Ainda me lembro de quando Hitler e os seu sequazes puseram a Europa a ferro e fogo e cometeram as mais crueis barbaridades. Foram anos terríveis durante os quais muita gente sofreu às mãos de um povo que não conseguiu, ainda, erradicar do seu ADN a sua original condição de bárbaro.
A Grécia está entre os países mais severamente castigados pelas tropas do III Reich do austríaco paranóico que conseguiu ter consigo mais de 80% do povo alemão e que, estou crente, voltaria a ter se regressasse.
A Segunda Guerra Mundial foi a “obra prima” deste povo que se não conformou com o resultado da sua primeira tentativa de dominar a Europa e, por isso, fez uma segunda.
Mas lá diz o povo que “cesteiro que faz um cesto faz um cento...”. Como se pode acreditar que a Alemanha não o tente uma terceira vez. Já não será com a infantaria da primeira nem a cavalaria da segunda, mas é com o poder económico que os “vencedores” lhe consentiram que refizesse que trava a terceira guerra.
No centro da Europa, a Alemanha fez seus inimigos os europeus de Leste e de Oeste cujos países invadiu, pilhou e obrigou a prestarem vassalagem ao seu poder demoníaco. Ao lado, a França julga-se segura por uma agora imaginária Linha Marginot que, tal como a real, os deixará desprotegidos, disso apenas se dando conta quando for tarde demais.
A Alemanha tornou-se, assim, uma excrescência no Velho Continente, no tumor da própria Europa que agora tenta dominar de novo!
Acreditei em homens que, como Konrad Adenauer e outros, tentaram que a Alemanha recuperasse uma credibilidade que a sua belicosidade constante lhe fizera perder. Mas não acredito nesta senhora que veio da dita “Alemanha Democrática” onde cresceu a ter como referência o espírito bárbaro que ali tudo determinava.
Neste momento tenta, da maneira mais despudorada, humilhar a Grécia. Em seguida fá-lo-á a Portugal que, talvez deslumbrado com os conselhos que a amiga Merkel dava a Sócrates, se deixou cair numa situação de dependência financeira profunda. Outros depois se seguirão até se afirmar como o comandante único de uma Europa que só tarde acordará do pesadelo que vive.
Não pode a Europa submeter-se aos caprichos de um povo com a mania da superioridade e deve superar os seus medos para ser capaz de lhe dizer: alto, na Europa mandamos nós!
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
RECURSOS NATURAIS CADA VEZ MENOS ABUNDANTES
(Publicado no número de Fevereiro do Notícias de Manteigas)
Depois de uma vida de nómada que o fez vaguear pela Terra para encontrar o que necessitava e, também, para se proteger, o Homem foi-se fixando aqui e ali, onde julgou encontrar condições para um modo de vida mais cómodo, mais seguro e sem carências. Aos poucos, domesticou animais, aprendeu a cultivar plantas e, depois de trabalhar a pedra e a madeira, aprendeu a dominar o fogo, descobriu a roda e utilizou metais para produzir utensílios que lhe facilitassem as tarefas.
Durante dezenas de milénios foi lenta a evolução das tecnologias rudimentares de que dispunha mas que tão úteis foram para a sua proteção, na agricultura e na caça, bem como em muitas outras circunstâncias. Assim, o Homem fez das ferramentas que criou a extensão que tornou mais poderoso o seu braço.
Igualmente lenta foi a evolução da sua atividade económica que se desenvolveu com base nas artes, na agricultura e na pecuária, até que tudo se alterou profundamente com a mecanização e, mais ainda, com o desenvolvimento das técnicas de planeamento e do apuramento de tecnologias avançadas.
Aos poucos, foi-se alterando o modo de viver de um ser que começou em competição com os demais no meio natural onde vivia, mas no qual, pelos poderes que foi adquirindo, se tornou dominante. Desde então, enquanto as outras espécies vivem em harmonia com o seu meio, ao qual se adaptam, o Homem julga-se desinserido da própria Natureza a que, apesar de tudo, não pode deixar de pertencer, crente de que poderá dominá-la e explorá-la sem contenção. Para evitar a incomodidade de adaptação ao meio, o Homem adapta o meio às suas necessidades e, até, aos seus caprichos. Nisto difere de todos os outros animais, o que é um erro tremendo que a Natureza não consentirá por muito tempo mais. Disso, os sinais são cada vez mais preocupantes, pese, embora, a capacidade para descobrir novas vias que substituam as que a natureza finita do mundo em que vivemos vai fechando, mas que são cada vez mais estreitas e mais difíceis de percorrer.
