Sempre achei estranho que se fizessem alargamentos a seguir a alargamentos na União Europeia quando se sentia que nada estava, ainda, consolidado. Mas depois, vinham os entendidos da coisa que defendiam o alargamento a todo o custo, dizendo que seria benéfico para Portugal.
Nunca entendi por que, mesmo sem se estender a União a qualquer país com economia forte, se entendia ser benéfico o alargamento que dividiria um “bolo financeiro” que pouco ou nada aumentaria por um número mais elevado de países. Mas o político não sou eu e tinha de me render, mesmo a contragosto, à “sabedoria” de pessoas cuja obra pouco vai além de palavras, mas...
Hoje ouvi o Presidente do parlamento alemão, falando na Universidade Católica, dizer que seria disparate alargar mais a União Europeia antes de uma consolidação absolutamente necessária.
Fiquei um tanto aliviado mas minhas dúvidas sobre o meu entendimento das coisas, nomeadamente sobre os alargamentos de um espaço que, perante tantas incoerências, me parece, extemporaneamente, já largo demais.
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ACORDO ORTOGRÁFICO
O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
VOLTÁMOS ÀS MANIFS...
Com um Secretário Geral que pertence ao Comité Central do PCP, a CGTP é agora o próprio PCP! Mais do que nunca será assim.
Numa entrevista que ouvi, à pergunta se agora a CGTP seria uma extensão do PCP, o SG recém eleito reagiu perguntando se era uma provocação e a locutora encolheu-se. Mas devia ser mesmo porque ninguém pode acreditar que alguém se possa dividir de tal modo que, ao tomar atitudes na CGTP, esqueça que pertence ao Comité Central do PCP.
Em conclusão, num golpe de uma mestria que só pode enganar os tolos, o PCP pode agora manobrar uma clientela bem mais ampla do que a que constitui o seu eleitorado e, deste modo, voltar às “manifs” de que tanto gosta, distraindo o país das suas responsabilidades em momento tão grave como o que vive.
O que se pode passar é de uma extrema gravidade que só os loucos podem consentir.
Numa entrevista que ouvi, à pergunta se agora a CGTP seria uma extensão do PCP, o SG recém eleito reagiu perguntando se era uma provocação e a locutora encolheu-se. Mas devia ser mesmo porque ninguém pode acreditar que alguém se possa dividir de tal modo que, ao tomar atitudes na CGTP, esqueça que pertence ao Comité Central do PCP.
Em conclusão, num golpe de uma mestria que só pode enganar os tolos, o PCP pode agora manobrar uma clientela bem mais ampla do que a que constitui o seu eleitorado e, deste modo, voltar às “manifs” de que tanto gosta, distraindo o país das suas responsabilidades em momento tão grave como o que vive.
O que se pode passar é de uma extrema gravidade que só os loucos podem consentir.
A KEISER QUE VEIO DO LESTE
De repente, dei comigo a escutar um discurso da Angela Merkel porque algo do que ela dizia me chocou. Falava da Madeira e de Alberto João Jardim. Falar de alguém como Jardim não é coisa que me surpreenda porque o homem esforça-se por dar nas vistas com tanto disparate que diz.
Mas desta vez fiquei a saber que não é o único.
Dizia a Merkel que na madeira, imaginem, não havia onde comer chucrute e que uma amiga que pretendia abrir uma casa onde se pudesse comer, viu o seu pedido dificultado por burocracia... Não ouvi muito bem, mas foi mais ou menos isto.
Depois, a Merkel disse que a amiga lhe fez queixas do Senhor da Madeira que gastou demasiado dinheiro em auto estradas, viadutos e outras coisas e que era um louco!
O que, no meio disto tudo, mais me choca é que a chefe do governo alemão faça um discurso com base numa conversa de amigas! Andará tudo louco?
Não vou fazer a defesa do jardim que, em meu juízo, dá azo a que o julguem como o faz a amiga da senhora Merkel, mas se algum defeito lhe aponto é ter querido andar depressa demais a fazer o que a Madeira, cuja maior fonte de receita é o turismo, necessita para o poder atrair.
