Esta situação de emergência que vivemos é, como tanta gente já o disse, a prova de termos vivido tempo demasiado acima das nossas possibilidades. O Estado e a maioria de nós.
Chegámos a este ponto de leviandade de conquista em conquista, de mais direitos a mais direitos, de descuido em descuido, de demagogia em demagogia, de greve em greve. Agora que vamos fazer? Mais greve contra a perda de direitos que tantas conquistas granjearam mas que o que realmente possuímos não permite satisfazer...
Mal começámos, ainda, a perceber como se deitava fora tanto dinheiro, como o esforço de muitos revertia em benefícios de poucos, como políticos incompetentes fizeram o que não deviam ter feito, como a erros se somaram erros e como a maioria de nós, quais papalvos, foi na conversa.
Parece terem-se aberto as portas do Inferno! Cada vez que se esgravata sai trampa, cada vez que se abre uma gaveta aparecem dívidas, sempre que se levantam tapetes fica à vista todo o lixo que, durante tanto tempo, taparam. Só os “caras-de-pau” continuam, impávidos e serenos, a fazer de conta que não é com eles.
Aceito, nem tenho outro remédio, os sacrifícios que me pedem. Mas quero, exijo que não sejam só para mim e mais alguns, que não permaneçam intocadas as benesses e mordomias que o país não pode conceder e sejam apontados os culpados das desgraças que nos afrontam!
Que andaram a fazer tantos iluminados que elegemos na presunção de serem os melhores? Enquanto governaram fizeram disparates e, depois de governarem, tornaram-se críticos dos disparates que os outros fizeram. E assim sucessivamente porque, nesta aldeia onde nascemos, são sempre os mesmos na ribalta, as mesmas cabeças a fazer que pensam, as mesmas bocas a ditar sentenças, os mesmos a opinar sobre a cura dos males que causaram e são sempre os mesmos os caminhos para a fortuna.
Deixou de haver ideais porque as ideias são poucas. Deixou de haver bom senso porque a pressa é muita. Deixou de haver sucesso porque a esperteza matou a inteligência!
Não faço ideia se este governo vai conseguir ou não desatar o nó cego que lhe caiu nas mãos. Parece-me que, de há muito tempo a esta parte, é o primeiro a fazer alguma diferença e a tomar algumas atitudes que antes ninguém tomara. Talvez por isso, mesmo depois de uma vitória significativa do PSD, ainda que relativa, até o partido que o elegeu parece estar contra ele!
Eu, que há muito tempo já não vou atrás de cores, não ando em grupos, não canto em coros nem me candidato a nada, desejo, ardentemente, que tenha sucesso, pois só o seu sucesso me poderá trazer a tranquilidade de sentir que não me pedem mais sacrifícios, que os meus filhos e os meus netos terão uma vida mais tranquila.
Apelo ao governo que faça orelhas moucas às críticas maldosas, corte a direito, acabe com as injustas desigualdades que tanto podem estar nas subvenções a ex-políticos como nos subsídios que convidam a mandriar, acabe com os “tachos” que ao contribuinte compete manter cheios, acabe com tudo o que está a mais e só prejudica quem quer fazer alguma coisa, sem esquecer a Assembleia da República onde o mínimo de 180 deputados até me parece demais e a renovação sucessiva de mandatos é, para mim e para muitos, um verdadeiro escândalo!
Que ser político seja uma profissão, eu aceito. Mas representante do povo tem de ser povo!
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
OS INVESTIGADORES DA VÍRGULA
(imagem in Expresso)
Depois do escândalo, denunciado pela Imprensa, de que dezenas de ex-ministros que se sabe terem rendimentos principescos, recebem gordas subvenções do Estado, foi conhecida a intenção do governo de acabar com essas inqualificáveis e injustificadas benesses. Logo alguns constitucionalistas franziram o olho ao rigor da decisão.
São os investigadores da vírgula que se deleitam em discussões estéreis, porque em tempo de emergência, quando não há dinheiro para satisfazer as garantias que a Constituição possa dar, as quais nada têm a ver com justiça mas com o que nela quiseram que constasse, não será dela que vem o dinheiro para as satisfazer!
Em vez disso, em vez dessas preocupações delirantes, bem mais razoável será perguntar se alguma vez faria sentido que ex-governantes ou ex-deputados, só por isso, tenham direito a pensões vitalícias. Prestaram serviços à Pátria? Também os que combateram em Angola, em Moçambique, na Guiné ou seja onde for Lhe prestaram serviços nos quais perderam pernas e braços, ficaram surdos ou cegos, contraíram doenças ou perderam a vida, dádivas enormes que não mereceram, dos que se julgam a própria Pátria, a mesma consideração!
