Enquanto o país sofre as agruras de uma dura austeridade que, por ora, não há como evitar, outros insistem na defesa de interesses e regalias que à maioria de nós foram vedados.
Tal como ninguém se cura depressa de doença grave, também nenhum país se recupera de uma situação de quase bancarrota com a rapidez que as dores sofridas para o conseguir fazem desejar.
Tanto se fala de equidade e tão pouco se entende que a maioria, a grande maioria que mais sente a austeridade não tem modo de escapar aos inconvenientes que lhe causam as greves que certos sectores podem facil e estrategicamente fazer.
Obviamente que, para além destes transtornos, a economia nacional se ressente com tais atitudes, tornando mais dura a austeridade a que as carências financeitas vão obrigar todos nós.
Depois dos transportes que parecem ter encalhado em sucessivas greves que causam transtornos imensos a quem deles se serve para se deslocar, são agora os trabalhadores portuários que decidem “ajudar” a fraca economia portuguesa com uma greve que mais a debilitará.
Enfraquecido o poder de compra da população, a correspondente queda da procura interna afetou muito a economia e apenas as exportações podem evitar uma recessão ainda maior, o que parecia estar a ser conseguido.
Porém, a crise fez decrescer as nossas exportações para o espaço europeu onde toda a economia abrandou. Restava o esforço de aumentar o que exportamos para outras partes de mundo e através dos portos marítimos se escoa em maioria.
O efeito da greve que vai ter lugar é óbvio e todos nós iremos sofrer os seus efeitos, quem sabe em qual medida ou se até um ponto que torne inúteis os esforços que vimos fazendo.
No Jornal de Notícias de hoje pode ler-se “O director-executivo da Associação dos Agentes de Navegação, Belmar da Costa, diz que a greve dos trabalhadores portuários, que decorre até sexta-feira, vai impedir a atracagem de 80 a 100 navios nos portos portugueses e causar prejuízos "inquantificáveis".
Quem quererá destruir a economia portuguesa?
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ACORDO ORTOGRÁFICO
O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
QUANDO AS PESSOAS SOUBEREM...
António Arnaut, ex-grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, fez a seguinte declaração numa entrevista na TSF:
"O facto de se pertencer à Maçonaria não é um inconveniente, deve ser uma vantagem, quando as pessoas souberem o que é a Maçonaria, porque o maçon tem de ser, por definição, um homem reto, tolerante, íntegro, acima de qualquer suspeita."
Em princípio, pela polémica que o facto de se pertencer ou não à maçonaria ultimamente tem levantado, esta declaração deveria ser apaziguadora das desconfianças que pudessem existir.
De facto, a questão está em as pessoas não saberem o que é esta sociedade secreta nem o que sejam os seus propósitos, precisamente porque é secreta e assim se mantém, sem que seja previsível que alguma vez se tornem públicos os seus “estatutos”, os seus objetivos e os processos adotados para os atingir. O que é secreto é mesmo assim. Por isso não pode alguém surpreender-se se, por pertencer a uma sociedade secreta e por mais elevados que sejam os seus propósitos, ser objecto de desconfiança como o é, aliás, tudo o que se não conhece.
António Arnaut refere “quando as pessoas souberem o que é a Maçonaria...”, quase uma sugestão de que dia as pessoas o irão saber, e definiu um “maçon” como alguém com todas as qualidades que mais se podem apreciar num ser humano.
Se assim é, apetece-me perguntar porque o não dizem logo?
Se o não dizem eu até poderei questionar se tal acontece porque se trata de uma organização elitista ou porque nela existe algo de que o grande público não iria gostar.
Seja o que for, é claro que prefiro que sejam pessoas de elevado nível cívico. Mas...
"O facto de se pertencer à Maçonaria não é um inconveniente, deve ser uma vantagem, quando as pessoas souberem o que é a Maçonaria, porque o maçon tem de ser, por definição, um homem reto, tolerante, íntegro, acima de qualquer suspeita."
