Primeiro os finlandeses, agora os ingleses e, depois, sabe-se lá quem mais, lá vai a “Europa” pondo em causa a ajuda a Portugal e mostrando as mentiras de uma União que o não é, os egoísmos que a fizeram palco de muitas disputas e guerras ao longo da História, as fraquezas de um Continente caduco que parece não conseguir, dentro de si, a força de que necessita para enfrentar a cada vez mais feroz competição económica com as grandes potências do mundo.
Deveria a Europa reflectir sobre os erros que tem cometido ao longo dos séculos e nos que comete desde que se deu conta da necessidade de uma União que lhe permitisse readquirir o protagonismo que, aos poucos, foi perdendo.
O núcleo desta união tem dificuldade em resistir à ânsia hegemónica da Alemanha, ao isolacionismo hipócrita da Inglaterra e ao tradicional chauvinismo francês, pelo que nunca será a âncora de que uma União Europeia autêntica necessitaria para se firmar.
A União Europeia não passa, nem pressinto que alguma vez consiga passar, de um aglutinado de países que foi crescendo sem etapas nem objectivos bem definidos.
Pareceu-me evidente, desde sempre, o oportunismo dos que com a adesão esperavam ajudas e, também, o daqueles que, dando-as, apenas pensavam nas vantagens de uma massa crítica que só por si não têm.
A União Europeia sente enormes dificuldades para enfrentar a crise larvar que a vai minando e não tem entendimento bastante para compreender que não se trata de uma questão de PIGS – Portugal, Itália, Grécia e Espanha - mas de toda a Europa que poderá acabar na confusão que não souber evitar.
Mal fará, pois, Portugal se, iludido por uma Europa traiçoeira, descuidar as suas próprias raízes e as que por todo o mundo lançou, se esquecer a sua vocação histórica que, jamais, se voltou para leste!
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ACORDO ORTOGRÁFICO
O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.
domingo, 8 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
A REALIDADE OU A UTOPIA SOCRÁTICA?
Depois de afirmar que estaria disposto a entender-se com um PS sem Sócrates, Passos Coelho radicaliza a decisão e afirma que, no próximo governo, ou PS ou PSD mas nunca os dois!
Habituados que estamos aos equívocos na política nacional, uma característica que se tornou mais evidente nos governos de Sócrates, temos todas as razões para pensar que esta decisão pode não ser definitiva mas, apenas, uma estratégia de momento ou uma forma mais veemente de dizer ou Sócrates ou o PSD.
Seja como for, parece-me que, perante a insistência do líder socialista em atitudes de insolente sobranceria que tenta alijar para outras costas as culpas que só as suas devem suportar, apenas uma atitude bem definida pode alertar os eleitores e evidenciar a necessidade de uma decisão mais clara quanto ao que desejam para o futuro de Portugal, evitando um prolongamento da crise política que comprometeria a recuperação de que temos imperiosa e urgente necessidade.
Passou o tempo dos “paninhos quentes” e os portugueses terão de tomar decisões concretas. Terão de decidir-se sobre como querem ver aplicado o produto dos seus sacrifícios, se em mais auto-estradas e em TGV’s se em outras infra-estruturas que melhorem efectivamente a sua qualidade de vida, se preferem mais cortes nos seus rendimentos ou a redução drástica da despesa pública pela extinção dos “tachos” criados para as clientelas políticas em empresas públicas e municipais desnecessárias, se querem continuar a suportar escandalosos encargos com gestores públicos incapazes e subservientes ou exigem uma gestão rigorosa da coisa pública, se estão dispostos a continuar a sustentar uma classe política demasiadamente populosa ou se preferem a sua redução a números mais razoáveis, em suma, os portugueses terão de decidir se querem continuar a viver a utopia socrática de uma riqueza que não têm ou se preferem adoptar um estilo de vida mais sóbrio e mais seguro que permita voltar a construir um Portugal digno da sua História.
Habituados que estamos aos equívocos na política nacional, uma característica que se tornou mais evidente nos governos de Sócrates, temos todas as razões para pensar que esta decisão pode não ser definitiva mas, apenas, uma estratégia de momento ou uma forma mais veemente de dizer ou Sócrates ou o PSD.
Seja como for, parece-me que, perante a insistência do líder socialista em atitudes de insolente sobranceria que tenta alijar para outras costas as culpas que só as suas devem suportar, apenas uma atitude bem definida pode alertar os eleitores e evidenciar a necessidade de uma decisão mais clara quanto ao que desejam para o futuro de Portugal, evitando um prolongamento da crise política que comprometeria a recuperação de que temos imperiosa e urgente necessidade.
