ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

domingo, 6 de janeiro de 2013

DA GLÓRIA À VERGONHA!





O Sporting não é uma instituição qualquer. Para além de Centenária, é uma instituição de mérito desportivo pelos relevantes serviços prestados ao país.
Para além de ser o clube portugues com mais presenças em provas internacionais, foi a primeira equipa nacional a participar, por convite, numa prova daquelas que deram origem às actuais Ligas Europeias.
O Sporting é um Clube ecléctico, onde os jovens de todas as idades podem praticar os mais variados desportos, para além de ser um autêntico viveiro de atletas de alto nível, centenas dos quais o demonstram em campos e recintos de todo o mundo, alguns até eleitos como os melhores de todos.
Não pode, um Clube com uma História fantástica e com resultados desportivos que tiveram eco em todo o mundo, ser sujeito às humilhações de que tem sido alvo, nem pode, porque essa será a maior das contradições, um Clube glorioso envergonhar os seus adeptos.
Em vez disso, o Sporting tem de reencontrar a alma que o fez grande e, assim, voltar a ser o que sempre foi. E isso vale o esforço de todos os sportinguistas, vale todo o respeito de todos os desportistas e merece o reconhecimento de, para além de tudo o mais, continuar a ser um dos símbolos de Portugal no mundo.
Não faz sentido, mas teve razão de ser, o que se passou ontem em Alvalade, os assobios estridentes que encheram o Estádio, as palavras de ordem que, grosseiras, embora, fizeram todo o sentido, como o fazem as tarjas que pedem a Godinho que deixe o Sporting seguir, em paz, a sua vida pelas mãos dos sportinguistas.
Não creio que haja, ainda, quem, sem motivações estranhas e que nada têm de sportinguistas, consiga suportar o inferno da vergonha que sente.
Mais do que isso, não posso conceber que haja quem, até no anonimato, se atreva a fazer ameaças dolosas a qualquer sportinguista que manifeste o seu indisfarçável e justíssimo desagrado pelo que está a acontecer.
As atitudes de alguns dirigentes já ultrapassaram os limites da decência e as de alguns dos seus esbirros, as raias da legalidade.
Não me admiraria que, do modo como as coisas estão a correr,  venham a acontecer disparates lamentáveis que mais humilhem este Sporting já tão mal tratado e que o possam tornar num caso de polícia!
Mas como pode Godinho não se dar conta de tudo isto? Ou o homem ensandeceu?
Costuma dizer-se que "quem se não sente, não é filho de boa gente". É um modo de, sem o fazer, chamar um nome feio a alguém mesmo quando os pais, felizmente, disso não tenham a mínima culpa! Mas que Godinho deveria já ter revelado a vergonha que qualquer ser normal sentiria... isso já!