Que pretendem os constitucionalistas com os disparates que dizem? Porque insistem estes intelectuais de opereta na manutenção de uma Lei Fundamental em que sobrevivem preconceitos ultrapassados e se garante o que não é possível dar? Ainda não repararam que o país está de tanga e que os tempos, mesmo em todo o mundo, mudaram?
É bom que abram os olhos.
Depois do escândalo, denunciado pela Imprensa, de que dezenas de ex-ministros que se sabe terem rendimentos principescos, recebem gordas subvenções do Estado, foi conhecida a intenção do governo de acabar com essas inqualificáveis e injustificadas benesses. Logo alguns constitucionalistas franziram o olho ao rigor da decisão.
São os investigadores da vírgula que se deleitam em discussões estéreis, porque em tempo de emergência, quando não há dinheiro para satisfazer as garantias que a Constituição possa dar, as quais nada têm a ver com justiça mas com o que nela quiseram que constasse, não será dela que vem o dinheiro para as satisfazer!
Em vez disso, em vez dessas preocupações delirantes, bem mais razoável será perguntar se alguma vez faria sentido que ex-governantes ou ex-deputados, só por isso, tenham direito a pensões vitalícias. Prestaram serviços à Pátria? Também os que combateram em Angola, em Moçambique, na Guiné ou seja onde for Lhe prestaram serviços nos quais perderam pernas e braços, ficaram surdos ou cegos, contraíram doenças ou perderam a vida, dádivas enormes que não mereceram, dos que se julgam a própria Pátria, a mesma consideração!
Que pretendem os constitucionalistas com os disparates que dizem? Porque insistem estes intelectuais de opereta na manutenção de uma Lei Fundamental em que sobrevivem preconceitos ultrapassados e se garante o que não é possível dar? Ainda não repararam que o país está de tanga e que os tempos, mesmo em todo o mundo, mudaram?
É bom que abram os olhos.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
QUAL SOLIDARIEDADE?
Publiquei no número de Setembro do Notícias de Manteigas um texto em que falava de questões de solidariedade. Terminava dizendo que “Aos mais velhos será cada vez mais difícil assegurar a qualidade de vida que a sua contribuição no passado tornou devida, enquanto aos mais novos não será fácil garantir a formação e o trabalho que o seu direito ao futuro reclama... São sintomas doentios que denunciam a insistência irracional num modelo sócio-económico irrecuperavelmente falido porque não pode ser estável uma sociedade sem a solidariedade que não consegue gerar.”
O texto integral pode ser lido neste blog.
Curiosamente, mas sem que tal me espante, um estudo do Ministério da Finanças agora publicado dá bem conta da razão de ser do que então escrevi. A partir de 2030 as despesas da Segurança Social superarão os seus rendimentos, significando isto que será impossível pagar pensões a partir de 2040!
Era inevitável este desfecho num mundo que se habituou a ter tudo em troca de nada, onde as conquistas revolucionárias, dos trabalhadores ou sejam de que for são tidas por irreversíveis, direitos que ninguém pode retirar.
É este o engano que nos leva a protestar contra uma situação para que todos contribuímos vivendo vida de “lordes” que não somos, gastando dinheiro que não temos, apregoando vitórias que acabaram por nos derrotar!
Para evitar que tal suceda, há quatro vias possíveis:
reduzir as pensões
aumentar as contribuições
aumentar a idade da reforma
mudar de vida!
Não parece que reduzir as já magras pensões seja solução, como solução me não parece que seja aumentar as contribuições que teriam de atingir valores insuportáveis. Restará aumentar a idade da reforma o que provocará forte contestação, sobretudo da parte dos profissionais do protesto para quem o dinheiro cai de Céu ou, o que me parece que acabará por acontecer quer queiramos quer não, mudar de estilo de vida.
domingo, 23 de outubro de 2011
AS PARCERIAS PÚBLICO PRIVADAS SÃO UM MAL EM SI? NÃO!
Ontem, no FB, reproduzi un gráfico publicado no Correio da Manhã mas oriundo do Ministério das Finanças, acrescentado um texto que dizia: “As Parcerias Público Privadas que Guterres iniciou mas de que Sócrates usou e abusou, vão gerar um buraco de 15 mil milhões de euros que iremos pagar até 2051, tornando mais difícil uma recuperação que já não é fácil. Será assim que os "socratistas" pretendem reabilitar a imagem do seu deus?”
Curioso foi ter havido que logo “corrigisse” que a primeira PPP fora feita por Cavaco Silva na construção da Ponte Vasco da Gama!
Nem me interessa saber se foi ou não porque a curiosidade está no reparo em si que, pode dizer-se, atribui ao facto a natureza de “pecado original” que não tem.
As PPP não são um mal em si. Pelo contrário, poderão ser o modo de antecipar a disponibilização de infra-estruturas que, de outro modo, só muito mais tarde poderiam ser feitas, tal como uma compra a crédito permite antecipar a aquisição de um bem de que se necessita.
