O passado dia 1 de Outubro foi dedicado ao idoso mas, a menos a habitual falta de consideração e de respeito que os mais novos cada vez mais revelam pelos mais velhos, nada me pareceu fora do habitual nem me dei conta de qualquer reflexão adequada ao evento.
A comunicação social, como de costume, quase reduz a questão da terceira idade à velhice desvalida, com realce para a solidão e para o abandono, e pouco mais. Este é um problema sério para o qual a sociedade terá de encontrar solução rapidamente. Mas o cada vez mais elevado número de idosos a par do decréscimo de nascimentos, o que vai transformando a “pirâmide” etária numa “árvore” com caule cada vez mais alto e mais fino, coloca problemas determinantes para o modo de viver em sociedade.
Em Portugal o número de idosos é já superior ao de crianças, sendo previsível que mais para meio do século a relação seja já de três a quatro para um, com tendência para aumentar rapidamente.
Nos últimos anos a população decresceu fortemente abaixo dos vinte e cinco anos, enquanto cresceu significativamente acima dos sessenta.
Este não é um fenómeno apenas português porque por toda a Europa a situação é semelhante, o que vai transformando o “Velho Continente” num Continente cada vez mais velho.
Governar sem levar em consideração esta “dinâmica etária” corresponderá a não fazer as previsões correctas e, consequentemente, a não preparar o país (e a Europa) para uma situação a que corresponderão problemas bem diferentes dos que agora se colocam, nomeadamente no domínio da solidariedade social.
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ACORDO ORTOGRÁFICO
O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.
domingo, 3 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
OS “TROCOS” E A INSÓNIA DE TEIXEIRA DOS SANTOS
Às críticas que ouviu pelos cortes que fez na despesa, sobretudo às que fizeram notar a ausência de outros que corresponderiam a casos de maus contratos e parcerias, organismos excessivos, controlo de desperdícios, etc, Teixeira dos Santos respondeu tratar-se de “trocos” pois, para a resolução dos problemas que temos, não bastam centenas de milhões porque serão necessários milhares de milhões de euros.
Parece, numa apreciação rápida, que poderá ter razão. Mas, reflectindo melhor, verificaremos que foi o desperdício de várias dezenas ou centenas de milhões durante anos e anos que deram lugar à necessidade dos milhares de milhões que o Ministro das Finanças vai buscar aos salários de trabalhadores da função pública, ao cancelamento de benefícios fiscais e à arrecadação de mais impostos, deste modo reduzindo, consideravelmente, o nível de vida de que depende a dinâmica económica.
Não sou partidário desta economia baseada no consumismo que não pode crescer indefinidamente mas já atingiu níveis incompatíveis com uma boa gestão dos recursos naturais e, cada vez mais, afecta os equilíbrios ambientais necessários à vida. Apesar disso, não creio que seja possível ou desejável corrigir abruptamente este sistema de economia em permanente crise porque, por essa via, será uma catástrofe e não uma correcção o que se alcançará.
O Ministro das Finanças já deu provas de não ser capaz da gestão equilibrada que exige previsões que nunca soube fazer, do que resultou uma sucessão de programas de austeridade, na qual, por certo, este agora apresentado não será o último. Com ele o ministro evitou a sua insónia, deixando para a maior parte de nós as preocupações que nos não vão deixar dormir descansados!
Parece, numa apreciação rápida, que poderá ter razão. Mas, reflectindo melhor, verificaremos que foi o desperdício de várias dezenas ou centenas de milhões durante anos e anos que deram lugar à necessidade dos milhares de milhões que o Ministro das Finanças vai buscar aos salários de trabalhadores da função pública, ao cancelamento de benefícios fiscais e à arrecadação de mais impostos, deste modo reduzindo, consideravelmente, o nível de vida de que depende a dinâmica económica.
Não sou partidário desta economia baseada no consumismo que não pode crescer indefinidamente mas já atingiu níveis incompatíveis com uma boa gestão dos recursos naturais e, cada vez mais, afecta os equilíbrios ambientais necessários à vida. Apesar disso, não creio que seja possível ou desejável corrigir abruptamente este sistema de economia em permanente crise porque, por essa via, será uma catástrofe e não uma correcção o que se alcançará.
