Muito se ouve falar da economias emergentes e da sua capacidade para ajudar financeiramente a Europa nesta sua crise que parece não ter fim.
Mas terão a China, a India e o Brasil meios bastantes para salvar a Velha Europa desta crise de estupidez em que caiu?
Em todos estes países a maior parte da população vive em profunda pobreza. Nas imensas áreas da China com muito baixo nível de vida, na pobreza evidente do populoso sub-continente indiano, nas favelas imensas e no paupérrimo interior do Brasil há muito investimento a fazer para tirar muitos e muitos milhões de seres humanos das suas precárias condições de vida.
Como podem, então, estes países emprestar dinheiro a outros socialmente mais avançados mas que não souberam harmonizar os seus propósitos de Estado Providência com as ganâncias que a “prosperidade” sempre trás?
Os propósitos da “economia” continuam muito estranhos para mim!
Pasmo quando oiço os economistas criticar os erros de “construção” desta Europa sem pés nem cabeça, que cresceu sem consolidar o seu crescimento e que, afinal, nem sequer possui os meios de que a “esta economia” necessita para fazer face aos “imprevistos” que dia a dia acontecem e aos "ajustamentos" que a sua evolução exige...
Mas, afinal, quem projetou esta Europa mal parida cujos princípios lhe permitem aceitar o que faz falta para o bem-estar de tanta gente?
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sábado, 5 de novembro de 2011
EMPOBRECER OU VIVER DE ACORDO COM AS POSSIBILIDADES?
Francamente, gostava de ter razões para pensar que toda a austeridade que me está a ser imposta é excessiva e que tudo o que está errado, por causa de governos incompetentes, poderia ser corrigido de modo menos agressivo.
Gostava de pensar que não seria necessário fazer cortes na educação, na saúde, nos transportes e em tantas outras coisas onde a absoluta falta de dinheiro obriga a que sejam feitos. E, tal como o PS afirma, eu gostava de pensar que é possível evitar os cortes de subsídios de férias e de Natal (que me vão levar dinheiro que me daria muito jeito) e até gostaria que a Constituição me pagasse todos os prejuízos que me possam causar as inconstitucionalidades que os “investigadores da vírgula” vão descobrindo nas austeridades a que a nossa indigência obriga.
Gostaria sim, gostaria muito!
Mas a verdade é que, para além de governantes incompetentes e com manias de grandeza, nos deixámos embalar pelas cantigas de prestamistas que nos prometiam o melhor carro, as melhores férias, a melhor casa, enfim, o melhor tudo em troca de prestações que “seriam as que quiséssemos”! Era assim a modos que um “você sonha, voce realiza e nós pagamos”! Cada um decidia quanto queria pagar e eles decidiam o elevado juro que iriam cobrar. E ninguém se dava conta de que, na realidade, este era o modo mais insensível de comprometer o futuro. Sabem-no, agora, os muitos milhares de famílias que têm de se reconhecer falidas, os outros tantos milhares que têm de recorrer à caridade, além de muitas que ainda tentam esconder a desgraça em que caíram. Todas se sentem-se esbulhadas pela austeridade e só muito remotamente põem a causa na sua insensatez. Aliás e infelizmente, há por aí políticos que vendo na bagunça que o descontentamento possa gerar a oportunidade que, de outro modo, nunca teriam, incitam os desgraçados a que o sejam ainda mais.
A par desta leviandade, os anteriores governos foram, eles também, de grande generosidade. Em nome de um Estado Social cujos benefícios a Constituição também define mas não pode materialmente garantir, o governo torna-se generoso a conceder subsídios e muitas outras remunerações, ao mesmo tempo que cria organismos públicos e fundações para os “boys” e enche os seus “gabinetes” de assessores, especialistas, decoradores, verbos de encher... a quem, depois, paga pensões milionárias. Apesar de toda esta panóplia de meios, encomenda a privados os estudos e pareceres de que necessita e paga a peso de ouro!
