ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O RENASCER DO NAZISMO?



Afinal, depois de uma decisão de transparência que escrutinasse todos os candidatos a fim de que fosse escolhido o melhor e mais preparado para ser o Secretário Geral da ONU, aparece uma oportunista de última hora que se não submeteu ao escrutínio?
Uma escolha de Merkel como por aí se diz e, também, uma amiga de Jean-Claude Junker, aquele luxemburguês agora presidente da UE que, enquanto primeiro ministro do seu país, se diz que entrou no jogo de desviar milhões de outros países europeus?
Jogo sujo, como outro qualquer de tantos outros de que a prática política é, muitas vezes, o próprio exemplo.
São os homens e as mulheres da alta roda política que na História vão ficar como os espertalhões deste jogo de caça palermas que somos todos os que os aturamos e, mais do que isso, os elegemos como se fossem, dentre todos nós, os melhores.
Depois de uma demonstração de competência como a que fez nas duras provas a que se submeteu António Guterres, cai do céu uma aventureira do país que foi de Ceauscescu, porque assim a alguém convém.
Já por diversas vezes me perguntei para que serve a ONU que, para além de uma ou outra coisa mais ou menos séria ou folclórica, não me parece capaz de tornar o bom senso e a verdade “património cultural da Humanidade”.
Não creio que a escolhida de Merkel vá fazer uma grande figura com esta intromissão encomendada que deixa em espera o seu lugar de Comissária na União Europeia.
E se a minha consideração por esta gente que diz governar-nos andava já muito por baixo, mais fica agora quando, no que devia ser o seu expoente máximo, se fazem os jogos de interesses que sempre acabam como convém aos mesmos.
Um país que provocou duas sangrentas guerras mundiais, suga o suor de muitos milhões de europeus como as suas maquiavélicas jogadas de austeridade para os outros, pretende, agora, dominar a ONU também?
Era o que faltava! 
Mas nada me garante que não aconteça, pois o espírito nazy não morre assim... 



terça-feira, 27 de setembro de 2016

E DEPOIS? RIEM DE QUE?



Esta madrugada, ao escutar o debate Trump-Clinton, os dois candidatos à Presidência dos estados Unidos, não me surpreendeu o ror de disparates e de trivialidades que ouvi. 
Apenas confirmei a completa ignorância dos políticos sobre os problemas mais graves que afectam a Humanidade e cuja sobrevivência as circunstâncias naturais põem em sério risco.
Nada de muito importante ali escutei e se aquilo é uma mostra do que poderá vir a ser o homem ou mulher mais poderosa do mundo, a preocupação de um mundo cada vez pior não pode deixar de me afligir.
De um lado vi um produto refinado da estupidez que levou o mundo a este estado em que se encontra. Do outro o aventureirismo que, sem projectos para resolver qualquer problema, julga poder mudar as coisas com as medidas duras e avulsas que propõe.
Como há muito tempo não vejo uma revista, aproveitei para me rir um pouco, ainda que não seja o riso que melhor traduz as preocupações que coisas assim me despertam.
Os Estados Unidos, o que ali possa vir a suceder afectará tudo e todos e só Deus saberá o que qualquer daquelas duas almas penadas poderá fazer deste mundo que, cada vez mais, se torna numa consola gigante de jogos de brutalidade, piores do que aqueles que a imaginação mais sórdida dos autores dos que por aí andam a “civilizar” o mundo, são capazes.
Por onde andam as preocupações com os verdadeiros problemas do mundo? Quem os conhece ou lhes presta atenção?
Quando será que a Humanidade para de jogar o jogo da estupidez que tem jogado para se dedicar a outro bem mais simples que é o de tentar sobreviver?

CLIMA, MAIS UM ESTUDO COM CONCLUSÕES ALARMANTES!