O Ministro das Finanças já deu provas de não ser capaz da gestão equilibrada que exige previsões que nunca soube fazer, do que resultou uma sucessão de programas de austeridade, na qual, por certo, este agora apresentado não será o último. Com ele o ministro evitou a sua insónia, deixando para a maior parte de nós as preocupações que nos não vão deixar dormir descansados!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
FALANDO DO PORTUGAL MAL CONHECIDO
Quando, em Bruxelas, um Olli qualquer elogia as medidas de austeridade que a incompetência do governo português tornou necessárias e depois daquele humilhante relatório em que a OCDE nos diz como devemos governar-nos, duas notícias de repercussão mundial, fui procurar aquelas que não são realçadas em títulos de caixa alta.
Dentre as publicadas hoje, três me dão conta de que, para além de políticos desqualificados, há neste Portugal gente de grande mérito e valor que muito poucos louvam e ainda menos conhecem.
Dois jovens estudantes de Odemira alcançaram, na Final Europeia de Jovens Cientistas, um brilhante terceiro lugar; Depois de o ser nos transplantes hepáticos com dador cadáver, Portugal é já, também, líder mundial nos transplantes renais, enquanto se coloca no limiar da auto-suficiência nesta arte cirúrgica; O programa português e-escola, agora denominado e-scholl, vai ser implementado em vinte países, num programa liderado pela União Internacional de Telecomunicações.
Mais ainda, a Entidade Reguladora do Sector da Água e Resíduos comunica que em 98% dos sistemas de abastecimento de água são cumpridas as normas de qualidade impostas, o que, com toda a certeza, nos coloca em plano mundial destacado.
De outras coisas mais poderia aqui falar para mostrar que, para além da política em que a incompetência é distinguida e das finanças onde são as varas podres que mais crescem, somos um povo com méritos que nos permitem ombrear com outro povo qualquer.
Dentre as publicadas hoje, três me dão conta de que, para além de políticos desqualificados, há neste Portugal gente de grande mérito e valor que muito poucos louvam e ainda menos conhecem.
Dois jovens estudantes de Odemira alcançaram, na Final Europeia de Jovens Cientistas, um brilhante terceiro lugar; Depois de o ser nos transplantes hepáticos com dador cadáver, Portugal é já, também, líder mundial nos transplantes renais, enquanto se coloca no limiar da auto-suficiência nesta arte cirúrgica; O programa português e-escola, agora denominado e-scholl, vai ser implementado em vinte países, num programa liderado pela União Internacional de Telecomunicações.
Mais ainda, a Entidade Reguladora do Sector da Água e Resíduos comunica que em 98% dos sistemas de abastecimento de água são cumpridas as normas de qualidade impostas, o que, com toda a certeza, nos coloca em plano mundial destacado.
De outras coisas mais poderia aqui falar para mostrar que, para além da política em que a incompetência é distinguida e das finanças onde são as varas podres que mais crescem, somos um povo com méritos que nos permitem ombrear com outro povo qualquer.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
E SE O FMI ENTRAR…
Aparecem, por vezes, nesses programas de “antena aberta” uns “especialistas” que dizem barbaridades, como não poderia ser outra coisa o produto de uma ignorância mal disfarçada em números e datas que possuem às dúzias nas suas bases de dados.
Acabo de ouvir, num desses programas, uma “convidada” afirmar, a propósito da possibilidade de não ser aprovado o OE, que “sendo assim, o melhor seria dizer ao FMI que não somos capazes de nos governar, venham cá fazê-lo por nós”.
Ora, toda a gente deveria saber que o FMI não governa ninguém. Quando entra, o FMI faz o “arresto” dos bens “penhorados” pela dívida soberana que os governos de Sócrates fizeram subir em flecha, pois o seu objectivo não é o de governar e, no que nos impuser, nunca colocará o interesse dos portugueses acima dos de quem se sente obrigado a defender, dos de quem compra “dívida portuguesa” e ate já o faz assumindo, descaradamente, o papel de agiotas que cobram juros elevadíssimos.