Passou o tempo dos “paninhos quentes” e os portugueses terão de tomar decisões concretas. Terão de decidir-se sobre como querem ver aplicado o produto dos seus sacrifícios, se em mais auto-estradas e em TGV’s se em outras infra-estruturas que melhorem efectivamente a sua qualidade de vida, se preferem mais cortes nos seus rendimentos ou a redução drástica da despesa pública pela extinção dos “tachos” criados para as clientelas políticas em empresas públicas e municipais desnecessárias, se querem continuar a suportar escandalosos encargos com gestores públicos incapazes e subservientes ou exigem uma gestão rigorosa da coisa pública, se estão dispostos a continuar a sustentar uma classe política demasiadamente populosa ou se preferem a sua redução a números mais razoáveis, em suma, os portugueses terão de decidir se querem continuar a viver a utopia socrática de uma riqueza que não têm ou se preferem adoptar um estilo de vida mais sóbrio e mais seguro que permita voltar a construir um Portugal digno da sua História.
A IMATURIDADE POLÍTICA
Sócrates acusa o PSD de imaturidade política e desta afirmação apenas uma ilação se pode tirar, a de que é preciso ser hábil a mentir, a esconder a realidade e a enganar o país para se ter a experiência que ele afirma ter e pela qual entende que deve continuar a governar!
Sócrates quer governar apesar de ter afirmado categoricamente que não o faria com o FMI!
Ao longo de um governo maioritário Sócrates foi ele apenas; Ao longo de um governo minoritário quis ser ele apenas, também. Mas agora está disposto a governar seja com que for. Estará ele ávido de poder ou entenderá que, para além dele, ninguém neste país é competente para governar?
Sócrates tem a desfaçatez de afirmar que o acordo com a “Troika” demonstrou que o PEC4 era suficiente e evitaria esta humilhação a Portugal, quando a realidade mostra que o contrato de ajuda pouco ou nada tem a ver com a sucessão de PEC que Sócrates queria impingir.
Tudo demonstra que Sócrates errou sem nunca admitir o erro, que Sócrates é um auto-convencido incapaz que consegue convencer muita gente da capacidade que não tem.
A sua actuação como governante foi tão danosa que se pede já uma punição exemplar a quem destroçou as finanças de Portugal.
Por tudo isto, a Sócrates apenas resta um discurso possível, o de dizer mal dos outros, o de se vitimizar, porque nada mais terá para dizer, nada terá para propor, bem como não poderá explicar o que afirma ser o “sucesso” do seu governo que colocou Portugal às portas da bancarrota.
Foi um gastador inveterado e levou muita gente a gastar também demais para agora se encontrar no mesmo estado em que se encontra o país: falido!
Todo o “sucesso” de Sócrates se fundou na mentira, em jogos perigosos, em artifícios e artimanhas como, por exemplo, a que levou o Tribunal de Contas a aprovar contratos para construção de auto-estradas porque lhe foi sonegada informação importante que revelaria gastos de mais de 10.000 milhões de euros que os contratos não continham!
Foi este modo de agir que deixou o país na miséria, mas ricos muitos dos que têm no PS o seu “anjo da guarda”.
Sócrates quer governar apesar de ter afirmado categoricamente que não o faria com o FMI!
Ao longo de um governo maioritário Sócrates foi ele apenas; Ao longo de um governo minoritário quis ser ele apenas, também. Mas agora está disposto a governar seja com que for. Estará ele ávido de poder ou entenderá que, para além dele, ninguém neste país é competente para governar?
Sócrates tem a desfaçatez de afirmar que o acordo com a “Troika” demonstrou que o PEC4 era suficiente e evitaria esta humilhação a Portugal, quando a realidade mostra que o contrato de ajuda pouco ou nada tem a ver com a sucessão de PEC que Sócrates queria impingir.
Tudo demonstra que Sócrates errou sem nunca admitir o erro, que Sócrates é um auto-convencido incapaz que consegue convencer muita gente da capacidade que não tem.
A sua actuação como governante foi tão danosa que se pede já uma punição exemplar a quem destroçou as finanças de Portugal.
Por tudo isto, a Sócrates apenas resta um discurso possível, o de dizer mal dos outros, o de se vitimizar, porque nada mais terá para dizer, nada terá para propor, bem como não poderá explicar o que afirma ser o “sucesso” do seu governo que colocou Portugal às portas da bancarrota.