Para cargos e empresas importantes nomeia gestores cujas melhores referências são a bajulação a quem os pode nomear e os resultados são totalmente ruinosos!
Vê-se, agora, que não tinha meios para tanta generosidade, que se encheu de funcionários desnecessários e incompetentes e que, com isso, nos tornou num povo miserável, subsidiodependente e com um Estado falido.
Reclamamos de que? Das más escolhas que fizémos em eleições com campanhas que se aproveitaram da nossa ignorância e preguiça mental?
São poucos os que se dão conta da verborreia que lhes lava o cérebro...
Pouco se faz neste país se não for subsidiado. Sejam artes, pseudo-artes, seja o que for! Habituadas a um “amparo” que nunca me pareceu fazer qualquer sentido, as artes estão falidas e terão de se recriar para voltarem a existir.
As coisas tinham de estar disponíveis a preços acessíveis, ou mesmo grátis, pagando o Estado o que nós não pagamos!!! Esquecemos de que o Estado somos nós e, por isso, éramos nós quem pagava o que por nada ou muito barato nos era dado.
Vão-se tornando óbvios os disparates sem fim mas, apesar disso, ainda há quem não queira ver que a austeridade não nos é imposta por qualquer governo mas sim pela miséria a que a estupidez nos conduziu.
Querem persistir no disparate?
Gostava de pensar que não seria necessário fazer cortes na educação, na saúde, nos transportes e em tantas outras coisas onde a absoluta falta de dinheiro obriga a que sejam feitos. E, tal como o PS afirma, eu gostava de pensar que é possível evitar os cortes de subsídios de férias e de Natal (que me vão levar dinheiro que me daria muito jeito) e até gostaria que a Constituição me pagasse todos os prejuízos que me possam causar as inconstitucionalidades que os “investigadores da vírgula” vão descobrindo nas austeridades a que a nossa indigência obriga.
Gostaria sim, gostaria muito!
Mas a verdade é que, para além de governantes incompetentes e com manias de grandeza, nos deixámos embalar pelas cantigas de prestamistas que nos prometiam o melhor carro, as melhores férias, a melhor casa, enfim, o melhor tudo em troca de prestações que “seriam as que quiséssemos”! Era assim a modos que um “você sonha, voce realiza e nós pagamos”! Cada um decidia quanto queria pagar e eles decidiam o elevado juro que iriam cobrar. E ninguém se dava conta de que, na realidade, este era o modo mais insensível de comprometer o futuro. Sabem-no, agora, os muitos milhares de famílias que têm de se reconhecer falidas, os outros tantos milhares que têm de recorrer à caridade, além de muitas que ainda tentam esconder a desgraça em que caíram. Todas se sentem-se esbulhadas pela austeridade e só muito remotamente põem a causa na sua insensatez. Aliás e infelizmente, há por aí políticos que vendo na bagunça que o descontentamento possa gerar a oportunidade que, de outro modo, nunca teriam, incitam os desgraçados a que o sejam ainda mais.
A par desta leviandade, os anteriores governos foram, eles também, de grande generosidade. Em nome de um Estado Social cujos benefícios a Constituição também define mas não pode materialmente garantir, o governo torna-se generoso a conceder subsídios e muitas outras remunerações, ao mesmo tempo que cria organismos públicos e fundações para os “boys” e enche os seus “gabinetes” de assessores, especialistas, decoradores, verbos de encher... a quem, depois, paga pensões milionárias. Apesar de toda esta panóplia de meios, encomenda a privados os estudos e pareceres de que necessita e paga a peso de ouro!
Para cargos e empresas importantes nomeia gestores cujas melhores referências são a bajulação a quem os pode nomear e os resultados são totalmente ruinosos!
Vê-se, agora, que não tinha meios para tanta generosidade, que se encheu de funcionários desnecessários e incompetentes e que, com isso, nos tornou num povo miserável, subsidiodependente e com um Estado falido.