Nesta política de querer salvar o país condenando o seu povo, o governo não encontra alternativas à colecta agressiva de impostos que não param de subir, porque não é capaz de acabar com os compromissos de tantos tachos que criou nos tão famosos “jobs for the boys” que tantos milionários sem mérito já produziram.
Parece-me possível dizer não ao “estrangulamento” dos cidadãos por impostos que, relativamente ao seu nível de vida, são os mais penalizadores da Europa, sem que o FMI meta o bedelho na nossa casa já sem crédito.
Afino pelo diapasão de quem diz que não nos será possível perder mais um ano, depois de tantos já perdidos!
Acabo de ouvir, num desses programas, uma “convidada” afirmar, a propósito da possibilidade de não ser aprovado o OE, que “sendo assim, o melhor seria dizer ao FMI que não somos capazes de nos governar, venham cá fazê-lo por nós”.
Ora, toda a gente deveria saber que o FMI não governa ninguém. Quando entra, o FMI faz o “arresto” dos bens “penhorados” pela dívida soberana que os governos de Sócrates fizeram subir em flecha, pois o seu objectivo não é o de governar e, no que nos impuser, nunca colocará o interesse dos portugueses acima dos de quem se sente obrigado a defender, dos de quem compra “dívida portuguesa” e ate já o faz assumindo, descaradamente, o papel de agiotas que cobram juros elevadíssimos.
Nesta política de querer salvar o país condenando o seu povo, o governo não encontra alternativas à colecta agressiva de impostos que não param de subir, porque não é capaz de acabar com os compromissos de tantos tachos que criou nos tão famosos “jobs for the boys” que tantos milionários sem mérito já produziram.
Parece-me possível dizer não ao “estrangulamento” dos cidadãos por impostos que, relativamente ao seu nível de vida, são os mais penalizadores da Europa, sem que o FMI meta o bedelho na nossa casa já sem crédito.
Afino pelo diapasão de quem diz que não nos será possível perder mais um ano, depois de tantos já perdidos!
A HISTÓRIA DE UM PAÍS QUE QUIS SER RICO!
Nas suas conjecturas sobre os regimes políticos, Aristóteles concluiu que, em teoria, todos eram bons nos seus propósitos mas divergentes nos seus efeitos pela natural tendência do Homem para a prepotência e apego ao poder.
Talvez por isso, o grande político inglês do Século XX, Wistom Churchil, considerou a democracia como o pior dos regimes com excepção dos demais conhecidos.
Passados os tempos aúreos da democracia representativa que privilegia o número, quando as coisas mais importantes se passavam no Parlamento, onde homens como Disraeli se tornaram notados pelo seu poder de argumentação, e quando a convicção era mais importante do que o conhecimento, este regime que tornou infames todos os demais tem sofrido críticas, algumas das quais pela dificuldade que sente de, por vezes, deles se destacar de modo claro.
Hoje, tomar decisões implica estar em dia com o saber sobre as questões a decidir o que, infelizmente, nem sempre é o caso. O estilo “disraeliano” continua a imperar nas atitudes de quem se esforça por fazer crer que é, aquilo que mais lhe conviria que fosse, em vez de procurar conhecer a realidade e decidir em conformidade com ela.
Mas hoje, as margens de erro consentidas são muito menores, pelo que os erros cometidos têm consequências cada vez mais graves e difíceis de reparar.
A democracia necessita de ser renovada juntando à boa cultura democrática os saberes de que necessita para decidir bem, o que conflitua com as disputas de poder que lhe são próprias e, vezes demais, fazem prevalecer o mau princípio de que os fins justificam os meios. A nossa realidade actual bem o demonstra.
Está em cena o “circo da ruína” que vai destruir Portugal.
A continuar assim, um dia se contará a “história de um país que quis ser rico”.
Talvez por isso, o grande político inglês do Século XX, Wistom Churchil, considerou a democracia como o pior dos regimes com excepção dos demais conhecidos.