Em princípio, pela polémica que o facto de se pertencer ou não à maçonaria ultimamente tem levantado, esta declaração deveria ser apaziguadora das desconfianças que pudessem existir.
De facto, a questão está em as pessoas não saberem o que é esta sociedade secreta nem o que sejam os seus propósitos, precisamente porque é secreta e assim se mantém, sem que seja previsível que alguma vez se tornem públicos os seus “estatutos”, os seus objetivos e os processos adotados para os atingir. O que é secreto é mesmo assim. Por isso não pode alguém surpreender-se se, por pertencer a uma sociedade secreta e por mais elevados que sejam os seus propósitos, ser objecto de desconfiança como o é, aliás, tudo o que se não conhece.
António Arnaut refere “quando as pessoas souberem o que é a Maçonaria...”, quase uma sugestão de que dia as pessoas o irão saber, e definiu um “maçon” como alguém com todas as qualidades que mais se podem apreciar num ser humano.
Se assim é, apetece-me perguntar porque o não dizem logo?
Se o não dizem eu até poderei questionar se tal acontece porque se trata de uma organização elitista ou porque nela existe algo de que o grande público não iria gostar.
Seja o que for, é claro que prefiro que sejam pessoas de elevado nível cívico. Mas...
O PORTUGAL DOS PEQUENINOS
Se dúvidas pudesse ter, agora já as não tenho acerca das verdadeiras razões que levaram a família Soares dos Santos a colocar os seus bens na Holanda. É que Portugal pode não ficar no EURO!
Este risco que levou o acionista maior do Pingo Doce a por os seus capitais a bom recato, para o que diz ter todo o direito, levará mais gente a fazer o mesmo e, sendo assim, por que razão outros capitais, os do investimento estrangeiro de que tanto necessitamos, haverão de vir para Portugal?
Aqui está o que poderá ser uma enorme diferença entre outras circunstâncias em que Portugal teve de se reerguer e esta que tantos sacrifícios nos está a impor, porque agora nada, ou muito pouco, já é português. Nem sequer a alma!
Aqui está porque em vez do sucesso de outros tempos, poderemos ser vítimas de um rotundo falhanço!
O orgulho nacional já não existe e, definitivamente, o amor ao capital suplanta todos os que, no coração de alguém, possam existir. Que tristeza!
É natural que se assista a uma fuga de ratos como nunca antes por aqui se vira e que este Portugal, outrora o orgulho dos portugueses, fique agora a ser o Portugal dos pequeninos!
Mas se dos pequeninos é o futuro, havemos de reergue-lo.
Este risco que levou o acionista maior do Pingo Doce a por os seus capitais a bom recato, para o que diz ter todo o direito, levará mais gente a fazer o mesmo e, sendo assim, por que razão outros capitais, os do investimento estrangeiro de que tanto necessitamos, haverão de vir para Portugal?
Aqui está o que poderá ser uma enorme diferença entre outras circunstâncias em que Portugal teve de se reerguer e esta que tantos sacrifícios nos está a impor, porque agora nada, ou muito pouco, já é português. Nem sequer a alma!
Aqui está porque em vez do sucesso de outros tempos, poderemos ser vítimas de um rotundo falhanço!
O orgulho nacional já não existe e, definitivamente, o amor ao capital suplanta todos os que, no coração de alguém, possam existir. Que tristeza!
É natural que se assista a uma fuga de ratos como nunca antes por aqui se vira e que este Portugal, outrora o orgulho dos portugueses, fique agora a ser o Portugal dos pequeninos!
Mas se dos pequeninos é o futuro, havemos de reergue-lo.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
O CLUBE DA BANCARROTA
Desde que entrámos na UE, sempre “disputámos” com a Grécia o último lugar da tabela que alinha as diversas economias e classifica os países pelos seus níveis de vida. Sempre, ou éramos os mais pobres ou quase...