sábado, 5 de janeiro de 2013

OS ARAUTOS DA DESGRAÇA



Tal como o futebol que era mais entusiasmante sem as indiscretas câmaras de televisão que retiraram de um jogo entre homens a possibilidade do erro humano e das dúvidas que alimentavam as entusiásticas discussões em que cada um ficava na sua, também a política, como o próprio futebol, nada lucrou com a chusma de comentaristas que, como mosquitos à volta de um pavio, se acotovelam nas televisões, nas rádios e nos jornais, até chegar a hora de desbobinarem as suas esclarecidas teorias sobre o que se passa.
Desde que nasci, já vi alargar-se o leque das “profissões” que, de pouco mais de meia dúzia, passaram a milhares, mas também vi comprimir-se, e muito, o leque dos que, efectivamente, fazem alguma coisa de útil, que façam o tal trabalho produtivo, que produzam os “bens transacionáveis” sem os quais o país não vive nem melhora. Pudera! Hoje, como sempre o foi, trabalhar é bom para os estúpidos, porque aos outros é concedido o privilégio de apenas terem de pensar e comer o que outros produzam...
E quando acontecem coisas como um Orçamento de Estado que, cada vez mais fundo, nos vai ao bolso, o Presidente da República dirige ao país um longo discurso entrecortado por certezas e enigmas e as Oposições se afirmam como quem tem a solução mágica que pode salvar Portugal, é curioso prestar alguma atenção ao que dizem os mestres da “faladura”. Espiolham textos, frases, vírgulas e até lêem nas entrelinhas. Sabem, mesmo, como seria o que não foi dito. Eu acho que é isto que melhor fazem… E porque não hão-de fazê-lo se nunca ninguém tirará a limpo se têm ou não razão?
Deitam os foguetes e correm atrás das canas! Assim fazem a festa, alimentando-se dos que preferem as ideias dos outros ao esforço de terem as suas.
Mais dizem que o Governo estará a confrontar a Constituição que, sucessivamente, tenta violar, que Passos Coelho e Gaspar crêem ser os reis do mundo e nada ouvem do que se diz à sua volta, que o Presidente da República fomenta uma guerra entre novos e velhos, tornando-se o cabecilha dos reformados, que o Governo força uma situação que lhe permita apontar a Concertação Social e a Constituição como os causadores do insucesso das suas políticas e, finalmente, criará as condições ideais para se livrar de um fardo que não consegue mais transportar, deixando nas mãos de outros a responsabilidade de o fazer.
Mas que outos, pergunto eu?
E como se todos estes prenúncios dramáticos não bastassem, vem daí um secretário de Estado dizer que se o Tribunal Constitucional chumbar seja o que for do OE13, porá em risco a continuação da ajuda financeira da Troika, por falta de cumprimento dos acordos firmados, do que resultarão graves danos, não para o Governo nem para o Tribunal Constitucional, mas sim para o povo. O povo que jamais passa de ser a "bola" em que, tal como no futebol, todos querem chutar.
E eu que pensava poder ter o meu banhito longo sossegado, como é meu hábito fazer nos fins-de-semana, acabei por assistir a este filme de horrores com que uns meninos – que às vezes até falavam em coro – me brindaram ao longo de mais de uma hora!
Ao menos, lá fora o Sol brilha e um almocito, frugal mas reparador, talvez seja capaz de desviar da minha mente os terrores que tanto “sábio conhecimento” lá colocou!!!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

ARGUMENTOS DE COMADRES



Já é do conhecimento de todos que o Presidente da República remeteu ao Tribunal Constitucional o OE 2013, em consequência de fortes dúvidas quanto à constitucionalidade de algumas medidas tomadas em relação aos reformados, às quais já me referi anteriormente.
Quanto a mim que não tenho outro remédio senão resignar-me com o que me tiram para pagar os disparates feitos por irresponsáveis e inimputáveis do grupo da social-demagogia, de nada reclamo quando me pareça tratar-se de um esforço equitativo. Mas quando, sendo já reformado, me pedem um contributo especial que a outros não é pedido, apenas posso destilar a raiva dos que se sentem traídos e roubados. Mas de pouco me adianta reclamar num país governado por insensíveis. Restar-me-á que, quem tem o poder de o fazer, analise a questão e sobre ela decida com a atitude de justiça que requer.
Poderia acalmar-me o reconhecimento da monstruosidade cometida mas, de um grupo de “analistas” que sobre esta matéria, numa estação de TV, longamente peroraram, apena escutei disparates a que o facto de o próprio Presidente da República ser um reformado deu lugar e, segundo eles, desta forma se terá tornado no chefe do “partido dos reformados”!
O PR que, como a lei lhe consente, preferiu continuar a receber as suas pensões em vez do salário do cargo que ocupa, terá, diz esta gente, decidido em causa própria, o que lhe retirará ainda mais da pouca confiança que o povo já nela terá, conforme afirmam. 
Pasmam-me estas rebuscadas conclusões a que só cabeças mesquinhas conseguem chegar, cabeças próprias da “sociedade de comadres” e de grupos de interesses em que Portugal se tornou.
Perderam-se, depois, em lucubrações insinuantes de diversos tipos de consequências para o Presidente, sobre o que, pela sua atitude, dele se poderia ou não dizer, sem jamais lhes passar pela cabeça comentar a justiça ou injustiça de uma atitude de pilharia que só um governo sem pinga de vergonha pode praticar.
E eu fico a pensar até onde poderá chegar este país onde se pensa e se analisam as questões desta maneira.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