Passados os tempos aúreos da democracia representativa que privilegia o número, quando as coisas mais importantes se passavam no Parlamento, onde homens como Disraeli se tornaram notados pelo seu poder de argumentação, e quando a convicção era mais importante do que o conhecimento, este regime que tornou infames todos os demais tem sofrido críticas, algumas das quais pela dificuldade que sente de, por vezes, deles se destacar de modo claro.
Hoje, tomar decisões implica estar em dia com o saber sobre as questões a decidir o que, infelizmente, nem sempre é o caso. O estilo “disraeliano” continua a imperar nas atitudes de quem se esforça por fazer crer que é, aquilo que mais lhe conviria que fosse, em vez de procurar conhecer a realidade e decidir em conformidade com ela.
Mas hoje, as margens de erro consentidas são muito menores, pelo que os erros cometidos têm consequências cada vez mais graves e difíceis de reparar.
A democracia necessita de ser renovada juntando à boa cultura democrática os saberes de que necessita para decidir bem, o que conflitua com as disputas de poder que lhe são próprias e, vezes demais, fazem prevalecer o mau princípio de que os fins justificam os meios. A nossa realidade actual bem o demonstra.
Está em cena o “circo da ruína” que vai destruir Portugal.
A continuar assim, um dia se contará a “história de um país que quis ser rico”.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
O CINTO BEM APERTADO... AI Ó JOSÉ FICA-TE BEM!
As recomendações de austeridade da OCDE não devem ter surpreendido ninguém, tal como não surpreenderam o governo que as negociou.
Naquela sessão de apresentação foi visível a satisfação do Ministro das Finanças por este precioso apoio de uma instituição “credível” – como diz o Presidente da República - e só faltaram as palmas para transformar o evento numa gala!
Não ponho em causa as medidas que a OCDE considera necessárias em função dos objectivos europeus. Nada nem ninguém nos salvará de mais um violento apertão de cinto que as circunstâncias actuais nos impõem.
Neste contexto, porém, não são as medidas sugeridas a questão mais importante de esclarecer porque útil será, em termos de experiência para futuro, saber o que as tornou necessárias.
Os socialistas, os mais hábeis a criar factos políticos e a tirar partido das circunstâncias, não terão dúvidas de que foram Durão Barroso e Santana Lopes os responsáveis.
Mas não será estranho que num breve intervalo de 2 anos, em quinze anos de governo que começaram com António Guterres, tanto se tenham degradado as finanças nacionais?
É altura para recordar o “pântano” em que Guterres disse não querer afogar-se quando se demitiu do seu cargo de Primeiro-Ministro. Então muita gente se interrogou sobre o significado de tal afirmação. Agora parece evidente!
Além disto e seja o que for que tenha acontecido, Sócrates e o seu Ministro das Finanças não foram modestos quando se vangloriaram de haver saneado, definitivamente, as finanças portuguesas ao ser atingido um défice de 3%. Depois disso sabemos o que sucedeu.
Então, para saber no que ficamos, para conhecer a causa de mais este apertão de cinto para que se não repita, uma questão deve ser esclarecida: foi Guterres quem brincou com o país ao demitir-se por um “pântano” que não existia ou foi Sócrates que se vangloriou por um êxito que não alcançou?
Naquela sessão de apresentação foi visível a satisfação do Ministro das Finanças por este precioso apoio de uma instituição “credível” – como diz o Presidente da República - e só faltaram as palmas para transformar o evento numa gala!
Não ponho em causa as medidas que a OCDE considera necessárias em função dos objectivos europeus. Nada nem ninguém nos salvará de mais um violento apertão de cinto que as circunstâncias actuais nos impõem.
Neste contexto, porém, não são as medidas sugeridas a questão mais importante de esclarecer porque útil será, em termos de experiência para futuro, saber o que as tornou necessárias.
Os socialistas, os mais hábeis a criar factos políticos e a tirar partido das circunstâncias, não terão dúvidas de que foram Durão Barroso e Santana Lopes os responsáveis.
Mas não será estranho que num breve intervalo de 2 anos, em quinze anos de governo que começaram com António Guterres, tanto se tenham degradado as finanças nacionais?