Reclamamos de que? Das más escolhas que fizémos em eleições com campanhas que se aproveitaram da nossa ignorância e preguiça mental?
São poucos os que se dão conta da verborreia que lhes lava o cérebro...
Pouco se faz neste país se não for subsidiado. Sejam artes, pseudo-artes, seja o que for! Habituadas a um “amparo” que nunca me pareceu fazer qualquer sentido, as artes estão falidas e terão de se recriar para voltarem a existir.
As coisas tinham de estar disponíveis a preços acessíveis, ou mesmo grátis, pagando o Estado o que nós não pagamos!!! Esquecemos de que o Estado somos nós e, por isso, éramos nós quem pagava o que por nada ou muito barato nos era dado.
Vão-se tornando óbvios os disparates sem fim mas, apesar disso, ainda há quem não queira ver que a austeridade não nos é imposta por qualquer governo mas sim pela miséria a que a estupidez nos conduziu.
Querem persistir no disparate?
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
ACABAR COM AS EMISSÕES EM ONDA CURTA! UM CORTE CEGO?
Acabo e ouvir um programa na Antena 1 designado “em nome do ouvinte”, no qual se falou de, por motivos de austeridade, serem anuladas as emissões em onda curta que levam a rádio nacional a todo o mundo.
Comecei por não entender muito bem que, perante a dimensão da diáspora portuguesa e dos países de língua portuguesa por esse mundo fora, se deixasse de levar, até eles, a palavra de Portugal. Mas as palavras do Sr Ministro Miguel Relvas, também transmitidas, foram premptórias nas afirmações de que era usada tecnologia obsoleta, de que os custos eram demasiado elevados para um serviço que parecia não ter destino porque três meses de total paragem de tais emissões para todo o mundo não tinham dado lugar a reclamações. Seriam estas razões bastantes para a decisão tomada. Mais acrescentou, ainda, o ministro, que até a rádio alemã, a Deutch Wella, teria seguido idêntico critério. Se uma rádio desta importância o faz, porque não fazê-lo também?
Desmentidas todas as afirmações do Sr ministro, porque a tecnologia utilizada é da mais atual, porque os custos da onda curta são muito baixos em relação aos custos da rádio nacional, porque não teve lugar qualquer corte total nas emissões mas apenas um problema que havia deixado sem audição uma área bastante restrita e, até, que a Deutch Wella mantém as suas transmissões de onda curta para África e com emissões em português, fiquei a pensar que quem informou o Sr ministro é altamente incompetente, pois não acredito que um ministro tivesse o arrojo de dizer o que disse sabendo não ser verdade. Penso eu...
Em todo o caso, uma questão continua independente de todas as demais e foi o motivo do meu primeiro e grande espanto pela notícia. Entende o Sr Ministro que Portugal de pode dar ao luxo de cortar uma relação importantíssima com os falantes de português em todo o mundo, sejam emigrantes ou nacionais dos PALOP? Porque, mesmo que verdadeiras fossem todas as informações que recebeu, não questionou este importantíssimo aspecto que tem a ver com o lugar de Portugal no mundo e nada tem a ver com a rádio alemã à qual este problema nem sequer se coloca?
Fará o Sr ministro ideia dos números dos falantes de português e de alemão em todo o mundo?
Estranho, muito estranho. Cortar sim mas com inteligência!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
TODOS NÃO SERÍAMOS DEMAIS! MAS OS DISPONÍVEIS SÃO TÃO POUCOS...
Sei bem como muitos políticos colocam os seus interesses pessoais acima de tudo, até do próprio país que juraram defender! Sei eu e sabe muita gente. Os outros andarão distraídos.
Nesta hora de emergência nacional a que tantos descuidos, erros e interesses pessoais conduziram, seria natural pensar, que “todos não somos demais” para recuperar Portugal.
Em vez disso, porém, aprofundam-se as divergências que existam enquanto outras se inventam, recrudescem as acusações de culpas que nada acrescentam à solução, em suma, expande-se a estupidez que nos não deixa sair da cepa torta!