Agora as coisas mudaram, mas é ainda com a Grécia que continuamos a disputa, desta vez para o primeiro lugar. No Clube da Bancarrota, claro está! Um clube que a cada dia que passa maior se torna e onde já se encontram países que nem pela cabeça nos passaria ver por ali. Outros o tornarão maior, estou certo.
Portugal ocupa o segundo lugar, com os gregos a liderar com uma razoável distância que cavaram com as imprevidências dos que não compreenderam, ainda, a situação em que se encontram nem os perigos a que estão expostos.
Fizeram e fazem manifestações e greves, provocaram e provocam distúrbios e impedem ou retardaram as reformas necessárias para recuperar o país, bem como não aceitam nem colaboram com as medidas de austeridade que a pobreza em que caíram inevitavelmente lhes impõe.
Dá pena ver em condições tão lamentáveis um país que conserva o nome de uma das civilizações mais antigas do mundo, de tal modo que será muito difícil evitar o pior.
Tal como outrora deram exemplos, também agora os dão mas pelas piores razões.
Infelizmente, poucas vezes prestamos a atenção que merecem os erros dos outros para evitar que os cometamos também. É disso prova o apontar-se a Grécia como exemplo de consequências funestas das medidas estruturantes e de austeridade que lhe são impostos por aqueles a quem, em hora de desespêro, pediram ajuda. Não se diz é por que razão as coisas correm tão mal.
É de temer que em Portugal, um país que deu mundos ao mundo e, por isso, de uma grande importância histórica também, as coisas se agudizem porque a austeridade é sempre difícil de suportar. Mas é mais ainda quando a esperança se desvanece em teorias que a realidade não reconhece ou em atitudes de revolta que a nenhuma melhoria conduzem.
Manifestações e greves que apenas prejudicam o povo de quem a democracia diz ser o poder que outros assumem, colocam-nos na senda de um exemplo que deveríamos ter a maior preocupação em evitar.
O povo não é o maior culpado da situação a que se chegou, porque apenas se deixou iludir por facilidades que o não eram, por uma riqueza que não existia, por uma vida fácil que era mentira! Dizer-lhe que se pode manter e que a austeridade é um roubo, é a ilusão que certos interesses políticos procuram criar e os mais descuidados aceitam. Por isso protestam contra o que a dura realidade impõe. Um só destino os espera, uma austeridade ainda maior!
Quase parece uma antecipação masoquista dos tormentos que tantos erros, cometidos ao longo de tanto tempo, nos vão fazer sofrer.
Ainda conservo alguma esperança de que os portugueses vão entender a tempo os perigos a que, procedendo assim, se expõem.
Diz o povo que “quem se não sente não é filho de boa gente”, por isso é natural e justo que manifestemos o nosso desagrado. Mas lutar contra a realidade é, simplesmente, disparate.
Agora as coisas mudaram, mas é ainda com a Grécia que continuamos a disputa, desta vez para o primeiro lugar. No Clube da Bancarrota, claro está! Um clube que a cada dia que passa maior se torna e onde já se encontram países que nem pela cabeça nos passaria ver por ali. Outros o tornarão maior, estou certo.
Portugal ocupa o segundo lugar, com os gregos a liderar com uma razoável distância que cavaram com as imprevidências dos que não compreenderam, ainda, a situação em que se encontram nem os perigos a que estão expostos.
Fizeram e fazem manifestações e greves, provocaram e provocam distúrbios e impedem ou retardaram as reformas necessárias para recuperar o país, bem como não aceitam nem colaboram com as medidas de austeridade que a pobreza em que caíram inevitavelmente lhes impõe.
Dá pena ver em condições tão lamentáveis um país que conserva o nome de uma das civilizações mais antigas do mundo, de tal modo que será muito difícil evitar o pior.
Tal como outrora deram exemplos, também agora os dão mas pelas piores razões.