Para além do consumismo que nos torna dependentes de “necessidades inúteis” e vai exaurindo recursos a um ritmo bem mais elevado do que o da sua renovação, tanto mais quanto mais gente a eles vai acedendo, outras questões relacionadas com o número cada vez maior de seres humanos que habitam a Terra são motivo de grande apreensão. Entre elas está a alimentação que em conjunto com o ambiente, outro problema não menor, constitui a base das necessidades vitais.
Há dezenas de anos que a questão dos recursos naturais preocupa estudiosos e investigadores que alertaram para as consequências perigosas de uma economia devoradora que foi deixando de fazer jus a um nome que se não adequa ao esbanjamento em que se tornou. Dezenas de anos depois, a pequena diferença entre as previsões e a realidade que se aproxima de situações de rutura, é motivo de preocupação que um estudo recente de uma empresa de consultoria americana, a PricewaterhouseCoopers (PwC), confirma num relatório a que deu o nome “bomba relógio”. Nele se afirma que "há muitas indústrias que só agora reconhecem que temos estado a viver acima dos meios do planeta. Novos modelos de negócio vão ser fundamentais para que se consiga responder aos riscos e oportunidades colocados pela escassez de metais e minerais".
Afirma, ainda, o principal autor do relatório que "eu penso que tanto os governos como as empresas devem estar cientes da abrangência, da importância e da urgência da escassez de matérias-primas renováveis e não-renováveis: energia, água, terra e minerais". Chamada de atenção mais firme não poderia ser feita. Infelizmente, outras como esta foram desprezadas por políticos e economistas para quem esta realidade é um problema que não sabem resolver e, por isso, preferem ignorar.
Quanto à alimentação que uma população em crescimento acelerado reclama em quantidades maiores a cada dia que passa, a situação é, porventura, a mais grave de todas. Para além do excessivo número de pessoas para quem a fome é já uma companheira fiel de todas as horas, as técnicas mais modernas para aumento da produção não conseguem atingir as quantidades que as necessidades crescentes exigem, verificando-se, em vez disso, um declínio alarmante. Para além deste aspeto quantitativo, as consequências funestas de certos processos adotados e que foram já causa de graves problemas de saúde pública como a doença das vacas loucas, a gripe das aves, infeções por E coli e outras, criam problemas de segurança que não devem ser menosprezados.
Por outro lado, a qualidade de muitos produtos alimentares está a degradar-se progressivamente, o que se revela na sua decrescente capacidade nutritiva e, ainda, nos elementos tóxicos que contêm em quantidades cada vez mais elevadas.
Numa outra importantíssima fonte de alimentos, o mar, o excesso de pesca reduziu a quantidade de peixe disponível e o perigo de extinção de muitas espécies obriga a uma forte contenção nas capturas, não havendo outro modo de evitar ruturas que teriam as mais terríveis consequências.
A escassez de petróleo, sobretudo a que resulta da ultrapassagem do “pico de produção” a que se segue uma regressão que pela conjugação com o aumento da procura mais se acentua, tornou a produção de energia concorrente da alimentação pela produção de biocombustíveis. A utilização de óleos vegetais mobiliza enormes quantidades de solo para o cultivo de plantas utilizáveis para esse fim, mais se acentuando a escassez da área destinada a culturas para a alimentação e, por isso, mais elevado se torna o preço dos alimentos.
A penúria é inevitável quando os recursos escassos são utilizados como se fossem inesgotáveis.
Esta é mais uma das questões que o futuro nos coloca mas que a “Economia” ainda não compreendeu e para o qual os políticos não olham com a atenção que merece porque não sabem o que fazer com esta preocupante realidade.
Rui de Carvalho
13 janeiro 2012
Depois de uma vida de nómada que o fez vaguear pela Terra para encontrar o que necessitava e, também, para se proteger, o Homem foi-se fixando aqui e ali, onde julgou encontrar condições para um modo de vida mais cómodo, mais seguro e sem carências. Aos poucos, domesticou animais, aprendeu a cultivar plantas e, depois de trabalhar a pedra e a madeira, aprendeu a dominar o fogo, descobriu a roda e utilizou metais para produzir utensílios que lhe facilitassem as tarefas.
Durante dezenas de milénios foi lenta a evolução das tecnologias rudimentares de que dispunha mas que tão úteis foram para a sua proteção, na agricultura e na caça, bem como em muitas outras circunstâncias. Assim, o Homem fez das ferramentas que criou a extensão que tornou mais poderoso o seu braço.
