ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

JARDIM FOMENTA O SEPARATISMO?

Por mais que diga ter orgulho em ser português – já lho ouvimos dizer várias vezes - o presidente do governo regional da Madeira tornou-se, consciente ou inconscientemente, um separatista.
Muitas vezes, demasiadas vezes já o ouvimos falar de independência da Madeira, nem que fosse para dizer que as atitudes do “contenente” que ele sempre considera que prejudicam os interesses madeirenses, acicatam os movimentos que a propõem. De outras vezes dirá outras coisas como, aliás, faz o seu género: dizer tudo para, depois, dizer que não disse nada!
São os curiosos “lapsus linguae” de Jardim que, não poucas vezes, têm o tamanho de todo um discurso eleitoralista.
Uma no cravo, outra na ferradura, lá vai fazendo a cabeça aos menos prevenidos (que parecem ser muitos, demasiados) que, porventura e apesar dos desmandos e artimanhas orçamentais que colocam a Madeira em bancarrota, o devem reconduzir à frente do governo local.
De facto, numas entrevistas de rua a propósito das intenções de voto dos madeirenses pudemos ouvir esta declaração lapidar a um dos entrevistados: votarei Jardim até à morte para os patetas do “contenente” não virem para aqui mandar!
Melhor e mais clara prova?

A FALTA DE RIGOR COM QUE OS PROBLEMAS SÃO TRATADOS

É pena que não haja em Portugal a noção de que a Organização Administrativa de um país é tão importante como a organização de uma qualquer empresa que se deseja bem sucedida!
A prova ficou feita no “Prós e Contras” de ontem quando o ministro Miguel Relvas poucas razões plausíveis adiantou para a “reforma” que o governo vai fazer com uma redução drástica do número de freguesias, além de afirmar que o “poder local não pode ser a vaca sagrada da democracia” pese, embora, os grandes serviços que prestou ao país!
Em primeiro lugar as vacas sagradas não podem existir na política e, depois, o poder local não só prestou grandes serviços ao país como terá de continuar a prestá-los.
Num país com as características de Portugal, os poderes de proximidade são mais do que necessários, somente necessitam de ser reorganizados em função dos objectivos atuais.
Não será nesta política de corta e cose que o problema se resolverá porque uma inteligente reforma administrativa é absolutamente indispensável e urgente para desenvolver Portugal e equilibrar as suas desarmonias que são a causa e o efeito da má administração do território. Esta é a grande confusão do Sr Ministro!

DE SEGURO E DA TROIKA...

Cumprir os compromissos assumidos com a Troika não passa de uma condição para podermos dispor de um financiamento menos penoso do que aquele que os “mercados” nos impuseram, porque os grande objectivo de Portugal é sair da situação de falência em que se encontra e construir um futuro que permita aos seus cidadãos viver sem sacrifícios excessivos e com dignidade.
Todos já temos a noção de que as imposições da Troika não são um programa de governo nem a sua execução garante os desígnios futuros de um país que quer ser estável e seguro. É preciso muito mais. Daí que quando Seguro, o Secretário-Geral do PS, se afirma disponível para que o país cumpra aquilo a que se comprometeu com a Troika não esteja a cumprir o seu dever de solidariedade e, mesmo na crise profunda em que nos encontramos, tenha como objectivo fundamental a retoma do poder que, ao fim de muitos anos de erros grosseiros de governação, o povo lhe retirou.
Ao dizer que o PS continua disposto a defender os seus valores, apetece perguntar se serão os que prosseguiu ao longo dos anos em que exauriu o país com a prática de políticas incompatíveis com os recursos nacionais…
Não consta que um Pentecostes qualquer tenha dado a Seguro a sabedoria e a sensatez que o PS não mostrou ter com Sócrates que a maioria do partido apoiou em Congresso em que não teve quem o enfrentasse para ser o seu Secretário-Geral.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A REFORMA ADMINISTRATIVA INEFICAZ

Não tenho dúvidas de que na Administração do Território, tal como em quase tudo, os célebres “jobs for the boys” conduziram a um descalabro de gastos que só poderia ter como consequência o que sucedeu.
Como, de novo, diria D Jaime, Portugal foi lauta boda… onde comeu a escumalha toda!
Agora que o dinheiro é escasso, continuam a comer os que, sempre em nome do bem do povo, criaram empresas públicas, fundações, parcerias e outras coisas sem qualquer utilidade visível que até podem ter enchido os seus bolsos mas contribuíram e contribuem para esta tripa-forra de gastos inúteis com os quais não é fácil acabar.
Admito e compreendo que “cortar nas gorduras” seja bem mais difícil do que pareceria, porque muita luta darão os que das gorduras se alimentam.
De muita reforma vai necessitar este país, com a da Administração Local. Mas em vez de se pensar que esta reforma se destina a reduzir os gastos como Portugal tanto necessita, uma iniciativa louvável mas menor, melhor será ter vistas largas e pensar que o objectivo mais premente desta reforma será a criação de condições para aproveitar integralmente os recursos nacionais.
Os desequilíbrios territoriais, mais do que evidentes, entre o litoral e o interior são a prova mais óbvia da má administração do território, bem como são a causa mais direta da sua pobreza!
Erros acumulados ao longo de muitos anos em que tantos disparates se fizeram não foram suficientes para nos mostrar como há que ser cuidadoso com esta iniciativa. Nem, sequer, fomos capazes de aprender como ela é urgente! Mas a necessária não é, de todo, esta que o governo quer fazer…. Esta é ingénua, perturbadora e inútil!