Depois de dezenas de anos a brincar às “Cimeiras da Terra” onde, diziam ser esse o propósito, seriam discutidos os problemas ambientais cada vez mais graves que o uso, cada vez mais intenso, dos recursos naturais provocava em consequência da poluição produzida, nota-se um certo nervosismo apressado, para ractificar o acordo de Paris que pretende ser o ponto de partida de uma era de combate às mudanças climáticas que, ano após ano se tornam mais preocupantes.
Parece que certos políticos acordaram, finalmente, para uma realidade que nunca tiveram em conta nas decisões que tomavam, como que deixando para os cientistas que os avisavam, a responsabilidade dos problemas que colocassem qualquer entrave à continuação dos disparates que, em nome de uma economia florescente, continuadamente se faziam.
Ora, acontece que a economia do mundo não é florescente, é distorcida e cínica para muitos milhares de milhões de pessoas que apenas vivem dos restos que os mais afortunados deitam no lixo. Nem me parece que passe a ser melhor enquanto o terceiro mundo for roubado como é para que o outro mundo possa desperdiçar o que ele não pode usufruir.
Será em nome deste mundo evoluído onde chamamos “pobres” aos que possuem coisas que os verdadeiros pobres nem imaginam que existem que insistimos num modo de viver já falido, porventura já afectado de modo irreversível e a caminho de uma catástrofe já incontrolável?
Os cientistas autores de um recente estudo revelado pela revista Nature, afirma que "A estabilização dos níveis atuais dos gases com efeito de estufa pode colocar a Terra numa trajetória de aquecimento de cinco graus Celsius (5ºC) no próximo milénio" e, deste modo, a Terra pode ficar intoleravelmente quente, com todas as consequências que podem tornar dramática a sobrevivência dos humanos.
Como tantas vezes já foi dito, O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) já afirmou a concentração de CO2, o principal gás com efeito de estufa na atmosfera, já ultrapassa as 400 ppm (partes por milhão) e vão levar a um aquecimento global médio da temperatura que quase poderá atingir 2,5ºC.
Segundo o estudo revelado na Nature, “um aquecimento global de 3ºC, no longo prazo, pode desencadear um turbilhão de impactos das alterações climáticas, incluindo tempestades marítimas, reforçadas pela subida do nível das águas, ondas de calor mortíferas e inundações severas”.
Será tardia esta diligência que os maiores responsáveis pelo mundo querem, agora, apressar?
Será que valerá muito a pena ficarmo-nos por aí?
Sobretudo, que explicação daremos aos nossos filhos pela Terra, porventura inabitável, que lhes deixaremos por herança?

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O POLVO



É a notícia do dia e deixa-me satisfeito, a que informa que a PGR decidiu uma auditoria que passará a “pente fino”, os últimos 15 anos da gestão da caixa Geral de Depósitos, durante os quais terão sido concedidos financiamentos sem garantias, mais de dois mil milhões de euros que, agora, fazem parte do que todos nós teremos de pagar para recuperar o banco que é nosso!
É assim, com rigor, que as coisas devem ser feitas, sobretudo quando se trata de um bem público que pode ter sido usado para fins ilícitos, com inevitáveis vantagens financeiras para quem os tenha consentido.
Será longa a lista de notáveis implicados nas investigações que a PGR decidiu fazer e nada me surpreenderia se, por mais uma vez, houvesse matéria a acrescentar à Operação Marquês que já tem mais braços do que um ninho de polvos.
E se nos lembrarmos daquela questão, arquivada e da qual a PGR mandou extrair certidões, que envolve o ex-jogador Figo a quem os espanhóis chamam “el pesetero” e que, apesar de arquivada poderá fornecer matéria para o mesmo processo, fica a ideia de que não terá havido buraco onde o polvo não entrasse.
Tanto quanto me lembro, terei lido que Figo terá recebido de Sócrates 700 mil euros para apoiar a sua candidatura… Verdade ou não, pareceu-o.
Mas a Justiça não pode ser feita com o que parece e nem muitas vezes, até, se faz com o que se sabe que é. E não vale a pena falar de casos em que tenha sido assim porque há verdades que a Justiça não pode considerar… vá-se lá saber com que justiça…
A partir de agora nem imagino o que se vai falar, as coisas que se vão recordar, os mal-entendidos que alguém vai julgar esclarecer, as novas verdades que vão surgir ou por quanto tempo mais o Caso Marquês se irá prolongar.
Aliás, não sei o por que de tanto espanto porque o que está a ser investigado levou muito mais tempo do que a investigação!
Depois, em Portugal, a corrupção parece protegida pela Justiça.