Igualmente lenta foi a evolução da sua atividade económica que se desenvolveu com base nas artes, na agricultura e na pecuária, até que tudo se alterou profundamente com a mecanização e, mais ainda, com o desenvolvimento das técnicas de planeamento e do apuramento de tecnologias avançadas.
Aos poucos, foi-se alterando o modo de viver de um ser que começou em competição com os demais no meio natural onde vivia, mas no qual, pelos poderes que foi adquirindo, se tornou dominante. Desde então, enquanto as outras espécies vivem em harmonia com o seu meio, ao qual se adaptam, o Homem julga-se desinserido da própria Natureza a que, apesar de tudo, não pode deixar de pertencer, crente de que poderá dominá-la e explorá-la sem contenção. Para evitar a incomodidade de adaptação ao meio, o Homem adapta o meio às suas necessidades e, até, aos seus caprichos. Nisto difere de todos os outros animais, o que é um erro tremendo que a Natureza não consentirá por muito tempo mais. Disso, os sinais são cada vez mais preocupantes, pese, embora, a capacidade para descobrir novas vias que substituam as que a natureza finita do mundo em que vivemos vai fechando, mas que são cada vez mais estreitas e mais difíceis de percorrer.
Para além do consumismo que nos torna dependentes de “necessidades inúteis” e vai exaurindo recursos a um ritmo bem mais elevado do que o da sua renovação, tanto mais quanto mais gente a eles vai acedendo, outras questões relacionadas com o número cada vez maior de seres humanos que habitam a Terra são motivo de grande apreensão. Entre elas está a alimentação que em conjunto com o ambiente, outro problema não menor, constitui a base das necessidades vitais.
Há dezenas de anos que a questão dos recursos naturais preocupa estudiosos e investigadores que alertaram para as consequências perigosas de uma economia devoradora que foi deixando de fazer jus a um nome que se não adequa ao esbanjamento em que se tornou. Dezenas de anos depois, a pequena diferença entre as previsões e a realidade que se aproxima de situações de rutura, é motivo de preocupação que um estudo recente de uma empresa de consultoria americana, a PricewaterhouseCoopers (PwC), confirma num relatório a que deu o nome “bomba relógio”. Nele se afirma que "há muitas indústrias que só agora reconhecem que temos estado a viver acima dos meios do planeta. Novos modelos de negócio vão ser fundamentais para que se consiga responder aos riscos e oportunidades colocados pela escassez de metais e minerais".
Afirma, ainda, o principal autor do relatório que "eu penso que tanto os governos como as empresas devem estar cientes da abrangência, da importância e da urgência da escassez de matérias-primas renováveis e não-renováveis: energia, água, terra e minerais". Chamada de atenção mais firme não poderia ser feita. Infelizmente, outras como esta foram desprezadas por políticos e economistas para quem esta realidade é um problema que não sabem resolver e, por isso, preferem ignorar.
Quanto à alimentação que uma população em crescimento acelerado reclama em quantidades maiores a cada dia que passa, a situação é, porventura, a mais grave de todas. Para além do excessivo número de pessoas para quem a fome é já uma companheira fiel de todas as horas, as técnicas mais modernas para aumento da produção não conseguem atingir as quantidades que as necessidades crescentes exigem, verificando-se, em vez disso, um declínio alarmante. Para além deste aspeto quantitativo, as consequências funestas de certos processos adotados e que foram já causa de graves problemas de saúde pública como a doença das vacas loucas, a gripe das aves, infeções por E coli e outras, criam problemas de segurança que não devem ser menosprezados.
Por outro lado, a qualidade de muitos produtos alimentares está a degradar-se progressivamente, o que se revela na sua decrescente capacidade nutritiva e, ainda, nos elementos tóxicos que contêm em quantidades cada vez mais elevadas.
Numa outra importantíssima fonte de alimentos, o mar, o excesso de pesca reduziu a quantidade de peixe disponível e o perigo de extinção de muitas espécies obriga a uma forte contenção nas capturas, não havendo outro modo de evitar ruturas que teriam as mais terríveis consequências.
A escassez de petróleo, sobretudo a que resulta da ultrapassagem do “pico de produção” a que se segue uma regressão que pela conjugação com o aumento da procura mais se acentua, tornou a produção de energia concorrente da alimentação pela produção de biocombustíveis. A utilização de óleos vegetais mobiliza enormes quantidades de solo para o cultivo de plantas utilizáveis para esse fim, mais se acentuando a escassez da área destinada a culturas para a alimentação e, por isso, mais elevado se torna o preço dos alimentos.