Mais importante do que lutar por Portugal será fazer de conta que os problemas não existem, que os “buracos” orçamentais são uma miragem e, fazer crer que quem procura sanar os males, com dor é certo, é o culpado das desgraças que nos atingem? Seria como que culpar o médico da doença que temos.
Em 2012 teremos o OE mais duro das nossas vidas. É um orçamento que nos vai recordar como os excessos se pagam caro. Será com muito sacrifício que vamos ultrapassar este tempo de sacrifícios e que, por mais que contra eles nos rebelemos, não há modo de os evitar. Tudo o que fizermos para dificultar a sua execução, seremos nós quem terá de suportar consequências difíceis de prever.
São muitos os que dizem que não é assim que se recupera Portugal, os que resumem em frases feitas e estafadas o que se deveria fazer mas que, na realidade, não esclarecem, com propostas concretas, o caminho da recuperação.
Admito que as soluções encontradas não sejam as únicas possíveis, mas estas ou outras que não serão menos difíceis de suportar são a saída possível de uma situação em que, sem dinheiro, apenas a renúncia a tantos luxos e excessos a que nos entregámos pode gerar os meios de que necessitamos para pagar os empréstimos que nos façam e sem os quais não conseguiríamos viver.
Veremos como vai decorrer a discussão do OE na Assembleia da República. A serem verdadeiros os rumores de que, por influência de Sócrates, o PS poderá votar contra o Orçamento de austeridade que tem em conta o acordo que o próprio PS fez com a Troika e mais uns quantos “buracos” que aqui e ali foram aparecendo, estaremos perante uma atitude anti-patriótica que deve merecer a repulsa de todos os portugueses conscientes.
Infelizmente, porém, não me iludo com o patriotismo de uma geração excessivamente egoísta que, por comodismo, se deixa convencer por uns quantos que dizem defender os seus interesses sem, contudo, disso alguma vez terem dado provas. Patranhas intoxicantes que, sem dúvida, darão lugar a uma dolorosa ressaca.
Nesta hora de emergência nacional a que tantos descuidos, erros e interesses pessoais conduziram, seria natural pensar, que “todos não somos demais” para recuperar Portugal.
Em vez disso, porém, aprofundam-se as divergências que existam enquanto outras se inventam, recrudescem as acusações de culpas que nada acrescentam à solução, em suma, expande-se a estupidez que nos não deixa sair da cepa torta!
Mais importante do que lutar por Portugal será fazer de conta que os problemas não existem, que os “buracos” orçamentais são uma miragem e, fazer crer que quem procura sanar os males, com dor é certo, é o culpado das desgraças que nos atingem? Seria como que culpar o médico da doença que temos.
Em 2012 teremos o OE mais duro das nossas vidas. É um orçamento que nos vai recordar como os excessos se pagam caro. Será com muito sacrifício que vamos ultrapassar este tempo de sacrifícios e que, por mais que contra eles nos rebelemos, não há modo de os evitar. Tudo o que fizermos para dificultar a sua execução, seremos nós quem terá de suportar consequências difíceis de prever.
São muitos os que dizem que não é assim que se recupera Portugal, os que resumem em frases feitas e estafadas o que se deveria fazer mas que, na realidade, não esclarecem, com propostas concretas, o caminho da recuperação.
Admito que as soluções encontradas não sejam as únicas possíveis, mas estas ou outras que não serão menos difíceis de suportar são a saída possível de uma situação em que, sem dinheiro, apenas a renúncia a tantos luxos e excessos a que nos entregámos pode gerar os meios de que necessitamos para pagar os empréstimos que nos façam e sem os quais não conseguiríamos viver.
Veremos como vai decorrer a discussão do OE na Assembleia da República. A serem verdadeiros os rumores de que, por influência de Sócrates, o PS poderá votar contra o Orçamento de austeridade que tem em conta o acordo que o próprio PS fez com a Troika e mais uns quantos “buracos” que aqui e ali foram aparecendo, estaremos perante uma atitude anti-patriótica que deve merecer a repulsa de todos os portugueses conscientes.