Foi um gastador inveterado e levou muita gente a gastar também demais para agora se encontrar no mesmo estado em que se encontra o país: falido!
Todo o “sucesso” de Sócrates se fundou na mentira, em jogos perigosos, em artifícios e artimanhas como, por exemplo, a que levou o Tribunal de Contas a aprovar contratos para construção de auto-estradas porque lhe foi sonegada informação importante que revelaria gastos de mais de 10.000 milhões de euros que os contratos não continham!
Foi este modo de agir que deixou o país na miséria, mas ricos muitos dos que têm no PS o seu “anjo da guarda”.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
SERÁ QUE À TERCEIRA TAMBÉM VAMOS CAIR?
Apesar da teimosia de Sócrates em manter Portugal “orgulhosamente só” como nos melhores tempos de Estado Novo e da forte censura da “Troika” ao atraso com que a ajuda foi pedida, do que resultaram medidas mais duras para a concessão do empréstimo para enfrentar a séria crise financeira que vivemos, é estranho verificar que os resultados das sondagens tanto dão a vitória a Sócrates como a Passos Coelho.
Sócrates sempre se enganou e nos enganou quer com as previsões que fazia quer com a situação que nos apresentava. Sócrates mentia ao país e continua a mentir no seu discurso de vítima da avidez de poder de quem se lhe oponha. Sócrates diz e desdiz com toda a naturalidade e levou já a campanha eleitoral para o campo da mistificação e do embuste em que é mestre como ninguém.
Tirou partido da afirmação de Passos Coelho de que o PEC4 era insuficiente e mais partido tirou, ainda, de ele não ter sido aceite pela Assembleia da República.
Sócrates culpa tudo e todos pela crise política que ele próprio causou, culpa o PSD põe ter interrompido a governação de "sucesso" que endividou o país como nenhuma outra e acusa todos de terem feito maltratado o país! Sócrates, o arquitecto deste buraco enorme em que Portugal caiu, faz-se crer a vítima dos erros que cometeu.
Mas, pelos vistos, o discurso de Sócrates cativa muita gente que prefere a esperteza saloia e o oportunismo ao bom senso, ao rigor e à legalidade.
Afinal a ajuda externa era necessária e teria sido mais frutuosa se pedida mais cedo; O PEC4 era insuficiente como dizia Passos Coelho porque tiveram de ser introduzidas reformas estruturais importantes que o novo governo terá de aprofundar nos aspectos para além dos económicos para serem eficazes; Os excessos das parcerias público-privadas, tantas vezes denunciados e criticados, são agora postos a nu pelo Tribunal de Contas que se diz enganado em mais de 10.000 milhões de euros nos processos de aprovação dos contratos de diversas auto-estradas, nos quais lhe foi sonegada informação importante. Etc, etc, etc…
Desde então o discurso de Sócrates é apenas um porque não pode ter outro: dizer que é o que todos sabem que não é, mesmo os que, seja pelo que for, o continuam a apoiar.
É um país incompreensível este!
Sócrates sempre se enganou e nos enganou quer com as previsões que fazia quer com a situação que nos apresentava. Sócrates mentia ao país e continua a mentir no seu discurso de vítima da avidez de poder de quem se lhe oponha. Sócrates diz e desdiz com toda a naturalidade e levou já a campanha eleitoral para o campo da mistificação e do embuste em que é mestre como ninguém.
Tirou partido da afirmação de Passos Coelho de que o PEC4 era insuficiente e mais partido tirou, ainda, de ele não ter sido aceite pela Assembleia da República.
Sócrates culpa tudo e todos pela crise política que ele próprio causou, culpa o PSD põe ter interrompido a governação de "sucesso" que endividou o país como nenhuma outra e acusa todos de terem feito maltratado o país! Sócrates, o arquitecto deste buraco enorme em que Portugal caiu, faz-se crer a vítima dos erros que cometeu.
Mas, pelos vistos, o discurso de Sócrates cativa muita gente que prefere a esperteza saloia e o oportunismo ao bom senso, ao rigor e à legalidade.