Ao contrário do que muito gente fez, achei bem o fogo de artifício no final do ano porque é isso que muita gente que, nessa época procura a Madeira quer ver.
Não entendo muito bem estes “economistas” que pensam que se um sapateiro partir a sovela não deverá, por razões de economia, comprar uma nova...
De que viveria depois?
Nota: a sovela é uma ferramenta dos sapateiros para coser as solas dos sapatos...
Mas desta vez fiquei a saber que não é o único.
Dizia a Merkel que na madeira, imaginem, não havia onde comer chucrute e que uma amiga que pretendia abrir uma casa onde se pudesse comer, viu o seu pedido dificultado por burocracia... Não ouvi muito bem, mas foi mais ou menos isto.
Depois, a Merkel disse que a amiga lhe fez queixas do Senhor da Madeira que gastou demasiado dinheiro em auto estradas, viadutos e outras coisas e que era um louco!
O que, no meio disto tudo, mais me choca é que a chefe do governo alemão faça um discurso com base numa conversa de amigas! Andará tudo louco?
Não vou fazer a defesa do jardim que, em meu juízo, dá azo a que o julguem como o faz a amiga da senhora Merkel, mas se algum defeito lhe aponto é ter querido andar depressa demais a fazer o que a Madeira, cuja maior fonte de receita é o turismo, necessita para o poder atrair.
Ao contrário do que muito gente fez, achei bem o fogo de artifício no final do ano porque é isso que muita gente que, nessa época procura a Madeira quer ver.
Não entendo muito bem estes “economistas” que pensam que se um sapateiro partir a sovela não deverá, por razões de economia, comprar uma nova...
De que viveria depois?
Nota: a sovela é uma ferramenta dos sapateiros para coser as solas dos sapatos...
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
FUI O PRIMEIRO, GRITA SEGURO!
Custa-me ver o líder do maior partido da Oposição a fazer tristes figuras, em vez de cooperar nos valores de Estado que Portugal necessita urgentemente reforçar para poder livrar-se da cadeias que o prendem e obrigam os portugueses a esta penúria em que estão a viver.
É triste ver Seguro por-se em bicos de pés a gritar: eu disse, eu disse, fui o primeiro a dizer que era necessário renegociar a dívida, apenas porque teve conhecimento de um episódio em que o ministro das finanças alemão terá dito ao português que a Alemanha estaria disponível para suavizar o acordo com a Troika, o que tornaria menos dura a austeridade.
Pensará Seguro que o povo português ainda não abriu os olhos e que o pode continuar a comer por parvo?
Pense um pouco Sr Seguro e diga-nos lá porque será que o ministro alemão manifestou tal abertura?
Reflita um pouco e demonstre-nos que se reclamássemos a renegociação antes de mostrar capacidade para cumprir o acordo feito pelo seu Partido com a Troika se obteria a mesma disponibilidade.
Diga-nos por fim, Sr Seguro se acha bem que as estratégias dos negócios, neste caso os nacionais, devem ser gritadas aos quatro ventos quando sempre se disse e se sabe que “o segredo é a alma do negócio”!
Depois, essa conversa pateta da pieguice que não tem pés nem cabeça.
Será que Seguro não tem mais em que pensar, não encontra melhores argumentos para se afirmar ou será que a colaboração que pode dar para que Portugal supere a sua crise é arranjar diversões que possam lançar o descrédito sobre o Primeiro-Ministro?
Esta é a tática dos fracos e incapazes, dizer mal dos outros para que se notem menos os seus defeitos.
Não está fácil esta questão da crise portuguesa que a crise europeia mais complica porque, diz-se, a Europa está sem líderes à altura da suas tradições. É uma verdade. Mas o partido Socialista tem um líder à altura das suas. Tenho pena.
É triste ver Seguro por-se em bicos de pés a gritar: eu disse, eu disse, fui o primeiro a dizer que era necessário renegociar a dívida, apenas porque teve conhecimento de um episódio em que o ministro das finanças alemão terá dito ao português que a Alemanha estaria disponível para suavizar o acordo com a Troika, o que tornaria menos dura a austeridade.