O JOGO



Deus me livre de andar por aí a competir com os sabichões de finanças que já me demonstraram, e bem, a arte que têm de fazer desaparecer o meu dinheiro e perante quem os David Coperfield deste mundo não passam de aspirantes a aprendizes de feiticeiro. Estes fingem, aqueles levam-no mesmo!
E nesta arte obscurantista de me depenar, não se cansam os “magos” de arranjar formas cada vez mais evoluídas de me enganar.
E quando mandam franganotas explicar-me o que não tem explicação, pois o que propõe, pese, embora, a desigualdade obscena que diz querer corrigir, como a de haver quem ganhe mais num dia do que eu em vários anos, só posso ficar convencido de que não tenho escapatória para o que aí vem, pois sou daqueles que não têm como esconder o que recebem!
Faço parte daquele “ribeiro manso” onde lobos e cordeiros vão beber e estes acabam por ser devorados.
Que o digam, por exemplo, os meus PPR que deviam ser seguros mas voaram, inteirinhos, com a crise que, dizem, um “Goldman Sachs” qualquer faz acontecer quando tal lhe dá proveito!
Ainda não repararam os pobres de espírito que o capitalismo é isto mesmo! Uns trabalham e os outros ficam com o dinheiro do qual dão um pouco aos outros para que o jogo possa continuar. Senão acaba, pois o jogo é assim mesmo!
Ah! Queremos mais do pouco que nos dão? Fazemos manifestações inúteis ou, num acto heróico que pagaremos caro, vamos sacá-lo, apelando à justiça que deve haver nesta vida!
Uma regra nova que altera as regras do jogo que logo alguém corrigirá para que tudo fique, no mínimo, na mesma. Mas que costuma ser alterado para tornar mais fortes aqueles que já o eram.
Porque é assim que se joga este jogo!
Não adianta, pois, acreditar nas manigâncias que alguns apregoam, nas trocas e baldrocas que fazem das leis, dizem eles que para as tornar mais justas.
Alguns até parecem sentir que é assim e entram no jogo a parecer querer mudá-lo. A novidade das últimas eleições, o PAN, até escreveu no papel com que se apresentou, algo que me entusiasmou. Mas depois, instalados em S Bento, ficam-se pelas já gastas manifestações contra as touradas, contra o abate de cães nos canis municipais e por aí fora até uma qualquer cagadela de mosca que digam ser do silúrico superior e, por isso, deve ser preservada custe isso o que custar. E fica-se por aqui a Natureza que dizem defender, com o que se integram, perfeitamente, na geringonça que, na sua ignorância, nem imagina que a Natureza não precisa de ser defendida.
Defendida precisa de ser a Humanidade a que pertencem as Pessoas que, pelo caminho que leva, só pode ir parar ao inferno da porcaria de vida cada vez pior que decidiu viver.
Ainda não foi desta que alguém de verdade apareceu.
Portugal tornou-se num frangalho e pode tornar-se numa desgraça maior, que nem sei qual será porque uns dizem assim, outros assado e vá lá eu saber quem tem razão.
Que o défice vai atingir as metas definidas… isso eu já vi que sim porque sinto que para isso contribuo todos os dias, quando procuro no bolso o dinheiro que já lá não está.
Quanto ao resto… é o INE quem publica os números, perante os quais, o défice não passa de um infinitamente pequeno.
Estão a enganar quem?