A penúria é inevitável quando os recursos escassos são utilizados como se fossem inesgotáveis.
Esta é mais uma das questões que o futuro nos coloca mas que a “Economia” ainda não compreendeu e para o qual os políticos não olham com a atenção que merece porque não sabem o que fazer com esta preocupante realidade.
Rui de Carvalho
13 janeiro 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
QUE EUROPA?
Sempre achei estranho que se fizessem alargamentos a seguir a alargamentos na União Europeia quando se sentia que nada estava, ainda, consolidado. Mas depois, vinham os entendidos da coisa que defendiam o alargamento a todo o custo, dizendo que seria benéfico para Portugal.
Nunca entendi por que, mesmo sem se estender a União a qualquer país com economia forte, se entendia ser benéfico o alargamento que dividiria um “bolo financeiro” que pouco ou nada aumentaria por um número mais elevado de países. Mas o político não sou eu e tinha de me render, mesmo a contragosto, à “sabedoria” de pessoas cuja obra pouco vai além de palavras, mas...
Hoje ouvi o Presidente do parlamento alemão, falando na Universidade Católica, dizer que seria disparate alargar mais a União Europeia antes de uma consolidação absolutamente necessária.
Fiquei um tanto aliviado mas minhas dúvidas sobre o meu entendimento das coisas, nomeadamente sobre os alargamentos de um espaço que, perante tantas incoerências, me parece, extemporaneamente, já largo demais.
Nunca entendi por que, mesmo sem se estender a União a qualquer país com economia forte, se entendia ser benéfico o alargamento que dividiria um “bolo financeiro” que pouco ou nada aumentaria por um número mais elevado de países. Mas o político não sou eu e tinha de me render, mesmo a contragosto, à “sabedoria” de pessoas cuja obra pouco vai além de palavras, mas...
Hoje ouvi o Presidente do parlamento alemão, falando na Universidade Católica, dizer que seria disparate alargar mais a União Europeia antes de uma consolidação absolutamente necessária.
Fiquei um tanto aliviado mas minhas dúvidas sobre o meu entendimento das coisas, nomeadamente sobre os alargamentos de um espaço que, perante tantas incoerências, me parece, extemporaneamente, já largo demais.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
VOLTÁMOS ÀS MANIFS...
Com um Secretário Geral que pertence ao Comité Central do PCP, a CGTP é agora o próprio PCP! Mais do que nunca será assim.
Numa entrevista que ouvi, à pergunta se agora a CGTP seria uma extensão do PCP, o SG recém eleito reagiu perguntando se era uma provocação e a locutora encolheu-se. Mas devia ser mesmo porque ninguém pode acreditar que alguém se possa dividir de tal modo que, ao tomar atitudes na CGTP, esqueça que pertence ao Comité Central do PCP.
Em conclusão, num golpe de uma mestria que só pode enganar os tolos, o PCP pode agora manobrar uma clientela bem mais ampla do que a que constitui o seu eleitorado e, deste modo, voltar às “manifs” de que tanto gosta, distraindo o país das suas responsabilidades em momento tão grave como o que vive.
O que se pode passar é de uma extrema gravidade que só os loucos podem consentir.
Numa entrevista que ouvi, à pergunta se agora a CGTP seria uma extensão do PCP, o SG recém eleito reagiu perguntando se era uma provocação e a locutora encolheu-se. Mas devia ser mesmo porque ninguém pode acreditar que alguém se possa dividir de tal modo que, ao tomar atitudes na CGTP, esqueça que pertence ao Comité Central do PCP.
Em conclusão, num golpe de uma mestria que só pode enganar os tolos, o PCP pode agora manobrar uma clientela bem mais ampla do que a que constitui o seu eleitorado e, deste modo, voltar às “manifs” de que tanto gosta, distraindo o país das suas responsabilidades em momento tão grave como o que vive.
O que se pode passar é de uma extrema gravidade que só os loucos podem consentir.
A KEISER QUE VEIO DO LESTE
De repente, dei comigo a escutar um discurso da Angela Merkel porque algo do que ela dizia me chocou. Falava da Madeira e de Alberto João Jardim. Falar de alguém como Jardim não é coisa que me surpreenda porque o homem esforça-se por dar nas vistas com tanto disparate que diz.