Pensará Seguro que o povo português ainda não abriu os olhos e que o pode continuar a comer por parvo?
Pense um pouco Sr Seguro e diga-nos lá porque será que o ministro alemão manifestou tal abertura?
Reflita um pouco e demonstre-nos que se reclamássemos a renegociação antes de mostrar capacidade para cumprir o acordo feito pelo seu Partido com a Troika se obteria a mesma disponibilidade.
Diga-nos por fim, Sr Seguro se acha bem que as estratégias dos negócios, neste caso os nacionais, devem ser gritadas aos quatro ventos quando sempre se disse e se sabe que “o segredo é a alma do negócio”!
Depois, essa conversa pateta da pieguice que não tem pés nem cabeça.
Será que Seguro não tem mais em que pensar, não encontra melhores argumentos para se afirmar ou será que a colaboração que pode dar para que Portugal supere a sua crise é arranjar diversões que possam lançar o descrédito sobre o Primeiro-Ministro?
Esta é a tática dos fracos e incapazes, dizer mal dos outros para que se notem menos os seus defeitos.
Não está fácil esta questão da crise portuguesa que a crise europeia mais complica porque, diz-se, a Europa está sem líderes à altura da suas tradições. É uma verdade. Mas o partido Socialista tem um líder à altura das suas. Tenho pena.
HOJE FOI DIA DE LIXAR O AUTOMOBILISTA...
Quando compramos um carro pagamos, para além do seu preço, o IVA e mais outro e outro imposto e sei lá o que mais, o que faz com que o estado arrecade uma parte muito significativa do que pagamos. Depois temos de, a cada ano, pagar o Imposto Anual. Ao comprar o combustível sem o qual o carro não anda, quase metade do que pagamos vai para o Estado... É só pagar, pagar...
Mas que contrapartidas dá o Estado a quem paga tanto? Parece-me que nenhumas. Nas auto-estradas pagamos portagens e na cidade pagamos o estacionamento e as MULTAS DE ESTACIONAMENTO...
Hoje parece-me que foi um dia desses em que os polícias resolveram fazer a vida ainda mais difícil aos automobilistas.
Todos os dias me deparo com atitudes de condutores que deveriam ser punidas e não são, talvez porque daria muito trabalho. Todos os dias vejo carros estacionados de modo que, sem a menor dúvida, prejudicam a circulação de outros automóveis e ninguém os chateia, mas também vejo carros estacionados onde não incomodam ninguém nem estorvam o trânsito, porque a cidade não oferece condições para estacionar devidamente os carros pelos quais ao Estado tanto se pagou.
Hoje foi uma barrigada de multas, de fitas a envolver os carros e bloqueios de rodas!
Bem sei que àquele imposto anual se chama, também, Imposto de Circulação e não de Estacionamento. Mais que raio, francamente, achei demais, perfeitamente descabido!
Mas que contrapartidas dá o Estado a quem paga tanto? Parece-me que nenhumas. Nas auto-estradas pagamos portagens e na cidade pagamos o estacionamento e as MULTAS DE ESTACIONAMENTO...
Hoje parece-me que foi um dia desses em que os polícias resolveram fazer a vida ainda mais difícil aos automobilistas.
Todos os dias me deparo com atitudes de condutores que deveriam ser punidas e não são, talvez porque daria muito trabalho. Todos os dias vejo carros estacionados de modo que, sem a menor dúvida, prejudicam a circulação de outros automóveis e ninguém os chateia, mas também vejo carros estacionados onde não incomodam ninguém nem estorvam o trânsito, porque a cidade não oferece condições para estacionar devidamente os carros pelos quais ao Estado tanto se pagou.
Hoje foi uma barrigada de multas, de fitas a envolver os carros e bloqueios de rodas!
Bem sei que àquele imposto anual se chama, também, Imposto de Circulação e não de Estacionamento. Mais que raio, francamente, achei demais, perfeitamente descabido!
VAMOS OU NÃO BRINCAR AO CARNAVAL?
Com o argumento de que não faz sentido manter a tolerância de ponto no Carnaval quando, para aumentar a produção, se anulam alguns feriados, a terça-feira gorda, assim se lhe chama também, será um dia como outro qualquer, sem o divertimento que, para muita gente, é quase uma razão de ser.
