poderes autocráticos do que um sistema que agrega o desejo e o esforço de todos para o mesmo fim comum: o bem da sociedade que lhe confiou o poder e por cujos destinos ficou responsável.
Também no caso Casa Pia muitas personalidades terão sido avisadas dos desmandos graves e tenebrosos que por ali havia.
E, indo até mais longe, conhecem-se histórias que fazem crer que os Estados Unidos teriam informações bastantes para poderem prevenir o sanguinário ataque a Pearl Harbour e, diz-se também, que poderiam ter evitado o massacre de 11 de Setembro se não fossem as “caixinhas” dos vários serviços de informação!
Vistas bem as coisas até parece que muitas desgraças por esse mundo fora não foram evitadas sabe Deus por que razões estranhas.
Afinal, é caso para perguntar se as sociedades andam distraídas a entregar o seu “poder” a incapazes que dele não fazem o uso devido e, por isso, não as defendem de males que poderiam ser evitados.
Acabámos por arranjar estratagemas para, pensando que de um modo justo como entendemos que é a democracia, entregarmos o poder a grupos organizados que fazem dele o que muito bem entendem, nunca sendo por isso responsabilizados.
Sou pela organização e não sei, sequer, como se colocaria em prática a democracia directa. Por isso não sou contra os partidos. Apenas entendo que, entre nós, estes foram criando hábitos pouco claros e erráticos consoante as circunstâncias.
Quando, em Portugal, se levantaram vozes clamando pelo julgamento dos governantes responsáveis pelo buraco em que caímos, sobretudo daquele que se dizia sozinho a puxar pelo país, logo apareceram os “gerontes da política” considerando tal proposta uma heresia! Certamente, porque assim se entraria no sagrado castelo do poder que lhes pertence, se modificariam as regras que só eles ditam e se fariam julgamentos que iriam para além dos que se fazem em actos de transmissão simples e total do poder, as eleições.
Vistas bem as coisas, também não sei bem a quem julgar, se Sócrates, além de outros possíveis elementos do seu governo, se todo o partido de que este emanava, se todos os que, apesar de todas as evidências, o apoiavam e desejavam que continuasse a arruinar o país.
Depois de tudo o que, nos últimos tempos, no mundo tem acontecido, não seria altura de rever regras que, tudo leva a crer, se tornaram obsoletas?
A democracia não é perfeita e muito menos se a não formos ajustando aos tempos que correm e a novos problemas que surgem, de modo a torná-la mais eficaz a encontrar soluções mais adequadas e menos exposta às novas artimanhas que se inventam.
Assim como está, a Democracia Representativa mais me parece uma sucessão regulamentada de poderes autocráticos do que um sistema que agrega o desejo e o esforço de todos para o mesmo fim comum: o bem da sociedade que lhe confiou o poder e por cujos destinos ficou responsável.
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