Afinal a ajuda externa era necessária e teria sido mais frutuosa se pedida mais cedo; O PEC4 era insuficiente como dizia Passos Coelho porque tiveram de ser introduzidas reformas estruturais importantes que o novo governo terá de aprofundar nos aspectos para além dos económicos para serem eficazes; Os excessos das parcerias público-privadas, tantas vezes denunciados e criticados, são agora postos a nu pelo Tribunal de Contas que se diz enganado em mais de 10.000 milhões de euros nos processos de aprovação dos contratos de diversas auto-estradas, nos quais lhe foi sonegada informação importante. Etc, etc, etc…
Desde então o discurso de Sócrates é apenas um porque não pode ter outro: dizer que é o que todos sabem que não é, mesmo os que, seja pelo que for, o continuam a apoiar.
É um país incompreensível este!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
EM TERRA DE CEGOS…
Já todo o mundo se preocupava com uma crise que poderia não ter precedentes, ainda Sócrates nos acalmava com a afirmação de estar Portugal em condições de ser pouco ou nada afectado, em consequência da solidez das suas finanças.
Mas a crise, cuja natureza os economistas ainda não tinham percebido bem, acabou por chegar e os juros do financiamento da dívida pública que Sócrates fizera duplicar em cinco anos, cresceram e voltaram a crescer. Porém, o governo de Sócrates, através do seu ministro das finanças, fez saber que tal acréscimo apenas seria preocupante se atingisse 7%!
Que, afinal, Portugal não conseguiria resistir à crise que também batera à sua porta, depressa se tornou evidente e os “mercados” defenderam-se aumentando ainda mais os juros do dinheiro que emprestavam. E os juros não mais pararam de crescer.
Quando se tornou mais do que evidente que uma ajuda externa era inevitável perante os compromissos excessivos que o governo havia assumido, Sócrates afirmava, ainda, a capacidade do país para resolver os seus problemas de forma autónoma, poupando os portugueses aos sacrifícios insuportáveis da intervenção do FMI.
Mais disse o “iluminado” Sócrates que jamais governaria com o FMI, pois não haveria condições para continuar a governação de sucesso deste governo do Partido Socialista. Já, então, os juros da dívida haviam ultrapassado os 10%.
De discurso em discurso a meter medo do papão ia Sócrates acalmando o pessoal, enquanto de PEC em PEC ia o governo “encanando a perna à crise” que se tornava cada vez maior.
E aconteceu o inevitável neste perigoso caminho de despudorados enganos quando, ao quarto PEC, a Assembleia da República disse BASTA!
Era a crise que Sócrates e o Presidente da República tanto tentaram evitar! E surgiu aquela patética pergunta: “como puderam fazer isto ao país?”. Foi Sócrates, o grande arquitecto do buraco em que Portugal caiu, quem a fez!
Apresentou a demissão, culpou toda a gente do sucedido e parecia ter reconhecido a sua incapacidade quando, num daqueles golpes de rins em que é perito, se dispõe a negociar a ajuda, a negoceia, se insurge contra os que julgam ter, também, algo para dizer nestas circunstâncias tão difíceis para o país e acaba a dizer que apenas ele tem condições para governar neste “pais de cegos” em que só ele tem olho!
Findas as negociações, a “Troika” que negociou a ajuda mostrou-se confiante no sucesso do acordo conseguido que considera justo quanto às condições estabelecidas. Mais ainda, os negociadores da “Troika” afirmaram que as condições poderiam ser menos severas se a ajuda tivesse sido pedida mais cedo.
Tal como havia sido já reconhecido ser necessário, este acordo vai além do nado-morto PEC4, impondo reformas que, há muito, a economia portuguesa reclamava. Mas para Sócrates foi a vitória do PEC4!!!
Esta sucessão inacreditável de factos leva-me a perguntar: quem está louco?
Eu, baralhado estou com certeza, mas não tenho dúvidas de que sofrerei muito mais do que já sofro se for Sócrates quem conduzirá o país após as próximas eleições. Mas há quem julgue que não…
Com ele, quem apostará nesta terra sem futuro?
Mas a crise, cuja natureza os economistas ainda não tinham percebido bem, acabou por chegar e os juros do financiamento da dívida pública que Sócrates fizera duplicar em cinco anos, cresceram e voltaram a crescer. Porém, o governo de Sócrates, através do seu ministro das finanças, fez saber que tal acréscimo apenas seria preocupante se atingisse 7%!
Que, afinal, Portugal não conseguiria resistir à crise que também batera à sua porta, depressa se tornou evidente e os “mercados” defenderam-se aumentando ainda mais os juros do dinheiro que emprestavam. E os juros não mais pararam de crescer.