QUEM DERA QUE FOSSE TÃO SIMPLES ASSIM…



Num escrito de Henrique Monteiro, li que “pouco mais resta do que Passos sair pelo seu pé e permitir que outra solução emanada deste Parlamento possa, de forma dialogante, continuar o programa de ajustamento e reforma de que o país necessita.
É verdade que Passos Coelho fez, ajudado por Gaspar, a cama onde se vai deitar depois de tantos equívocos gerados. E não será uma cama assim tão fofa, porque difícil será convencer os portugueses de que apenas austeridade e mais austeridade lhes proporcionará a vida digna a que tem direito.
Dei-lhe o meu voto e até lhe dei o meu aval no início do seu governo. Mas retirei-lho quando percebi as suas limitações na avaliação da situação de um país que depositou nas suas mãos a esperança para o salvar dos horrores que um outro governo de descabeçados lhe granjeou.
Na confusão que se segue, a Assembleia da República tornou-se a “revista” que nos faz rir, a casa dos horrores que nos amedronta, a perda de tempo que nada mais faz do que atrasar o caminho de regresso á Vida que tanto já tarda.
Sente-se, a cada dia que passa, a necessidade de mudar de rumo, de seguir por uma via diferente daquela em que Passos Coelho e Gaspar persistem.
De que nos servem as baixas das taxas de juro nos vários prazos se tal nada mais é do que o entendimento que os mercados têm de um povo que é capaz de se deixar massacrar para sobreviver?
Mas a capacidade de aguentar tem limites e a ruptura social pode ser a consequência de tanta austeridade e de tal modo que a União Europeia, pela voz de Durão Barroso, já veio dizer estar pronta para os ajustamentos necessários para moderar o sofrimento do povo português.
Quem sabe se um governo menos tecnocrata, sem Passos e sem Gaspar, um governo feito de humanos, não poderia fazer bem melhor. Mas qual governo? Do PCP, do BE ou do PS?
Estes já conhecemos nós.