Quer num caso quer no noutro, a questão está nas negociações que se fazem para a satisfação das obrigações que se contraem bem como, obviamente, para estabelecer o preço inicial. É aqui que a questão se coloca.
Em primeiro lugar, enquanto numa compra pessoal será quem a negoceia que assume o compromisso de a pagar num período de tempo compatível com sua a esperança de vida, numa obra pública competirá ao Estado pagar o que um ou vários indivíduos em seu nome negociaram, podendo dispor de um período mais longo de pagamento que poderá abranger várias gerações.
O sucesso destes contratos dependerá das boas negociações que se façam e das garantia de meios de pagamento bastantes.
A facilidade de obtenção de meios financeiros tornou descuidadas as pessoas e permissivos os Estados que se desleixaram nas negociações e deixaram que os níveis de endividamento assumissem proporções excessivas em relação aos rendimentos. Uma situação destas só pode ter como resultado a falência!
Sócrates elevou a dívida pública para níveis que duplicaram os que encontrara e acabou por exceder o PIB nacional, em consequência de um programa de infra-estruturas, sobretudo viárias, que excedeu as necessidades. De facto e por exemplo, dotou Portugal com uma rede de auto-estradas tão densa como só na Alemanha ou na Holanda podemos encontrar. O excesso em relação às necessidades é óbvia, além de que não se trata de de iniciativas que beneficiem a maioria da população.
E, porque não dizê-lo, as condições de negociação são susceptíveis de atos ilícitos que negociações “complexas” podem mascarar. A não ser assim, a única explicação será a incompetência de quem negoceia.
O mesmo número do CM de onde retirei a notícia de que dei conta, refere, curiosamente, que o Presidente do Instituto Nacional das Infra-Estruturas afirmou ter sido alvo de coação de um despacho do ex-secretário de Estado das obras públicas (do governo de Sócrates) depois de ter enviado um relatório muito crítico sobre a renegociação de contratos de concessões rodoviárias”.
Além disto, não é fácil esquecer os reparos e as críticas públicas aos excessos despesistas de Sócrates e seus ministros que, quase unanimemente, apontavam para o desfecho que acabou por acontecer.
Torna-se óbvio que será de começar a pensar seriamente na responsabilização de quem, seja por qual razão for, provocou a situação que prejudica todo um povo.
Curioso foi ter havido que logo “corrigisse” que a primeira PPP fora feita por Cavaco Silva na construção da Ponte Vasco da Gama!
Nem me interessa saber se foi ou não porque a curiosidade está no reparo em si que, pode dizer-se, atribui ao facto a natureza de “pecado original” que não tem.
As PPP não são um mal em si. Pelo contrário, poderão ser o modo de antecipar a disponibilização de infra-estruturas que, de outro modo, só muito mais tarde poderiam ser feitas, tal como uma compra a crédito permite antecipar a aquisição de um bem de que se necessita.
Quer num caso quer no noutro, a questão está nas negociações que se fazem para a satisfação das obrigações que se contraem bem como, obviamente, para estabelecer o preço inicial. É aqui que a questão se coloca.
Em primeiro lugar, enquanto numa compra pessoal será quem a negoceia que assume o compromisso de a pagar num período de tempo compatível com sua a esperança de vida, numa obra pública competirá ao Estado pagar o que um ou vários indivíduos em seu nome negociaram, podendo dispor de um período mais longo de pagamento que poderá abranger várias gerações.
O sucesso destes contratos dependerá das boas negociações que se façam e das garantia de meios de pagamento bastantes.
A facilidade de obtenção de meios financeiros tornou descuidadas as pessoas e permissivos os Estados que se desleixaram nas negociações e deixaram que os níveis de endividamento assumissem proporções excessivas em relação aos rendimentos. Uma situação destas só pode ter como resultado a falência!
Sócrates elevou a dívida pública para níveis que duplicaram os que encontrara e acabou por exceder o PIB nacional, em consequência de um programa de infra-estruturas, sobretudo viárias, que excedeu as necessidades. De facto e por exemplo, dotou Portugal com uma rede de auto-estradas tão densa como só na Alemanha ou na Holanda podemos encontrar. O excesso em relação às necessidades é óbvia, além de que não se trata de de iniciativas que beneficiem a maioria da população.
E, porque não dizê-lo, as condições de negociação são susceptíveis de atos ilícitos que negociações “complexas” podem mascarar. A não ser assim, a única explicação será a incompetência de quem negoceia.
O mesmo número do CM de onde retirei a notícia de que dei conta, refere, curiosamente, que o Presidente do Instituto Nacional das Infra-Estruturas afirmou ter sido alvo de coação de um despacho do ex-secretário de Estado das obras públicas (do governo de Sócrates) depois de ter enviado um relatório muito crítico sobre a renegociação de contratos de concessões rodoviárias”.