Mas desta vez fiquei a saber que não é o único.
Dizia a Merkel que na madeira, imaginem, não havia onde comer chucrute e que uma amiga que pretendia abrir uma casa onde se pudesse comer, viu o seu pedido dificultado por burocracia... Não ouvi muito bem, mas foi mais ou menos isto.
Depois, a Merkel disse que a amiga lhe fez queixas do Senhor da Madeira que gastou demasiado dinheiro em auto estradas, viadutos e outras coisas e que era um louco!
O que, no meio disto tudo, mais me choca é que a chefe do governo alemão faça um discurso com base numa conversa de amigas! Andará tudo louco?
Não vou fazer a defesa do jardim que, em meu juízo, dá azo a que o julguem como o faz a amiga da senhora Merkel, mas se algum defeito lhe aponto é ter querido andar depressa demais a fazer o que a Madeira, cuja maior fonte de receita é o turismo, necessita para o poder atrair.
Ao contrário do que muito gente fez, achei bem o fogo de artifício no final do ano porque é isso que muita gente que, nessa época procura a Madeira quer ver.
Não entendo muito bem estes “economistas” que pensam que se um sapateiro partir a sovela não deverá, por razões de economia, comprar uma nova...
De que viveria depois?
Nota: a sovela é uma ferramenta dos sapateiros para coser as solas dos sapatos...
Mas desta vez fiquei a saber que não é o único.
Dizia a Merkel que na madeira, imaginem, não havia onde comer chucrute e que uma amiga que pretendia abrir uma casa onde se pudesse comer, viu o seu pedido dificultado por burocracia... Não ouvi muito bem, mas foi mais ou menos isto.
Depois, a Merkel disse que a amiga lhe fez queixas do Senhor da Madeira que gastou demasiado dinheiro em auto estradas, viadutos e outras coisas e que era um louco!
O que, no meio disto tudo, mais me choca é que a chefe do governo alemão faça um discurso com base numa conversa de amigas! Andará tudo louco?
Não vou fazer a defesa do jardim que, em meu juízo, dá azo a que o julguem como o faz a amiga da senhora Merkel, mas se algum defeito lhe aponto é ter querido andar depressa demais a fazer o que a Madeira, cuja maior fonte de receita é o turismo, necessita para o poder atrair.
Ao contrário do que muito gente fez, achei bem o fogo de artifício no final do ano porque é isso que muita gente que, nessa época procura a Madeira quer ver.
Não entendo muito bem estes “economistas” que pensam que se um sapateiro partir a sovela não deverá, por razões de economia, comprar uma nova...
De que viveria depois?
Nota: a sovela é uma ferramenta dos sapateiros para coser as solas dos sapatos...
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
FUI O PRIMEIRO, GRITA SEGURO!
Custa-me ver o líder do maior partido da Oposição a fazer tristes figuras, em vez de cooperar nos valores de Estado que Portugal necessita urgentemente reforçar para poder livrar-se da cadeias que o prendem e obrigam os portugueses a esta penúria em que estão a viver.
É triste ver Seguro por-se em bicos de pés a gritar: eu disse, eu disse, fui o primeiro a dizer que era necessário renegociar a dívida, apenas porque teve conhecimento de um episódio em que o ministro das finanças alemão terá dito ao português que a Alemanha estaria disponível para suavizar o acordo com a Troika, o que tornaria menos dura a austeridade.
Pensará Seguro que o povo português ainda não abriu os olhos e que o pode continuar a comer por parvo?
Pense um pouco Sr Seguro e diga-nos lá porque será que o ministro alemão manifestou tal abertura?
Reflita um pouco e demonstre-nos que se reclamássemos a renegociação antes de mostrar capacidade para cumprir o acordo feito pelo seu Partido com a Troika se obteria a mesma disponibilidade.
Diga-nos por fim, Sr Seguro se acha bem que as estratégias dos negócios, neste caso os nacionais, devem ser gritadas aos quatro ventos quando sempre se disse e se sabe que “o segredo é a alma do negócio”!
Depois, essa conversa pateta da pieguice que não tem pés nem cabeça.
Será que Seguro não tem mais em que pensar, não encontra melhores argumentos para se afirmar ou será que a colaboração que pode dar para que Portugal supere a sua crise é arranjar diversões que possam lançar o descrédito sobre o Primeiro-Ministro?
Esta é a tática dos fracos e incapazes, dizer mal dos outros para que se notem menos os seus defeitos.