Infelizmente, porém, não me iludo com o patriotismo de uma geração excessivamente egoísta que, por comodismo, se deixa convencer por uns quantos que dizem defender os seus interesses sem, contudo, disso alguma vez terem dado provas. Patranhas intoxicantes que, sem dúvida, darão lugar a uma dolorosa ressaca.
domingo, 30 de outubro de 2011
AFINAL... O MINISTRO DA ECONOMIA EXISTE!
Enganei-me quando julguei os primeiros indícios da atuação de Álvaro Santos Pereira como ministro da economia porque, afinal, no curto espaço de tempo em que exerce as funções já tomou mais decisões do que Sócrates e Basílio Horta ao longo de anos.
Desbloqueou processos, negociou concessões e decidiu como antes não víramos fazer.
Começou por entender a importância do sector primário que as “manias de gente rica” atiraram para o esquecimento. As riquezas mineiras do país foram reconsideradas e milhares de milhões de investimento em Tás-os-Montes e no Alentejo estão já garantidos, bem como diversos outros contratos estão bem encaminhados, todos em zonas a carecerem de desenvolvimento.
Ferro, cobre, lítio, ouro e outros recursos minerais irão dinamizar a economia portuguesa, levar melhores perspetivas ao Interior do país e criar milhares de empregos.
Também no domínio do turismo estão em curso projetos que em breve verão a luz do dia para melhor aproveitamento de uma das maiores riquezas nacionais, a sua paisagem e o seu clima.
Que melhor “política de emprego” pode haver do que criar emprego e que “plano de desenvolvimento económico” pode ser melhor do que o desenvolvimento em si mesmo?
Parece que o Interior sempre tem os seus valores e merece a atenção da economia portuguesa.
Talvez assim se comecem a esbater um pouco os desequilíbrios territoriais e, quem sabe, esta dinâmica venha a contagiar outros sectores desmantelados por imposição da União Europeia, como a agricultura e as pescas e faça arrancar o tão falado projecto de aproveitamento dos recursos de uma “zona económica exclusiva” tão vasta como a de Portugal.
A propósito: serão estas coisas que tanto agastam o “socialista” Sr Basílio?
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
UMA ORGIA DE TEMPO PERDIDO
Estive a seguir a discussão desta tarde na Assembleia da República e fiquei, mais uma vez, convencido de que esta Órgão de Soberania está mesmo a precisar de reforma. Não é fácil entender como se gasta tanto dinheiro para ouvir tanto disparate ou, se preferirem, para assistirmos a tantas representações de vaidade em discursos que jamais têm em vista outro propósito do que – como inúmeras vezes já o disse - “fazer parecer que é aquilo que convém que fosse”.
Sempre ouve quem tivesse o sonho de imitar Disraeli nos tempos aúreos do parlamentarismo que não era mais do que isto mesmo. Mas os tempos são outros que já não permitem tantos dislates e equívocos como consentiam outrora. Hoje, cada erro é pago e bem pago por consequências cada vez mais pesadas. Por isso não é de parlamentares que necessitamos mas de gente séria, conhecedora e capaz de pensar, encontrar soluções e resolver os problemas do país, atuais e futuros, como é próprio de uma boa administração.
A vários atores já bem conhecidos juntou-se agora outro que já ouvimos, tantas vezes, defender outras ideias! Faz pena ver alguém inteligente usar este dom que Deus lhe deu para dizer tantos disparates! Caramba Sr Basílio!
É uma verdadeira orgia de tempo perdido que se paga com dinheiro dos impostos que cada vez mais nos pesam.
A reforma da Assembleia da República, teoricamente formada por representantes do povo, não pode continuar pejada de políticos profissionais para quem a sua carreira política, os interesses do seu partido e a exibição das suas petulância e vaidade, parece que estão acima dos interesses do país!