Além disto, não é fácil esquecer os reparos e as críticas públicas aos excessos despesistas de Sócrates e seus ministros que, quase unanimemente, apontavam para o desfecho que acabou por acontecer.
Torna-se óbvio que será de começar a pensar seriamente na responsabilização de quem, seja por qual razão for, provocou a situação que prejudica todo um povo.
sábado, 22 de outubro de 2011
É MAIS FÁCIL DAR O NÓ DO QUE DESFAZÊ-LO
O Orçamento de Estado (OE) para 2012 é preocupante. Mas, mais preocupante ainda é a polémica que, por conta dele, se instalou.
Não se entendem os economistas que ainda não perceberam bem o que se passa nem são unânimes quanto ao modo de fazer seja o que for que remedeie as deploráveis condições em que vivemos. Não se unem os políticos a quem confiámos a responsabilidade de cuidarem do que é nosso e eles tomam como seu, tornando mais difícil ou inviabilizando a solução para a qual todos deveríamos trabalhar. Não nos entendemos todos nós que, seja porque estamos eufeudados a uma partidarite qualquer seja porque não nos dispuzémos, ainda, a pensar sobre o que se passa, sofremos as agruras de uma austeridade que, deste modo, poderá vir a ser muito maior.
Dentro dos próprios partidos há confrontos, atitudes estranhas, ressentimentos e picardias que, por certo, os enfraquecem, com prejuízo de todos nós.
No PS, os “socratistas” tentam recuperar do afastamento púdico a que foram condenados, confundindo factos claros dos quais fazem interpretações maquiavélicas que têm em vista o “renascimento” de Sócrates em todo o seu esplendor de disparates; O PS de Seguro tenta fazer como Pilatos, lavando as mãos das porcarias que, num passado muito próximo, empolgadamente louvou; No PSD os “barões” de antanho que tentaram evitar a “renovação” que Passos Coelho acabou por impôr, vomitam disparates que em são juízo nem se atreveriam a balbuciar; O CDS mantem-se discreto e os demais partidos representados na AR não vão além da leitura da “cartilha” que não dá margem à inovação!
Fora do areópago de S. Bento que já foi mais prestigiado, não admira que, pelos milhões de afectados por medidas de austeridade que se não esperavam tão severas, as queixas se façam ouvir das mais diversas formas. Assiste-lhes todo o direito à indignação por terem sido enganados pelo modo de viver desafogado que lhes disseram terem preparado para si; sentem-se desesperados na incerteza de um futuro que de risonho nada tem.
Mas logo estas manifestações genuínas e legítimas são alvo do aproveitamento oportunista dos mestres da contestação, dos que nada fizeram pelo bem comum mas se sentem no direito de falar em nome dos fracos e dos oprimidos e de por eles decidirem as formas de luta porque de cooperação nada sabem.
Compreende-se a ansiedade dos que penam, mas nem todos os remédios se podem tomar ao mesmo tempo nem de uma vez só.
Por mim, atingido, também e severamente, pelas medidas de austeridade para cujas causas não contribuí, não vejo que seja hora de reclamar porque sei que é mais fácil dar o nó do que desatá-lo. Desejo, até, que nunca o seja e que as medidas que agora me atingem sejam, no momento possível, substituídas pelas que poderão garantir a estabilidade que hoje não temos.
Não será uma terefa fácil para quem tenha de a levar a cabo, tendo em conta que o anterior governo deixou buracos e encargos que, para além de nós, castigarão os nossos filhos e netos ao longo de muito tempo.
Quinze mil milhões de euros é o buraco que corresponde às PPP – parcerias público privadas – que tornaram milionária muita gente.
Se a isto juntarmos os organismos fantasmas criados para arranjar “jobs for the boys”, poderemos avaliar quanto iremos penar pelas consequências dos erros que Sócrates e o seu Partido Socialista nos deixaram por legado!
Não se entendem os economistas que ainda não perceberam bem o que se passa nem são unânimes quanto ao modo de fazer seja o que for que remedeie as deploráveis condições em que vivemos. Não se unem os políticos a quem confiámos a responsabilidade de cuidarem do que é nosso e eles tomam como seu, tornando mais difícil ou inviabilizando a solução para a qual todos deveríamos trabalhar. Não nos entendemos todos nós que, seja porque estamos eufeudados a uma partidarite qualquer seja porque não nos dispuzémos, ainda, a pensar sobre o que se passa, sofremos as agruras de uma austeridade que, deste modo, poderá vir a ser muito maior.
Dentro dos próprios partidos há confrontos, atitudes estranhas, ressentimentos e picardias que, por certo, os enfraquecem, com prejuízo de todos nós.