O CAMINHO PARA O INFERNO

Escutei com atenção o discurso do Presidente da República, tal como escutei algumas das críticas que lhe foram feitas. Mas nem sei o que dizer!
Estamos, como diz o Presidente, numa espiral recessiva que, como diz também, tem de ser travada. Antes de nos levar para mais fundo ainda no inferno em que já estamos, digo eu!
A desilusão que tive no final do primeiro ano de governação de Passos Coelho e Gaspar, a qual aqui registei, foi enorme e deu-me a certeza de que, afinal, as coisas que deveriam ter sido feitas para evitar mais austeridade, o não haviam sido, que as soluções propostas para sair da “crise” apenas mais a agravariam e, pior do que isso, que o entendimento do que deveria ser feito para estabilizar o futuro é coisa que o governo desconhece e que os que o criticam nem imaginam o que seja.
Isto porque ninguém ainda nos veio dizer que a economia se não faz do nada, mas sim dos recursos que a Natureza coloca à nossa disposição e devremos gerir com moderação porque não são infinitos.É com esses recursos que se faz a economia e não com o dinheiro que se possa moldar ou imprimir!
Não são as “engenharias financeiras” que suprem as nossas carências, que satisfazem as nossas necessidades. Por que continuarão com elas? Fazem-no para enganar quem?
É pena que os políticos tenham de esquecer as coisas mais básicas, mas da maior importância, que lhes ensinaram nas escolas para, assim, arranjarem lugar onde caibam todas as trampolinices de que a política é feita, o convencimento de que as coisas são como lhes convém e não como são, a convicção de que, sem eles, o mundo não sobreviveria!
Não sendo capazes de olhar para além do próprio umbigo, do qual parecem tirar as espantosas ideias que nos dizem sem alternativa, conduzem-nos pelos caminhos enviezados entre montes estéreis, no fim dos quais um grande deserto nos espera.
Nem um só político será capaz de dizer que não é esse o caminho, que diga que o caminho é o do regresso à Natureza da qual não temos como fugir?
A Natureza não é a quinta que o Homem explora, mas sim o meio a que pertence, sem o qual não sobreviverá. Não aprenderam isto?
Não entenderam, ainda, os homens das ciências fantasmagóricas que lutam contra forças mais poderosas que nunca conseguirão vencer, que é a Natureza e não os gurus que por aí pululam quem marca o ritmo da Vida?
E a Igreja que me ensinou o amor pelo próximo, que contribuição tem dado para um melhor entendimento das coisas?
O livro do Papa, as homilias do Cardeal Patriarca de Lisboa, os desbocanços de D januário e tantos outros, nada nos dizem que preste. Quando dirão como são as coisas, como é o mundo e nos demonstram que não são apenas os políticos os culpados das desgraças nem são os endinheirados que fazem a fome dos que nada têm para comer? Quando se dispõem, finalmente, a iluminar a estupidez humana?
O dinheiro nada produz e também se não come! Mas é atrás do dinheiro que todos corremos, em vez de trabalhar. 
Nas crises não se fala de más ou boas colheitas, de boa ou má alimentação. Fala-se de dinheiro que cada país fabrica à medida das suas necessidades! Como os Estados Unidos que não páram de o fabricar para "por a economia a funcionar...", mas a verdade é que apenas o esforço e o trabalho que nos permitirão a forma possível de viver, apenas a solidariedade permitirá a justiça de uma distribuição equitativa e apenas a cooperação que nos permitirá ir mais além, enquanto o confronto em que se disputa o poder nos afundará cada vez mais.
Não fosse isto tudo tão sério e eu fartar-me-ia de rir com os disparates que ouvi dos “entendidos” que, na sua maioria, mais ou menos disseram que “se falou, tem de agir...” Penso que desejariam que demitisse o governo!
Se houvesse por aí um palanque bem alto e cómodo, de onde eu e todos aquele de quem gosto pudessemos ver a “festa” em que esta malta está louca por se divertir...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

AS INCONSTITUCIONALIDADES DO ORÇAMENTO



Seria inevitável que o Presidente da República, mesmo depois da sua promulgação, solicitasse a verificação da constitucionalidade de alguns artigos do OE2013, porque o veredicto do TC será um penhor de acalmia nas inúmeras manifestações contrárias, inevitáveis quando se trata de um orçamento em que o Estado, por circunstâncias ponderosas, não pode deixar de cortar em muita coisa para equilibrar umas finanças que erros demasiados desequilibraram ao longo de muitos anos e, assim, cumprir metas que permitam a continuação da assistência externa ainda impossível de dispensar.
Não me falem de direitos conquistados em duras lutas ou naqueles que a Constituição consagra mas não paga pois, tal como em tempo de guerra não se limpam armas, também nesta guerra de sobrevivência não fariam qualquer sentido certos pruridos baseados num papel onde foi escrito o que nele se entendeu escrever.
Falem-me de princípios de moral social, de equidade e de bom senso e parecerão mais justos os sacrifícios que me pedem mesmo sem para as suas causas ter contribuído, ainda que me apeteça clamar bem alto por justiça contra quem, por arrogância e incompetência criou as condições para que tudo isto fosse necessário.
O Presidente da República acaba de enviar para o Tribunal Constitucional três artigos do Orçamento de Estado para serem alvo de fiscalização sucessiva, nomeadamente em relação aos seguintes pontos:
- Artigo 29º - suspensão do pagamento do subsídio de férias ou equivalente;
- Artigo 77º - suspensão do pagamento do subsídio de férias ou equivalentes de aposentados e reformados;
- Artigo 78º - contribuição extraordinária de solidariedade.
É minha convicção que é o artigo 78º o que mais afronta a equidade, para além de ser, por força dos cidadãos aos quais se destina, uma prova de completa falta de sensibilidade social de que a justificação dada pelo Primeiro-Ministro é uma infâmia difícil de desculpar!
Haveria razões para procedimentos especiais para aqueles cujas reformas, tal como ele disse, não correspondem aos descontos que fizeram, as reformas vergonhosas que muitos recebem como complemento de uma vida de benesses e de oportunidades que lhes proporcionaram. Mas que pague o justo pelo pecador? Ó Pedro, que falta de sensibilidade.
Não podem os “maiores” deste país ser tratados como trapos, como gente a quem o país nada deve e, mais do que isso, gente a quem o Estado quer fazer sentir que mantém por favor! Ó Vitor, a tua avó nem te reconheceria na falta de pudor que revelas!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O CAVALO DO ESCOCÊS