DURÃO FAZ JUS AO NOME

Finalmente Durão Barroso chateou-se com a situação e falou grosso. Quase disse o que devia dizer.
Não é fácil enfrentar a soberba alemã nem um presidente francês que quase não acerta uma mas, por certo temendo poder tornar-se no presidente de uma comissão de liquidação da uma Europa mal parida, abriu o livro e mandou recados. Quase chegou onde devia. Mas quem sabe se numa próxima vez não vai dizer tudo e perguntar aos “empatas” se esta Europa é para brincar ou é a sério. Se for a sério as coisas terão de ser de outro jeito, de modo a fazer da Europa um todo em vez de uma manta de retalhos.
Na realidade, tal como Barroso disse, a grande potência emergente deveria ser a Europa. A não ser assim, mais vale acabar com a brincadeira de mau gosto.

domingo, 2 de outubro de 2011

O “DEVER” ACIMA DE TUDO…!

Eu não sei se este país ficou pateta ou se o querem fazer. E também não imaginava que, em desespero, se pudesse dizer tanto disparate!
Depois de tantas coisas que já o ouvi dizer, algumas contraditórias, acabei de ouvir o JJardim “abençoar a dívida”, apontando uma série de razões pelas quais afirma que, por ela, muita pobreza e muitas carências foram extintas na Madeira. Mas esqueceu de dizer duas coisas mais: a pobreza e o analfabetismo na madeira continuam elevados apesar da dívida que, dizem os seus opositores, também fez “engordar” alguns ramos da árvore dominante. Também não explicou como, com esta dívida às costas e sem dinheiro, vai pagar a água e a eletricidade, os médicos e outras coisas que diz ter dado à população... Irá vender as auto-estradas? Aqui coloca-se o mesm o problema!
Mas estou-me nas tintas para o que façam JJardim e os seus acólitos desde que paguem a dívida que fizeram, como é próprio de gente séria (os outros são os ladrões) e, também, não cometam o crime de conspirar contra a integridade do Território Nacional. Nem a brincar.
Por alguma razão – que afinal não foi nenhum milagre – a Madeira era a segunda região do país com mais elevado rendimento per capita… Pudera… se acumulou dívida até quase mais 50% do que o PIB da Região, numa interpretação sui generis do popular ditado “o dever acima de tudo”! Questões de dialeto?
Creio que o homem entrou em “delírio gerôntico”, talvez em consequência de tanto desgaste a gastar dinheiro na Madeira. Por isso me lembrei que, tal como para a licença de condução a partir de certa idade, mas com mais razão de ser ainda, deveriam ser obrigatórios testes que comprovassem as capacidades necessárias para ocupar cargos governativos…
Acho que o “prazo de validade” dele estaria caducado…

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ELE HÁ CADA UM… OU DOIS

Quando os políticos brincam connosco eu chateio-me, porque aqueles a quem confiámos o dever de prevenirem o nosso futuro, aqueles a quem pagamos mais do que damos a nós próprios não podem fazer isso!
Quanto ao que se passa na Madeira estamos perante um irregularidade grave (apetecia-me dizer pior) que Jardim se esforça por branquear, outros políticos madeirenses que o apoiam explicam de um modo ridículo e o povo madeirense, em maioria, talvez até apoie voltando a escolhê-lo para continuar a governar a Região.
Depois de “uma coisinha de nada”, de “um buraquinho minúsculo em face da cratera do Contenente (sic)”, de ser uma “vigarice expor as contas da Madeira”, de o mais português dos portugueses “brincar” com a independência da Madeira, etc, etc, ficámos a saber que as dívidas da Região Autónoma representam 123% do seu PIB!
Mas pior do que tudo isso é o modo como essa dívida foi sonegada e agora nos cria problemas que vão a obrigar a mais austeridade ainda.
Por isso estou irritado com o Alberto João pelo que fez e atónito com as explicações de um deputado madeirense que explicou que aquilo aconteceu porque havia condições para acontecer! Esta não lembraria ao diabo.