ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

QUEREM CALAR O TRUMP? COMPREM O TWEETER E…



Já, muito vezes, dei conta de ideias que me surpreenderam. Mas esta ultrapassa tudo! Alguém quer comprar o “tweeter” para dele expulsar Donald Trump.
Jamais seria um bom negócio porque o Trump deve ser quem mais alicia gente para o tweeter com os seus inacreditáveis escritos.
Tivesse eu paciência e iria procura-los todos, analisá-los um por um e por em confronto aquilo que neles diz e desdiz, o que não faz sentido e, mesmo até, o que nem é próprio de um Presidente dos Estados Unidos.
Habituei-me a ter pelos Estados Unidos uma certa consideração, apesar de saber que, tal como as outras potências, não dá ponto sem nó.
Terão dentro de si o que de melhor e de pior haverá no mundo, como é natural que seja, porque um país é feito por pessoas que contêm, em si, os genes de todos os defeitos e de todas as virtudes.
Mas foi nos Estados Unidos que a Europa se apoiou quando os nazis quiseram dominá-la e quando enfrentou as graves ameaças da guerra fria e outras, porque a NATO são os Estados Unidos e pouco mais.
Nisto deve a Europa pensar seriamente, se disso for capaz.
O que nunca pensei foi que os americanos um dia escolhessem para os governar alguém como Donald Trump, pessoa em quem não consigo descortinar méritos ou virtudes para tal.
Pelo contrário, vejo nele mais um aldrabão de feira que tenta impingir o que quer “vender” do que um político que decide em face das análises sensatas que faça da realidade do mundo em que vive que, verdade seja dita, nem me parece que a conheça.
Mas esta de alguém querer comprar o tweeter para dele expulsar o Trump está muito para além do meu poder de creatividade, de qualquer coisa que eu pudesse imaginar mesmo que tivesse meios para o fazer.
Mas devo reconhecer que é uma ideia compatível com o que me parece o que a enorme maioria dos americanos sente em relação a este seu Presidente, de cujas patetices dão claros sinais de estar fartos.
Mas estas brincadeiras terminam, por vezes, em tragédia, e não me admiraria muito que esta fosse um desses casos… 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

TRUMP E O RENASCER DO KLAN



Trump foi, é e continuará a ser a personalidade mais controversa e imprevisível do mundo pois o seu pensamento, tal como os cataventos, muda constantemente. Primeiro diz o que pensa, depois o que não pensa e vai ajustando o que diz ao que lhe parece que deve dizer, na tentativa de desfazer a bronca que gerou, mas, ao contrário de o conseguir, cada vez mais a realça.
Independentemente da falta, constantemente revelada, de cultura política e da falta de conhecimentos que um presidente não pode deixar de ter, o homem ainda não compreendeu a coisa simples que é a diferença entre governar uma empresa que é sua e um enorme país que é de mais de trezentos milhões de americanos!
Já começo a sentir dó do homem que, depois de tanto tempo já, continua a não acertar uma, fazendo, tal como por aqui costumamos dizer, constante “figura de urso”.
Compreendo os problemas que o homem coloca ao partido que o elegeu, o Republicano, que por mais que gostasse de correr com ele, porventura imediatamente, o não pode fazer sem acautelar o seu futuro que Trump pôs em causa.
Depois de muitas trapalhadas na Casa Branca onde, com excepção dele e dos seus familiares, ninguém parece aguentar-se por muito tempo, colocou a cereja no topo do bolo com os seus comentários sobre o confronto entre manifestantes de extrema direita e a enorme maioria que se opõe às sua ideias racistas e xenófobas.
À crítica de muitas personalidades, incluindo ex-presidentes, junta-se o agradecimento de um ex-dirigente do Ku KLux Klan!
Não sei em que “camisa de onze varas” os Estados Unidos estão metidos com esta máquina impressionante de vomitar disparates, mas que o mundo ficou inseguro com tudo isto, disso não restam dúvidas.

NO CRESCIMENTO ECONÓMICO, O AUTOMÓVEL É REI



Em crónica anterior, chamei a atenção para o crescimento do PIB que, no último trimestre, se elevou a 2,8% e cuja causa, disse então e conforme o Governo fez saber, foi o aumento do consumo interno, já que as exportações até registaram um decréscimo.
Leio hoje, numa notícia de jornal que, desde o começo deste ano, os portugueses já pediram, mais de três mil milhões de euros em créditos ao consumo, sendo que quatro em cada dez euros se destinaram ao financiamento de automóveis, o que corresponde a quase mil e trezentos milhões de euros!
Estes números que pesam bastante na avaliação do crescimento do PIB, não passam, portanto, de mero efeito do crescimento do consumo em que quase metade foi de automóveis.
Não me parece que, deste modo, se possa falar de uma economia saudável, com crescimento sustentado. Direi, até, que sendo o acréscimo do consumo superior ao dos rendimentos médios, suportado por encargos assumidos a prazo mais ou menos longo, dos quais um futuro incerto nem sequer garante a satisfação, ele será mais um motivo de preocupação do que razão para festejar quando, como tantas vezes já tenho dito, o reequilíbrio natural impõe um decréscimo drástico do consumo, sobretudo o supérfluo.
Os tempos exigem cautelas a que a euforia do Governo não convida, como seria razoável que fizesse, tendo em vista os sérios problemas que enfrentamos em todo o mundo em consequência do excesso de consumo.
Em vez disso, o apelo ao consumo foi a nota dominante, pois só ele poderia dar a ilusão de uma economia crescente e estável.
Aliás, o automóvel sempre foi a melhor fonte de receita do Estado, com duplicação de impostos na sua venda, com os impostos que sobrecarregam excessivamente os custos dos combustíveis, os impostos arrecadados nos custos de manutenção e, finalmente, os elevados valores de multas que são aplicadas ao longo do ano.
Não sei a quanto equivalerá tudo isto, mas não será pouca coisa nas receitas do Estado.
Será por isso que, em Portugal, os carros e os combustíveis são tão caros? Mas não é por isso que são menos comprados, substituídos e usados.