(capa de The Economist, 22.12.12)

Esta austeridade a que uma crise já com cinco anos nos obriga, faz-me lembrar muitas vezes a história do escocês que, para cortar nas despesas, pensou poder habituar o seu cavalo a não comer. Acabou por ser infeliz na sua tentativa porque, quando estava já quase habituado, o cavalo morreu!
Eu nem imagino como os financeiros classificam esta crise que obriga tanta gente a passar fome. Talvez como o escocês ou como aquele que olhava um monte de pedras a que chamava uma parede, a parede que se podia fazer com elas mas que ninguém fazia. Porque eles não sabem fazer paredes ou seja o que for para além de cortar no produto do trabalho das pessoas. Apenas brincam com os números e fazem umas contas que, agora, até o “excel” faz por eles. O “excel” e outros programas preparados para que umas máquinas estúpidas que não conhecem mais do que o “0” e o “1” e apenas sabem somar, lhes digam o que devem fazer!
Sinto que é assim que se governa no mundo dito desenvolvido, um número restrito de países dos quais alguns já se encontram na falência e outros para lá vão caminhando. Dos não desenvolvidos nem falam as estatísticas...
Depois de muitos que, faz tempo, já viam luzinhas ao fundo do túnel, também alguns as voltam agora a ver, como o próprio ministro alemão das finanças, o herói de Gaspar, logo desmentidos pela Chanceler alemã que, mais sensatamente, quero crer, diz que o futuro ainda vai ser muito difícil.
A minha teoria, já todos a conhecem, mesmo desde há anos quando já muitos eram optimistas. É a de que o futuro será cada vez mais difícil se insistirmos no impossível regresso às atitudes que nos conduziram até aqui.
A capa do “the economist” (da qual reproduzo a parte que interessa), edição do natal 2012, é extremamente elucidativa sobre o caminho que o mundo leva e, no seu interior, com base no que acontece na economia, diz ser fraca a recuperação a nível mundial nas economias mais consolidadas e com sinais preocupantes nas economias emergentes que não correspondem à expectativas que criaram.
Mas, não sendo eu economista, financeiro nem qualquer outra coisa que reduza o meu conhecimento a saberes específicos que me ocultem a visão mais global e comum que consegue observar o quadro mais amplo da realidade, não me envolvo nesses pormenores em que se enredam os “sábios” das finanças que, mostram-no os factos, desconhecem as realidades que são a Natureza e a própria Vida.
Do que eu penso e das contradições dos que julgam saber o que se passa e crêem poder influenciá-lo, retiro a certeza de o mundo viver mais uma das convulsões que dão lugar a profundas mudanças que a “inteligência humana”, hoje como outrora, parece não conseguir que se faça sem conflitos e sem grandes dores.
Por isso persisto no perigo das políticas que se tomam pensando ser possível resistir à ausência do indispensável à vida que, cada vez mais rapidamente, os “inteligentes” deste mundo vão destruindo, como o escocês fez ao seu cavalo!