Sempre ouve quem tivesse o sonho de imitar Disraeli nos tempos aúreos do parlamentarismo que não era mais do que isto mesmo. Mas os tempos são outros que já não permitem tantos dislates e equívocos como consentiam outrora. Hoje, cada erro é pago e bem pago por consequências cada vez mais pesadas. Por isso não é de parlamentares que necessitamos mas de gente séria, conhecedora e capaz de pensar, encontrar soluções e resolver os problemas do país, atuais e futuros, como é próprio de uma boa administração.
A vários atores já bem conhecidos juntou-se agora outro que já ouvimos, tantas vezes, defender outras ideias! Faz pena ver alguém inteligente usar este dom que Deus lhe deu para dizer tantos disparates! Caramba Sr Basílio!
É uma verdadeira orgia de tempo perdido que se paga com dinheiro dos impostos que cada vez mais nos pesam.
A reforma da Assembleia da República, teoricamente formada por representantes do povo, não pode continuar pejada de políticos profissionais para quem a sua carreira política, os interesses do seu partido e a exibição das suas petulância e vaidade, parece que estão acima dos interesses do país!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
180 DEPUTADOS? POIS CLARO E COM MANDATOS LIMITADOS!
Esta situação de emergência que vivemos é, como tanta gente já o disse, a prova de termos vivido tempo demasiado acima das nossas possibilidades. O Estado e a maioria de nós.
Chegámos a este ponto de leviandade de conquista em conquista, de mais direitos a mais direitos, de descuido em descuido, de demagogia em demagogia, de greve em greve. Agora que vamos fazer? Mais greve contra a perda de direitos que tantas conquistas granjearam mas que o que realmente possuímos não permite satisfazer...
Mal começámos, ainda, a perceber como se deitava fora tanto dinheiro, como o esforço de muitos revertia em benefícios de poucos, como políticos incompetentes fizeram o que não deviam ter feito, como a erros se somaram erros e como a maioria de nós, quais papalvos, foi na conversa.
Parece terem-se aberto as portas do Inferno! Cada vez que se esgravata sai trampa, cada vez que se abre uma gaveta aparecem dívidas, sempre que se levantam tapetes fica à vista todo o lixo que, durante tanto tempo, taparam. Só os “caras-de-pau” continuam, impávidos e serenos, a fazer de conta que não é com eles.
Aceito, nem tenho outro remédio, os sacrifícios que me pedem. Mas quero, exijo que não sejam só para mim e mais alguns, que não permaneçam intocadas as benesses e mordomias que o país não pode conceder e sejam apontados os culpados das desgraças que nos afrontam!
Que andaram a fazer tantos iluminados que elegemos na presunção de serem os melhores? Enquanto governaram fizeram disparates e, depois de governarem, tornaram-se críticos dos disparates que os outros fizeram. E assim sucessivamente porque, nesta aldeia onde nascemos, são sempre os mesmos na ribalta, as mesmas cabeças a fazer que pensam, as mesmas bocas a ditar sentenças, os mesmos a opinar sobre a cura dos males que causaram e são sempre os mesmos os caminhos para a fortuna.
Deixou de haver ideais porque as ideias são poucas. Deixou de haver bom senso porque a pressa é muita. Deixou de haver sucesso porque a esperteza matou a inteligência!
Não faço ideia se este governo vai conseguir ou não desatar o nó cego que lhe caiu nas mãos. Parece-me que, de há muito tempo a esta parte, é o primeiro a fazer alguma diferença e a tomar algumas atitudes que antes ninguém tomara. Talvez por isso, mesmo depois de uma vitória significativa do PSD, ainda que relativa, até o partido que o elegeu parece estar contra ele!
Eu, que há muito tempo já não vou atrás de cores, não ando em grupos, não canto em coros nem me candidato a nada, desejo, ardentemente, que tenha sucesso, pois só o seu sucesso me poderá trazer a tranquilidade de sentir que não me pedem mais sacrifícios, que os meus filhos e os meus netos terão uma vida mais tranquila.