Infelizmente, poucas vezes prestamos a atenção que merecem os erros dos outros para evitar que os cometamos também. É disso prova o apontar-se a Grécia como exemplo de consequências funestas das medidas estruturantes e de austeridade que lhe são impostos por aqueles a quem, em hora de desespêro, pediram ajuda. Não se diz é por que razão as coisas correm tão mal.
É de temer que em Portugal, um país que deu mundos ao mundo e, por isso, de uma grande importância histórica também, as coisas se agudizem porque a austeridade é sempre difícil de suportar. Mas é mais ainda quando a esperança se desvanece em teorias que a realidade não reconhece ou em atitudes de revolta que a nenhuma melhoria conduzem.
Manifestações e greves que apenas prejudicam o povo de quem a democracia diz ser o poder que outros assumem, colocam-nos na senda de um exemplo que deveríamos ter a maior preocupação em evitar.
O povo não é o maior culpado da situação a que se chegou, porque apenas se deixou iludir por facilidades que o não eram, por uma riqueza que não existia, por uma vida fácil que era mentira! Dizer-lhe que se pode manter e que a austeridade é um roubo, é a ilusão que certos interesses políticos procuram criar e os mais descuidados aceitam. Por isso protestam contra o que a dura realidade impõe. Um só destino os espera, uma austeridade ainda maior!
Quase parece uma antecipação masoquista dos tormentos que tantos erros, cometidos ao longo de tanto tempo, nos vão fazer sofrer.
Ainda conservo alguma esperança de que os portugueses vão entender a tempo os perigos a que, procedendo assim, se expõem.
Diz o povo que “quem se não sente não é filho de boa gente”, por isso é natural e justo que manifestemos o nosso desagrado. Mas lutar contra a realidade é, simplesmente, disparate.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
NAS COSTAS DOS OUTROS...
Apesar da “mercosíssima” garantia de que o euro resistirá, que a Europa vai superar a crise e ouvir Obama dizer que os Estados Unidos irão recuperar também, é preocupante saber que Lucas Padademos, primeiro ministro grego, afirma que a Grécia entrará, no próximo mês de Março, em bancarrota descontrolada se não se mantiver o fluxo de empréstimos externos, o próximo dos quais no valor de centro e trinta mil milhões de euros!!! Terá manifestado esta situação aos sindicatos de trabalhadores com os quais se reuniu e se mostram pouco dispostos a concordar com a redução do salário mínimo que na Grécia é de setecentos e cinquenta euros e com reduções nos subsídios de férias e de Natal, condições que os prestamistas exigem para continuarem a financiar a economia grega. Eles lá saberão “as linhas com que se cosem”, mas é cada vez mais evidente o que os espera, a confusão geral e o regresso a um “dracma” do qual serão precisos muitos, mesmo muitos para comprar um simples pão.
Atendendo ao tempo em que a Grécia já se encontra nesta situação financeira descontrolada que uma elevada agitação social ainda mais descontrola, parecendo ser cada vez mais provável que o descalabro seja o desfecho mais provável, é de temer que suceda o pior e que, como em outras circustâncias tem acontecido, a situação se propague ou, melhor dizendo talvez, mostre como se trata de uma epidemia que a todos já afetou.
As circunstâncias em que esta crise se gerou, se desenvolveu e se mantém são uma novidade que torna inúteis as mezinhas com que os economistas trataram as doenças passadas desta economia que foi longe demais nas suas necessidades de crescimento constante.
Torna-se cada vez mais óbvia a necessidade de dar uns passos atrás e de recomeçar, porém seguindo por outra via mais conforme com os ciclos dos recursos naturais que esta voraz economia já quase exauriu e ao ambiente indispensável à vida que já degradou até níveis difíceis de recuperar.
Talvez seja isto a que Passos Coelho chama “empobrecer”. Mas eu diria antes que será a via para a recuperação de valores e de condições que a Humanidade perdeu e são essenciais para a sua sobrevivência.