Quando se tornou mais do que evidente que uma ajuda externa era inevitável perante os compromissos excessivos que o governo havia assumido, Sócrates afirmava, ainda, a capacidade do país para resolver os seus problemas de forma autónoma, poupando os portugueses aos sacrifícios insuportáveis da intervenção do FMI.
Mais disse o “iluminado” Sócrates que jamais governaria com o FMI, pois não haveria condições para continuar a governação de sucesso deste governo do Partido Socialista. Já, então, os juros da dívida haviam ultrapassado os 10%.
De discurso em discurso a meter medo do papão ia Sócrates acalmando o pessoal, enquanto de PEC em PEC ia o governo “encanando a perna à crise” que se tornava cada vez maior.
E aconteceu o inevitável neste perigoso caminho de despudorados enganos quando, ao quarto PEC, a Assembleia da República disse BASTA!
Era a crise que Sócrates e o Presidente da República tanto tentaram evitar! E surgiu aquela patética pergunta: “como puderam fazer isto ao país?”. Foi Sócrates, o grande arquitecto do buraco em que Portugal caiu, quem a fez!
Apresentou a demissão, culpou toda a gente do sucedido e parecia ter reconhecido a sua incapacidade quando, num daqueles golpes de rins em que é perito, se dispõe a negociar a ajuda, a negoceia, se insurge contra os que julgam ter, também, algo para dizer nestas circunstâncias tão difíceis para o país e acaba a dizer que apenas ele tem condições para governar neste “pais de cegos” em que só ele tem olho!
Findas as negociações, a “Troika” que negociou a ajuda mostrou-se confiante no sucesso do acordo conseguido que considera justo quanto às condições estabelecidas. Mais ainda, os negociadores da “Troika” afirmaram que as condições poderiam ser menos severas se a ajuda tivesse sido pedida mais cedo.
Tal como havia sido já reconhecido ser necessário, este acordo vai além do nado-morto PEC4, impondo reformas que, há muito, a economia portuguesa reclamava. Mas para Sócrates foi a vitória do PEC4!!!
Esta sucessão inacreditável de factos leva-me a perguntar: quem está louco?
Eu, baralhado estou com certeza, mas não tenho dúvidas de que sofrerei muito mais do que já sofro se for Sócrates quem conduzirá o país após as próximas eleições. Mas há quem julgue que não…
Com ele, quem apostará nesta terra sem futuro?
terça-feira, 3 de maio de 2011
SÓCRATES, O ALQUIMISTA
Lembro-me de, numa das primeiras telenovelas brasileiras chamada Casarão, um ancião de nome Atílio passar dias e dias remexendo a trampa que enchia uma velha banheira na esperança de a transformar em ouro! Acabou o homem por morrer sem alcançar tal sucesso, assim como aconteceu com milhares, com todos os alquimistas.
É o que me parece Sócrates quando consegue ver felicidade na infelicidade a que a sua incompetência nos condenou.
Também me lembro de como, naqueles tempos de um jogo de futebol internacional por época, o ansiosamente esperado Portugal-Espanha, sempre conseguíamos “vitórias” mesmo quando o resultado nos era desfavorável, como era habitual! Eram “vitórias morais” que nos permitiam manter erguida a cabeça e quase dizer que éramos os melhores do mundo!
É o que me parece acontecer quando Sócrates proclama sucesso onde, claramente, o não há.
Estas trapaças frequentes e nas quais Sócrates é mestre, ou mesmo doutorado, voltaram a estar em evidência nas suas declarações para informar o país de que as negociações com a Troica haviam terminado, tendo o seu governo conseguido um excelente acordo.
Os 13º e 14º meses não serão retirados, como alguns jornais anunciaram e os compromissos relativos ao défice orçamental eram mais favoráveis do que os assumidos pelo seu governo perante a União Europeia...
Não disse onde a Troica irá garantir as poupanças com que pagaremos o empréstimo que nos vai fazer, mas é já bom saber que não haverá mais cortes de salários, despedimentos na função pública, blá blá blá…
Se nos lembrarmos do seu prognóstico terrífico quando não foi aceite o “seu” salvífico PEC4, de como iríamos sofrer na pele a bestial dureza do FMI, suspiramos de alívio e quase nos apetece dançar de alegria perante tão “boas notícias” que nos trouxe ou, mesmo até, aclamá-lo como herói! Mas os "aprofundamentos" de algumas medidas do PEC4 que Sócrates não detalhou...