Não está fácil esta questão da crise portuguesa que a crise europeia mais complica porque, diz-se, a Europa está sem líderes à altura da suas tradições. É uma verdade. Mas o partido Socialista tem um líder à altura das suas. Tenho pena.
É triste ver Seguro por-se em bicos de pés a gritar: eu disse, eu disse, fui o primeiro a dizer que era necessário renegociar a dívida, apenas porque teve conhecimento de um episódio em que o ministro das finanças alemão terá dito ao português que a Alemanha estaria disponível para suavizar o acordo com a Troika, o que tornaria menos dura a austeridade.
Pensará Seguro que o povo português ainda não abriu os olhos e que o pode continuar a comer por parvo?
Pense um pouco Sr Seguro e diga-nos lá porque será que o ministro alemão manifestou tal abertura?
Reflita um pouco e demonstre-nos que se reclamássemos a renegociação antes de mostrar capacidade para cumprir o acordo feito pelo seu Partido com a Troika se obteria a mesma disponibilidade.
Diga-nos por fim, Sr Seguro se acha bem que as estratégias dos negócios, neste caso os nacionais, devem ser gritadas aos quatro ventos quando sempre se disse e se sabe que “o segredo é a alma do negócio”!
Depois, essa conversa pateta da pieguice que não tem pés nem cabeça.
Será que Seguro não tem mais em que pensar, não encontra melhores argumentos para se afirmar ou será que a colaboração que pode dar para que Portugal supere a sua crise é arranjar diversões que possam lançar o descrédito sobre o Primeiro-Ministro?
Esta é a tática dos fracos e incapazes, dizer mal dos outros para que se notem menos os seus defeitos.
Não está fácil esta questão da crise portuguesa que a crise europeia mais complica porque, diz-se, a Europa está sem líderes à altura da suas tradições. É uma verdade. Mas o partido Socialista tem um líder à altura das suas. Tenho pena.
HOJE FOI DIA DE LIXAR O AUTOMOBILISTA...
Quando compramos um carro pagamos, para além do seu preço, o IVA e mais outro e outro imposto e sei lá o que mais, o que faz com que o estado arrecade uma parte muito significativa do que pagamos. Depois temos de, a cada ano, pagar o Imposto Anual. Ao comprar o combustível sem o qual o carro não anda, quase metade do que pagamos vai para o Estado... É só pagar, pagar...
Mas que contrapartidas dá o Estado a quem paga tanto? Parece-me que nenhumas. Nas auto-estradas pagamos portagens e na cidade pagamos o estacionamento e as MULTAS DE ESTACIONAMENTO...
Hoje parece-me que foi um dia desses em que os polícias resolveram fazer a vida ainda mais difícil aos automobilistas.
Todos os dias me deparo com atitudes de condutores que deveriam ser punidas e não são, talvez porque daria muito trabalho. Todos os dias vejo carros estacionados de modo que, sem a menor dúvida, prejudicam a circulação de outros automóveis e ninguém os chateia, mas também vejo carros estacionados onde não incomodam ninguém nem estorvam o trânsito, porque a cidade não oferece condições para estacionar devidamente os carros pelos quais ao Estado tanto se pagou.
Hoje foi uma barrigada de multas, de fitas a envolver os carros e bloqueios de rodas!
Bem sei que àquele imposto anual se chama, também, Imposto de Circulação e não de Estacionamento. Mais que raio, francamente, achei demais, perfeitamente descabido!
Mas que contrapartidas dá o Estado a quem paga tanto? Parece-me que nenhumas. Nas auto-estradas pagamos portagens e na cidade pagamos o estacionamento e as MULTAS DE ESTACIONAMENTO...
Hoje parece-me que foi um dia desses em que os polícias resolveram fazer a vida ainda mais difícil aos automobilistas.
Todos os dias me deparo com atitudes de condutores que deveriam ser punidas e não são, talvez porque daria muito trabalho. Todos os dias vejo carros estacionados de modo que, sem a menor dúvida, prejudicam a circulação de outros automóveis e ninguém os chateia, mas também vejo carros estacionados onde não incomodam ninguém nem estorvam o trânsito, porque a cidade não oferece condições para estacionar devidamente os carros pelos quais ao Estado tanto se pagou.
Hoje foi uma barrigada de multas, de fitas a envolver os carros e bloqueios de rodas!
Bem sei que àquele imposto anual se chama, também, Imposto de Circulação e não de Estacionamento. Mais que raio, francamente, achei demais, perfeitamente descabido!
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