No PS, os “socratistas” tentam recuperar do afastamento púdico a que foram condenados, confundindo factos claros dos quais fazem interpretações maquiavélicas que têm em vista o “renascimento” de Sócrates em todo o seu esplendor de disparates; O PS de Seguro tenta fazer como Pilatos, lavando as mãos das porcarias que, num passado muito próximo, empolgadamente louvou; No PSD os “barões” de antanho que tentaram evitar a “renovação” que Passos Coelho acabou por impôr, vomitam disparates que em são juízo nem se atreveriam a balbuciar; O CDS mantem-se discreto e os demais partidos representados na AR não vão além da leitura da “cartilha” que não dá margem à inovação!
Fora do areópago de S. Bento que já foi mais prestigiado, não admira que, pelos milhões de afectados por medidas de austeridade que se não esperavam tão severas, as queixas se façam ouvir das mais diversas formas. Assiste-lhes todo o direito à indignação por terem sido enganados pelo modo de viver desafogado que lhes disseram terem preparado para si; sentem-se desesperados na incerteza de um futuro que de risonho nada tem.
Mas logo estas manifestações genuínas e legítimas são alvo do aproveitamento oportunista dos mestres da contestação, dos que nada fizeram pelo bem comum mas se sentem no direito de falar em nome dos fracos e dos oprimidos e de por eles decidirem as formas de luta porque de cooperação nada sabem.
Compreende-se a ansiedade dos que penam, mas nem todos os remédios se podem tomar ao mesmo tempo nem de uma vez só.
Por mim, atingido, também e severamente, pelas medidas de austeridade para cujas causas não contribuí, não vejo que seja hora de reclamar porque sei que é mais fácil dar o nó do que desatá-lo. Desejo, até, que nunca o seja e que as medidas que agora me atingem sejam, no momento possível, substituídas pelas que poderão garantir a estabilidade que hoje não temos.
Não será uma terefa fácil para quem tenha de a levar a cabo, tendo em conta que o anterior governo deixou buracos e encargos que, para além de nós, castigarão os nossos filhos e netos ao longo de muito tempo.
Quinze mil milhões de euros é o buraco que corresponde às PPP – parcerias público privadas – que tornaram milionária muita gente.
Se a isto juntarmos os organismos fantasmas criados para arranjar “jobs for the boys”, poderemos avaliar quanto iremos penar pelas consequências dos erros que Sócrates e o seu Partido Socialista nos deixaram por legado!
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
ESTA NECESSIDADE DE PENSAR…
(Texto publicado no Notícias de Manteigas de Outubro 2011)
Depois de falar de solidariedade, uma virtude indispensável ao equilíbrio social que o atual modo de viver cada vez menos consente, era minha intenção falar este mês de ambiente, outra questão muito importante que já condiciona e acabará pondo fim ao crescimento económico suportado pelo consumismo excessivo.
Às agressões ambientais que esta economia selvagem que se diz civilizada provoca, responderá a Natureza de forma demolidora, com fenómenos e alterações que os nossos filhos e netos terão de suportar mais do que nós que somos a causa desses males. É o egoísmo na sua expressão mais refinada e que, tal como a inveja, o humaníssimo pecado que nos faz desejar não ter menos do que os outros, nos faz correr de um modo incauto para o abismo fundo que nos engolirá.
Ficará, quem sabe, para o próximo mês porque me parece mais oportuno falar hoje da necessidade absoluta da tomada de consciência da situação que vivemos se não quisermos cair na situação deplorável de outros que, sem consciência do mal que a si próprios causam, se revoltam contra o que os seus erros tornaram inevitável. Depois espero, se o puder fazer, falar de recursos naturais, aqueles que a Natureza nos permite utilizar de um modo equilibrado mas em cuja exploração nos excedemos, completando um conjunto de questões que, tenho por certo, estão entre as mais importantes das que vão moldar o futuro próximo da Humanidade e orientar a procura de formas mais naturais e seguras para uma vida menos materialista mas mais feliz.
Evitarei envolver-me em temas mais transcendentes de que outros bem melhor do que eu podem e devem falar, mas não consigo calar que espero há tempo demais por uma “Boa Nova” atual, com as palavras certas para o melhor entendimento dos problemas que, sendo de sempre, assumem formas próprias dos tempos e, por isso, exigem soluções a condizer com elas. Nesta espera pergunto-me, por vezes, que “cartas” escreveria hoje S Paulo aos falhados da História que fizeram vista grossa à realidade e não respeitaram a dignidade humana. Talvez nelas dissesse que a intolerância, o egoísmo e a inveja que “governam” este mundo são a súmula de todos os pecados que nos afastam de uma vida melhor. Sei lá!
Porém, se sinto o dever de contribuir, na medida em que posso faze-lo, para a formação de uma consciência coletiva esclarecida sobre as questões mais importantes para um futuro global, juntando a minha voz à de tantos que a erguem também e à de muitos que já a perderam no esforço inglório de alertar para perigos que apenas a ganância leva a ignorar, também me quero contar no número dos que, perante o que se passa, participam no esforço para esclarecer e desmistificar questões e ultrapassar os problemas que Portugal enfrenta.