É grande a lata de quem nunca estaria disposto a governar com o FMI e agora se sente tão feliz pelo excelente acordo que fez com ele e com ele deseja governar!
É o que me parece Sócrates quando consegue ver felicidade na infelicidade a que a sua incompetência nos condenou.
Também me lembro de como, naqueles tempos de um jogo de futebol internacional por época, o ansiosamente esperado Portugal-Espanha, sempre conseguíamos “vitórias” mesmo quando o resultado nos era desfavorável, como era habitual! Eram “vitórias morais” que nos permitiam manter erguida a cabeça e quase dizer que éramos os melhores do mundo!
É o que me parece acontecer quando Sócrates proclama sucesso onde, claramente, o não há.
Estas trapaças frequentes e nas quais Sócrates é mestre, ou mesmo doutorado, voltaram a estar em evidência nas suas declarações para informar o país de que as negociações com a Troica haviam terminado, tendo o seu governo conseguido um excelente acordo.
Os 13º e 14º meses não serão retirados, como alguns jornais anunciaram e os compromissos relativos ao défice orçamental eram mais favoráveis do que os assumidos pelo seu governo perante a União Europeia...
Não disse onde a Troica irá garantir as poupanças com que pagaremos o empréstimo que nos vai fazer, mas é já bom saber que não haverá mais cortes de salários, despedimentos na função pública, blá blá blá…
Se nos lembrarmos do seu prognóstico terrífico quando não foi aceite o “seu” salvífico PEC4, de como iríamos sofrer na pele a bestial dureza do FMI, suspiramos de alívio e quase nos apetece dançar de alegria perante tão “boas notícias” que nos trouxe ou, mesmo até, aclamá-lo como herói! Mas os "aprofundamentos" de algumas medidas do PEC4 que Sócrates não detalhou...
É grande a lata de quem nunca estaria disposto a governar com o FMI e agora se sente tão feliz pelo excelente acordo que fez com ele e com ele deseja governar!
E QUEM VAI PAGAR, QUEM É?
Não têm qualquer organização que os defenda, pois não sei de nenhum Sindicato dos Reformados, não terão, pela sua idade, grande disponibilidade para manifestações ruidosas e, nem sequer, têm como fazer uma greve daquelas cujas consequências o Estado, a quem ao longo da vida de trabalho entregaram o seu dinheiro, pudesse sentir na pele!
São os cordeiros prontinhos a tosquiar para deixarem, nos cofres do Estado que os explorou, mais de mil e quinhentos milhões de euros por ano, sabe-se lá durante quantos anos!
Este será um dos aspectos que o governo socialista – que parece não gostar de jogar às cartas, mas adora brincar aos “engenheiros” – está a negociar com a Troica como uma das condições para receber o dinheiro de que necessita para pagar os compromissos que assumiu em consequência das suas loucuras de grandeza a que gosta de chamar “progresso”!
Todo o “regime forte” tem a sua arquitectura própria, as suas obras grandiosas com que deixa as suas marcas na História! É a arquitectura de regime que, no regime socrático tem como expoente máximo uma invejável rede de auto-estradas. Estas vão sair-nos muito caras.
E já agora, apetece-me perguntar por qual razão se foi buscar o termo TROICA (ou será troyka), tão conotado com o regime ditatorial soviético, para designar os que aqui estão para nos escanhoar?
Espero que estejam, já a esculpir a medalha que o país dará ao Sócrates.
São os cordeiros prontinhos a tosquiar para deixarem, nos cofres do Estado que os explorou, mais de mil e quinhentos milhões de euros por ano, sabe-se lá durante quantos anos!
Este será um dos aspectos que o governo socialista – que parece não gostar de jogar às cartas, mas adora brincar aos “engenheiros” – está a negociar com a Troica como uma das condições para receber o dinheiro de que necessita para pagar os compromissos que assumiu em consequência das suas loucuras de grandeza a que gosta de chamar “progresso”!
Todo o “regime forte” tem a sua arquitectura própria, as suas obras grandiosas com que deixa as suas marcas na História! É a arquitectura de regime que, no regime socrático tem como expoente máximo uma invejável rede de auto-estradas. Estas vão sair-nos muito caras.
E já agora, apetece-me perguntar por qual razão se foi buscar o termo TROICA (ou será troyka), tão conotado com o regime ditatorial soviético, para designar os que aqui estão para nos escanhoar?
Espero que estejam, já a esculpir a medalha que o país dará ao Sócrates.
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