É altura para recordar o “pântano” em que Guterres disse não querer afogar-se quando se demitiu do seu cargo de Primeiro-Ministro. Então muita gente se interrogou sobre o significado de tal afirmação. Agora parece evidente!
Além disto e seja o que for que tenha acontecido, Sócrates e o seu Ministro das Finanças não foram modestos quando se vangloriaram de haver saneado, definitivamente, as finanças portuguesas ao ser atingido um défice de 3%. Depois disso sabemos o que sucedeu.
Então, para saber no que ficamos, para conhecer a causa de mais este apertão de cinto para que se não repita, uma questão deve ser esclarecida: foi Guterres quem brincou com o país ao demitir-se por um “pântano” que não existia ou foi Sócrates que se vangloriou por um êxito que não alcançou?
sábado, 25 de setembro de 2010
SÓCRATES QUER SAIR PELA PORTA GRANDE!
Depois de tantas ocasiões em que a saída pela “esquerda baixa” era a hipótese mais evidente, Sócrates tenta virar o jogo a seu favor e livrar-se deste “frete” de governar um país exaurido por tantos disparates que fez, saindo pela “porta grande”.
Já terá esgotado todos os truques possíveis, o último dos quais, perante a ingenuidade dos adversários, quase teve a magia das grandes ilusões de David Copperfield ao fazer desaparecer um avião, atravessar a muralha da China, eu sei lá que mais.
Rasteirou o PSD que, sem técnicas de equilíbrio, se espalhou ao comprido, situação de que tenta livrar-se agora.
Montando um sistema de enredadas confusões, apresentadas com a “ingenuidade” de quem apenas diz inquestionáveis verdades, o “Grupo de Sócrates” talvez se tenha inspirado no “bullying” que abusa de vítimas incapazes de defender-se.
Duas realidades lamentáveis pelo abuso de uns e pela fragilidade que outros revelam nesta luta pelo poder que, pelas ambições cada vez mais excessivas, perverte a democracia e prejudica os cidadãos.
Para Sócrates, “o mundo muda numa semana” em vez de ir mudando como o indicam os sinais que os governantes devem ir lendo para, oportunamente, se prepararem para enfrentar as dificuldades que se aproximem. Por isso a insistência deste governo em dolorosas técnicas curativas que a falta de prevenção não permitiu evitar.
Sócrates tenta sair tal como entrou: a aumentar impostos depois de afirmar o contrário!
Faz lembrar as quase desaparecidas “pescadinhas de rabo na boca” que, talvez por serem tão apreciadas, poderão dar-lhe a vitória em eleições que se sigam. Mas será que ele a deseja?
Já terá esgotado todos os truques possíveis, o último dos quais, perante a ingenuidade dos adversários, quase teve a magia das grandes ilusões de David Copperfield ao fazer desaparecer um avião, atravessar a muralha da China, eu sei lá que mais.
Rasteirou o PSD que, sem técnicas de equilíbrio, se espalhou ao comprido, situação de que tenta livrar-se agora.
Montando um sistema de enredadas confusões, apresentadas com a “ingenuidade” de quem apenas diz inquestionáveis verdades, o “Grupo de Sócrates” talvez se tenha inspirado no “bullying” que abusa de vítimas incapazes de defender-se.
Duas realidades lamentáveis pelo abuso de uns e pela fragilidade que outros revelam nesta luta pelo poder que, pelas ambições cada vez mais excessivas, perverte a democracia e prejudica os cidadãos.
Para Sócrates, “o mundo muda numa semana” em vez de ir mudando como o indicam os sinais que os governantes devem ir lendo para, oportunamente, se prepararem para enfrentar as dificuldades que se aproximem. Por isso a insistência deste governo em dolorosas técnicas curativas que a falta de prevenção não permitiu evitar.
Sócrates tenta sair tal como entrou: a aumentar impostos depois de afirmar o contrário!
Faz lembrar as quase desaparecidas “pescadinhas de rabo na boca” que, talvez por serem tão apreciadas, poderão dar-lhe a vitória em eleições que se sigam. Mas será que ele a deseja?
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