Há muito que me deixei de partidarismos sem sentido, que me excluí dos manipuladores ou manipulados para me poder entregar ao “luxo” de ter ideias próprias, de poder ajustar o que penso quantas vezes entender dever faze-lo, de me não rever em estereótipos que ao longo do tempo perderam o sentido, de poder caminhar por e para onde quiser sem ter de seguir as pisadas de qualquer grupo a que pertença.
Apesar disso e pelas circunstâncias, creio chegada a hora de remarmos todos para o mesmo lado, num esforço conjunto para vencer, abdicando, de boa mente, de alguma liberdade de escolha, de alguns direitos que a situação de penúria não permite garantir e, também, de algumas comodidades para que seja menos longo este tempo de dolorosos sacrifícios que disparates demais nos obrigam a viver.
Não me parece que seja o que fazem dirigentes de sindicatos e partidos quando colocam interesses corporativos, partidários e projetos pessoais acima do interesse global para fazer de Portugal um país melhor e evitar os problemas que ainda possam complicar mais a vida de todos nós. Pelo contrário, parecem-me apostados em aproveitar as dificuldades que todos devíamos ajudar a resolver, para conseguirem uma promoção mais fácil e aumentar os ganhos políticos que, para além dos incondicionais apoiantes, outros incautos lhes possam proporcionar.
Esquecem-se os aspirantes ao poder e os reivindicadores oficiais dos muitos mais do que eles que não têm voz, dos que não têm quem por eles fale porque não pagam quotas para sindicatos, nem têm, senão a caridade, quem os defenda da miséria em que se caíram.
Não me parece ser esta a altura certa para promoções pessoais, para instigar tumultos e provocar o caos, sobretudo do modo capcioso e arrogante como o fazem, que dá má imagem de Portugal e prejudica o esforço para recuperar o bem-estar de todos nós.
Parecem-me ridículos os que, depois das burradas que fizeram, criticam quem ainda mal teve tempo de se aperceber de todas elas para, depois, as tentar corrigir. A seu tempo e pelo que fizerem serão avaliados.
Apesar de tudo, não seria adequado, seja o objetivo qual for, fazer um parêntesis na democracia nem abdicar dos direitos que a Constituição consagra, ainda que seja necessário adequá-los às circunstâncias dos tempos atuais numa revisão que afaste os preconceitos que ainda contém. Porém, reconhecer os limites das nossas possibilidades e não exigir mais do que as disponibilidades permitem, é a atitude certa e mais urgente quando o país está financeiramente exausto e em difíceis condições de financiamento.
Tem lugar destacado entre os pensamentos que me têm norteado, este que, porventura, alguma vez aqui já aqui terei citado: “se estamos com problemas, temos de pensar mais” porque pensar é uma ação pessoal e íntima, qual crivo pelo qual se faz passar tudo de que se tenha a perceção, mesmo o que pareça óbvio, a fim de o validar e tornar base para encontrar as respostas e as soluções necessárias. É uma atitude bem diferente da de aceitar as ideias que nos impingem como verdade e desejam ver aclamadas por multidões incapazes de as avaliar; é uma atitude indispensável de confirmação porque a verdade definitiva não existe neste mundo.
É pelo pensamento que o Homem se liberta e, livre, adquire consciência da realidade, faz as suas escolhas e decide como proceder. De outro modo não passará de alguém que aceita o que outros escolham para si.
Por isso devemos pensar!
A propósito, vem-me à lembrança algo que há muito me não acontece. Era frequente, quando conduzia por estradas de pouco tráfego, aparecer um cão correndo e ladrando furiosamente ao lado do carro, até se cansar. Um dia resolvei parar. O bicho parou também e, já mudo, olhou-me como que a perguntar “agora o que é que faço?”. Lançara-se numa aventura sem causa, sem consciência do que fazia!
Rui de Carvalho
26 setembro 2011
Depois de falar de solidariedade, uma virtude indispensável ao equilíbrio social que o atual modo de viver cada vez menos consente, era minha intenção falar este mês de ambiente, outra questão muito importante que já condiciona e acabará pondo fim ao crescimento económico suportado pelo consumismo excessivo.
Às agressões ambientais que esta economia selvagem que se diz civilizada provoca, responderá a Natureza de forma demolidora, com fenómenos e alterações que os nossos filhos e netos terão de suportar mais do que nós que somos a causa desses males. É o egoísmo na sua expressão mais refinada e que, tal como a inveja, o humaníssimo pecado que nos faz desejar não ter menos do que os outros, nos faz correr de um modo incauto para o abismo fundo que nos engolirá.