Parece ser concensual que andámos tempo demais a viver acima das nossas possibilidades. Nós e os outros, também. Mas o que parece é que se tem a tola pretensão de por as finanças em ordem para, depois, se voltar a gastar demais.
Melhor será termos juízo porque, como diz o povo, “nas costas do outros lemos as nossas”.
Atendendo ao tempo em que a Grécia já se encontra nesta situação financeira descontrolada que uma elevada agitação social ainda mais descontrola, parecendo ser cada vez mais provável que o descalabro seja o desfecho mais provável, é de temer que suceda o pior e que, como em outras circustâncias tem acontecido, a situação se propague ou, melhor dizendo talvez, mostre como se trata de uma epidemia que a todos já afetou.
As circunstâncias em que esta crise se gerou, se desenvolveu e se mantém são uma novidade que torna inúteis as mezinhas com que os economistas trataram as doenças passadas desta economia que foi longe demais nas suas necessidades de crescimento constante.
Torna-se cada vez mais óbvia a necessidade de dar uns passos atrás e de recomeçar, porém seguindo por outra via mais conforme com os ciclos dos recursos naturais que esta voraz economia já quase exauriu e ao ambiente indispensável à vida que já degradou até níveis difíceis de recuperar.
Talvez seja isto a que Passos Coelho chama “empobrecer”. Mas eu diria antes que será a via para a recuperação de valores e de condições que a Humanidade perdeu e são essenciais para a sua sobrevivência.
Parece ser concensual que andámos tempo demais a viver acima das nossas possibilidades. Nós e os outros, também. Mas o que parece é que se tem a tola pretensão de por as finanças em ordem para, depois, se voltar a gastar demais.
Melhor será termos juízo porque, como diz o povo, “nas costas do outros lemos as nossas”.
BOM OU MAU?
Leio hoje num jornal, uma notícia que diz “ Apesar de ainda faltarem os dados de Dezembro, as multas de trânsito que foram passadas nos primeiros 11 meses do ano passado ultrapassaram os 80 milhões de euros, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária – o que dá uma média de cerca de 250 mil euros por dia, um aumento de 13% em relação a 2010.”
Nas condições em que se encontram as finanças do Estado, vale aquele ditado “tudo o que vem à rede, é peixe”. Mas será este o melhor significado deste incremento elevado das receitas das contraordenações?
Quando vejo estas notícias, vem-me sempre à ideia o que sucederia se, como num passo de mágica, todos os condutores passassem a conduzir com todo o cuidado, reduzindo os acidentes e as infrações àquele mínimo que o acaso não deixa que não exista.
Acrescente-se a isto que todos passávamos a racionalizar o uso do automóvel e a cuidar bem da sua manutenção para que dure o mais possível, ao mesmo tempo que faríamos um uso mais intenso dos transportes públicos. Tudo isto, aliás, em perfeito acordo com o que nos recomendam que façamos.
Reduzir-se-iam os acidentes o que, de todos os pontos de vista é, sem dúvida, um bem! Mas os Estado cobraria muito menos no imposto automóvel e no IVA, as receitas dos combustíveis, correspondentes a metade do seu preço, baixariam de um modo significativo, a indústria automóvel entraria em crise, faliriam muitas empresas de mecânica, bate-chapa e pintura, as companhias de seguros de automóveis sentiriam, também, os efeitos da segurança e da prudência dos condutores porque nada justificaria os prémios elevados que cobram, as portagens nas autoestradas cairiam para valores bem menores, enfim, haveria toda uma série de consequências na economia que não seriam, de todo, de pouca monta. Diria, até, que significariam um enorme “estoiro” numa economia que tem no automóvel e nos combustíveis uma fonte significativa das suas receitas.
Não tenho elementos para fazer tais contas mas creio que, se todos tivéssemos juízo, a economia ficaria de pantanas. Ou será que já está?