Apelo ao governo que faça orelhas moucas às críticas maldosas, corte a direito, acabe com as injustas desigualdades que tanto podem estar nas subvenções a ex-políticos como nos subsídios que convidam a mandriar, acabe com os “tachos” que ao contribuinte compete manter cheios, acabe com tudo o que está a mais e só prejudica quem quer fazer alguma coisa, sem esquecer a Assembleia da República onde o mínimo de 180 deputados até me parece demais e a renovação sucessiva de mandatos é, para mim e para muitos, um verdadeiro escândalo!
Que ser político seja uma profissão, eu aceito. Mas representante do povo tem de ser povo!
Chegámos a este ponto de leviandade de conquista em conquista, de mais direitos a mais direitos, de descuido em descuido, de demagogia em demagogia, de greve em greve. Agora que vamos fazer? Mais greve contra a perda de direitos que tantas conquistas granjearam mas que o que realmente possuímos não permite satisfazer...
Mal começámos, ainda, a perceber como se deitava fora tanto dinheiro, como o esforço de muitos revertia em benefícios de poucos, como políticos incompetentes fizeram o que não deviam ter feito, como a erros se somaram erros e como a maioria de nós, quais papalvos, foi na conversa.
Parece terem-se aberto as portas do Inferno! Cada vez que se esgravata sai trampa, cada vez que se abre uma gaveta aparecem dívidas, sempre que se levantam tapetes fica à vista todo o lixo que, durante tanto tempo, taparam. Só os “caras-de-pau” continuam, impávidos e serenos, a fazer de conta que não é com eles.
Aceito, nem tenho outro remédio, os sacrifícios que me pedem. Mas quero, exijo que não sejam só para mim e mais alguns, que não permaneçam intocadas as benesses e mordomias que o país não pode conceder e sejam apontados os culpados das desgraças que nos afrontam!
Que andaram a fazer tantos iluminados que elegemos na presunção de serem os melhores? Enquanto governaram fizeram disparates e, depois de governarem, tornaram-se críticos dos disparates que os outros fizeram. E assim sucessivamente porque, nesta aldeia onde nascemos, são sempre os mesmos na ribalta, as mesmas cabeças a fazer que pensam, as mesmas bocas a ditar sentenças, os mesmos a opinar sobre a cura dos males que causaram e são sempre os mesmos os caminhos para a fortuna.
Deixou de haver ideais porque as ideias são poucas. Deixou de haver bom senso porque a pressa é muita. Deixou de haver sucesso porque a esperteza matou a inteligência!
Não faço ideia se este governo vai conseguir ou não desatar o nó cego que lhe caiu nas mãos. Parece-me que, de há muito tempo a esta parte, é o primeiro a fazer alguma diferença e a tomar algumas atitudes que antes ninguém tomara. Talvez por isso, mesmo depois de uma vitória significativa do PSD, ainda que relativa, até o partido que o elegeu parece estar contra ele!
Eu, que há muito tempo já não vou atrás de cores, não ando em grupos, não canto em coros nem me candidato a nada, desejo, ardentemente, que tenha sucesso, pois só o seu sucesso me poderá trazer a tranquilidade de sentir que não me pedem mais sacrifícios, que os meus filhos e os meus netos terão uma vida mais tranquila.
Apelo ao governo que faça orelhas moucas às críticas maldosas, corte a direito, acabe com as injustas desigualdades que tanto podem estar nas subvenções a ex-políticos como nos subsídios que convidam a mandriar, acabe com os “tachos” que ao contribuinte compete manter cheios, acabe com tudo o que está a mais e só prejudica quem quer fazer alguma coisa, sem esquecer a Assembleia da República onde o mínimo de 180 deputados até me parece demais e a renovação sucessiva de mandatos é, para mim e para muitos, um verdadeiro escândalo!
Que ser político seja uma profissão, eu aceito. Mas representante do povo tem de ser povo!
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