Ficará, quem sabe, para o próximo mês porque me parece mais oportuno falar hoje da necessidade absoluta da tomada de consciência da situação que vivemos se não quisermos cair na situação deplorável de outros que, sem consciência do mal que a si próprios causam, se revoltam contra o que os seus erros tornaram inevitável. Depois espero, se o puder fazer, falar de recursos naturais, aqueles que a Natureza nos permite utilizar de um modo equilibrado mas em cuja exploração nos excedemos, completando um conjunto de questões que, tenho por certo, estão entre as mais importantes das que vão moldar o futuro próximo da Humanidade e orientar a procura de formas mais naturais e seguras para uma vida menos materialista mas mais feliz.
Evitarei envolver-me em temas mais transcendentes de que outros bem melhor do que eu podem e devem falar, mas não consigo calar que espero há tempo demais por uma “Boa Nova” atual, com as palavras certas para o melhor entendimento dos problemas que, sendo de sempre, assumem formas próprias dos tempos e, por isso, exigem soluções a condizer com elas. Nesta espera pergunto-me, por vezes, que “cartas” escreveria hoje S Paulo aos falhados da História que fizeram vista grossa à realidade e não respeitaram a dignidade humana. Talvez nelas dissesse que a intolerância, o egoísmo e a inveja que “governam” este mundo são a súmula de todos os pecados que nos afastam de uma vida melhor. Sei lá!
Porém, se sinto o dever de contribuir, na medida em que posso faze-lo, para a formação de uma consciência coletiva esclarecida sobre as questões mais importantes para um futuro global, juntando a minha voz à de tantos que a erguem também e à de muitos que já a perderam no esforço inglório de alertar para perigos que apenas a ganância leva a ignorar, também me quero contar no número dos que, perante o que se passa, participam no esforço para esclarecer e desmistificar questões e ultrapassar os problemas que Portugal enfrenta.
Há muito que me deixei de partidarismos sem sentido, que me excluí dos manipuladores ou manipulados para me poder entregar ao “luxo” de ter ideias próprias, de poder ajustar o que penso quantas vezes entender dever faze-lo, de me não rever em estereótipos que ao longo do tempo perderam o sentido, de poder caminhar por e para onde quiser sem ter de seguir as pisadas de qualquer grupo a que pertença.
Apesar disso e pelas circunstâncias, creio chegada a hora de remarmos todos para o mesmo lado, num esforço conjunto para vencer, abdicando, de boa mente, de alguma liberdade de escolha, de alguns direitos que a situação de penúria não permite garantir e, também, de algumas comodidades para que seja menos longo este tempo de dolorosos sacrifícios que disparates demais nos obrigam a viver.
Não me parece que seja o que fazem dirigentes de sindicatos e partidos quando colocam interesses corporativos, partidários e projetos pessoais acima do interesse global para fazer de Portugal um país melhor e evitar os problemas que ainda possam complicar mais a vida de todos nós. Pelo contrário, parecem-me apostados em aproveitar as dificuldades que todos devíamos ajudar a resolver, para conseguirem uma promoção mais fácil e aumentar os ganhos políticos que, para além dos incondicionais apoiantes, outros incautos lhes possam proporcionar.
Esquecem-se os aspirantes ao poder e os reivindicadores oficiais dos muitos mais do que eles que não têm voz, dos que não têm quem por eles fale porque não pagam quotas para sindicatos, nem têm, senão a caridade, quem os defenda da miséria em que se caíram.
Não me parece ser esta a altura certa para promoções pessoais, para instigar tumultos e provocar o caos, sobretudo do modo capcioso e arrogante como o fazem, que dá má imagem de Portugal e prejudica o esforço para recuperar o bem-estar de todos nós.
Parecem-me ridículos os que, depois das burradas que fizeram, criticam quem ainda mal teve tempo de se aperceber de todas elas para, depois, as tentar corrigir. A seu tempo e pelo que fizerem serão avaliados.
Apesar de tudo, não seria adequado, seja o objetivo qual for, fazer um parêntesis na democracia nem abdicar dos direitos que a Constituição consagra, ainda que seja necessário adequá-los às circunstâncias dos tempos atuais numa revisão que afaste os preconceitos que ainda contém. Porém, reconhecer os limites das nossas possibilidades e não exigir mais do que as disponibilidades permitem, é a atitude certa e mais urgente quando o país está financeiramente exausto e em difíceis condições de financiamento.
Tem lugar destacado entre os pensamentos que me têm norteado, este que, porventura, alguma vez aqui já aqui terei citado: “se estamos com problemas, temos de pensar mais” porque pensar é uma ação pessoal e íntima, qual crivo pelo qual se faz passar tudo de que se tenha a perceção, mesmo o que pareça óbvio, a fim de o validar e tornar base para encontrar as respostas e as soluções necessárias. É uma atitude bem diferente da de aceitar as ideias que nos impingem como verdade e desejam ver aclamadas por multidões incapazes de as avaliar; é uma atitude indispensável de confirmação porque a verdade definitiva não existe neste mundo.