Curioso é que, por efeito da “crise”, uma parte significativa destes efeitos serão sentidos mesmo sem que, para isso, tenhamos de ser mais cuidadosos na condução e no uso do automóvel, o que significa que persistirão os efeitos mais nocivos da forma pouco cuidada como o usamos que são os acidentes que causam mortos e feridos em número excessivo, sobretudo nas férias e nas épocas festivas, como ainda agora sucedeu na passagem do ano.
Nas condições em que se encontram as finanças do Estado, vale aquele ditado “tudo o que vem à rede, é peixe”. Mas será este o melhor significado deste incremento elevado das receitas das contraordenações?
Quando vejo estas notícias, vem-me sempre à ideia o que sucederia se, como num passo de mágica, todos os condutores passassem a conduzir com todo o cuidado, reduzindo os acidentes e as infrações àquele mínimo que o acaso não deixa que não exista.
Acrescente-se a isto que todos passávamos a racionalizar o uso do automóvel e a cuidar bem da sua manutenção para que dure o mais possível, ao mesmo tempo que faríamos um uso mais intenso dos transportes públicos. Tudo isto, aliás, em perfeito acordo com o que nos recomendam que façamos.
Reduzir-se-iam os acidentes o que, de todos os pontos de vista é, sem dúvida, um bem! Mas os Estado cobraria muito menos no imposto automóvel e no IVA, as receitas dos combustíveis, correspondentes a metade do seu preço, baixariam de um modo significativo, a indústria automóvel entraria em crise, faliriam muitas empresas de mecânica, bate-chapa e pintura, as companhias de seguros de automóveis sentiriam, também, os efeitos da segurança e da prudência dos condutores porque nada justificaria os prémios elevados que cobram, as portagens nas autoestradas cairiam para valores bem menores, enfim, haveria toda uma série de consequências na economia que não seriam, de todo, de pouca monta. Diria, até, que significariam um enorme “estoiro” numa economia que tem no automóvel e nos combustíveis uma fonte significativa das suas receitas.
Não tenho elementos para fazer tais contas mas creio que, se todos tivéssemos juízo, a economia ficaria de pantanas. Ou será que já está?
Curioso é que, por efeito da “crise”, uma parte significativa destes efeitos serão sentidos mesmo sem que, para isso, tenhamos de ser mais cuidadosos na condução e no uso do automóvel, o que significa que persistirão os efeitos mais nocivos da forma pouco cuidada como o usamos que são os acidentes que causam mortos e feridos em número excessivo, sobretudo nas férias e nas épocas festivas, como ainda agora sucedeu na passagem do ano.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
SIMPLESMENTE RASCA E SEM NOME
Costumava dizer-se que “não se brinca com coisas sérias” mas, ao longo do tempo, muitas concessões têm sido feitas a um princípio que não deveria consentir exceções, sobretudo quando se ultrapassam as raias da decência ou se entra no escândalo e na “rascalização” do que, para muita gente, são coisas que integram os seus princípios morais, de conduta ou as suas crenças religiosas.
Não escandalizar é um princípio de decência moral que a lei social também condena.
Em função do que se passa já pouco me surpreende. Porém, mesmo assim, ainda me escandalizei hoje quando, numa daquelas rondas que faço por livrarias para ver o que há de novo, dei de caras com um livro que trata de coisas do “pipi” sob a forma de “sermões”. Dizia-se por ali que esta edição era justificada pelo extraordinário sucesso que a primeira tivera em 2003! E mais 7000 daquelas “preciosidades” foram dadas à estampa.
Curioso, folheei o livro para me aperceber da qualidade do que contém, mas não encontrei mais do que chorrilhos de palavrões e de disparates sucessivamente crescentes, sem qualquer razão de ser filosófica ou dialética. De nada mais me apercebi para além de um propósito de ser rasca, de menosprezar factos, conceitos e realidades que a muita gente são caros!
Perante o êxito de vendas apregoado, tentei saber o nome do autor de tal prosa que a tanta gente seduz. Não o encontrei em lado algum!
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