É pelo pensamento que o Homem se liberta e, livre, adquire consciência da realidade, faz as suas escolhas e decide como proceder. De outro modo não passará de alguém que aceita o que outros escolham para si.
Por isso devemos pensar!
A propósito, vem-me à lembrança algo que há muito me não acontece. Era frequente, quando conduzia por estradas de pouco tráfego, aparecer um cão correndo e ladrando furiosamente ao lado do carro, até se cansar. Um dia resolvei parar. O bicho parou também e, já mudo, olhou-me como que a perguntar “agora o que é que faço?”. Lançara-se numa aventura sem causa, sem consciência do que fazia!
Rui de Carvalho
26 setembro 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
HÁ OU NÃO LIMITES PARA AUSTERIDADE?
O Presidente da República, que foi o primeiro-ministro que iniciou a era dos novos-ricos que nos levou aos excessos consumistas que nos trouxe até ao ponto de ruptura financeira em que nos encontramos, manifestou-se de um modo descabido sobre o Orçamento de Estado pois, numa reunião de economistas em que ele não era apenas mais um por força do cargo e não pela qualidade da opinião que possa manifestar, alterou claramente os equilíbrios políticos pelos quais lhe competiria zelar.
Este manifesto público contra o OE só pode significar que não concorda com ele e, consequentemente, o não poderá promulgar. Veremos!
Parece não saber Sua Excelência que, deste modo, deu força ao partido que mais culpas tem na austeridade que sofremos para votar contra um orçamento que, de certo modo, ele próprio negociou com a Troika!
Não são unânimes nas suas opiniões os economistas independentes que, na sua maioria, reconhecem que o estado de “indigência” a que chegámos derrubou todas as barreiras de austeridade que a razoabilidade poderia erguer.
É um orçamento duro, sem dúvida, mas imposto por circunstâncias que nem o próprio Presidente da República foi capaz de prever, diga quantas vezes quiser que “bem avisou”, como é seu hábito fazer. Mas mais vale um orçamento excepcional que resulte do que outro que, por falta de determinação, fracasse porque, se tal acontecer, entraremos numa espiral de desgraças que ninguém controlará.
Mas o que eu gostaria de conhecer são as propostas concretas, inovadores e mágicas que nos permitiriam pagar as dívidas que fizemos e relançar uma economia de base que Cavaco começou a destruir, sem necessidade de medidas de austeridade.
Espero que estas medidas transitórias sejam bastantes para iniciar um processo de recuperação das finanças do país e permita o relançamento de uma economia sã, impossível sem uma mudança profunda nos hábitos de vida de quem alguma coisa terá de aprender com a crise.
Sempre ouvi dizer que quem se cura não se regala, a menos que não queira curar-se.
Os limites para a austeridade pautam-se pelos limites que nos impusermos no equilíbrio das contas e no controlo das despesas, o que não soubemos fazer.
Uma condição, porém, se impõe: que a austeridade, tenha a dimensão que tiver, seja para todos!
Este manifesto público contra o OE só pode significar que não concorda com ele e, consequentemente, o não poderá promulgar. Veremos!
Parece não saber Sua Excelência que, deste modo, deu força ao partido que mais culpas tem na austeridade que sofremos para votar contra um orçamento que, de certo modo, ele próprio negociou com a Troika!
Não são unânimes nas suas opiniões os economistas independentes que, na sua maioria, reconhecem que o estado de “indigência” a que chegámos derrubou todas as barreiras de austeridade que a razoabilidade poderia erguer.
É um orçamento duro, sem dúvida, mas imposto por circunstâncias que nem o próprio Presidente da República foi capaz de prever, diga quantas vezes quiser que “bem avisou”, como é seu hábito fazer. Mas mais vale um orçamento excepcional que resulte do que outro que, por falta de determinação, fracasse porque, se tal acontecer, entraremos numa espiral de desgraças que ninguém controlará.
Mas o que eu gostaria de conhecer são as propostas concretas, inovadores e mágicas que nos permitiriam pagar as dívidas que fizemos e relançar uma economia de base que Cavaco começou a destruir, sem necessidade de medidas de austeridade.
Espero que estas medidas transitórias sejam bastantes para iniciar um processo de recuperação das finanças do país e permita o relançamento de uma economia sã, impossível sem uma mudança profunda nos hábitos de vida de quem alguma coisa terá de aprender com a crise.
Sempre ouvi dizer que quem se cura não se regala, a menos que não queira curar-se.
Os limites para a austeridade pautam-se pelos limites que nos impusermos no equilíbrio das contas e no controlo das despesas, o que não soubemos fazer.
Uma condição, porém, se impõe: que a austeridade, tenha a dimensão que tiver, seja para todos!
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