Nunca fui e continuo a não ser um amante do divertimento próprio do Carnaval, mas não acho mal que outros o sejam. Aliás, o Carnaval acabou por fazer parte das iniciativas turísticas mais importantes de muitos lugares, tornando-se famosos alguns deles que chamam muita gente que anima as economias locais e são o ganha-pão de muitas pessoas.
O Carnaval faz parte, também, da cultura popular e de uma sequência de emoções que, na Quarta-Feira de Cinzas, lembram ao homem a sua passagem breve por este mundo que, por vezes, se esquece das suas origens e do seu destino, do pó de que foi feito e no qual, de novo, se transformará.
Quanto aos feriados, a discussão que a anulação deste ou daquele possa gerar, não passa para mim de argumentação pouco interessante quando a maioria dos que os gozam apenas deles faz uso para passear, descansar ou se divertir como em qualquer fim de semana, quase sempre nem sabendo a razão pela qual têm esse dia livre para o fazer.
Há muito que o significado dos feriados foi varrido da memória da maioria do povo que cada vez menos tem noção da sua razão de ser. As escolas, os meios de comunicação social e o próprio Estado raramente os divulgam como o deveriam fazer e não têm os cuidados de pedagogia que a preservação da memória colectiva merece. Alguns feriados que eram profusamente comemorados, como acontecia, por exemplo, com o 1º de Dezembro na minha juventude, passam agora despercebidos, enquanto outros, como o 5 de Outubro mais me parecem festas de amigos que desejam manter vivo um acontecimento, a implantação da República que, para quase toda a gente, já pouco ou nada diz! Por outro lado, há datas importantíssimas do nosso passado das quais ninguém fala, algumas bem mais significativas e dignas de serem relembradas do que aquelas que, pretensamente, se comemoram.
Por tudo isto, soam-me ridículos os argumentos dos que dizem ser incompreensível acabar com este ou com aquele se a maioria das pessoas nem ideia faz do que se trata.
Mesmo assim, continuem os feriados que tanto gozo dão a tanta gente!
O que não me parece fazer sentido é que se tenha acabado com a tolerância de ponto no Carnaval deste modo tão abrupto, uma festa que o era para muita e muita gente, tal como o são, por exemplo, as festas dos Santos Populares e outras festas locais e regionais de grande expressão e significado popular.
Para ser diferente e os feriados voltarem a ter o significado que devem ter e a participação comemorativa que alguma vez tiveram, talvez fosse de rever os próprios eventos cuja memória, com eles, se pretende perpetuar, passando as comemorações a ser evocações autênticas e não apenas meros pretextos para não trabalhar!
Nunca fui e continuo a não ser um amante do divertimento próprio do Carnaval, mas não acho mal que outros o sejam. Aliás, o Carnaval acabou por fazer parte das iniciativas turísticas mais importantes de muitos lugares, tornando-se famosos alguns deles que chamam muita gente que anima as economias locais e são o ganha-pão de muitas pessoas.
O Carnaval faz parte, também, da cultura popular e de uma sequência de emoções que, na Quarta-Feira de Cinzas, lembram ao homem a sua passagem breve por este mundo que, por vezes, se esquece das suas origens e do seu destino, do pó de que foi feito e no qual, de novo, se transformará.
Quanto aos feriados, a discussão que a anulação deste ou daquele possa gerar, não passa para mim de argumentação pouco interessante quando a maioria dos que os gozam apenas deles faz uso para passear, descansar ou se divertir como em qualquer fim de semana, quase sempre nem sabendo a razão pela qual têm esse dia livre para o fazer.
Há muito que o significado dos feriados foi varrido da memória da maioria do povo que cada vez menos tem noção da sua razão de ser. As escolas, os meios de comunicação social e o próprio Estado raramente os divulgam como o deveriam fazer e não têm os cuidados de pedagogia que a preservação da memória colectiva merece. Alguns feriados que eram profusamente comemorados, como acontecia, por exemplo, com o 1º de Dezembro na minha juventude, passam agora despercebidos, enquanto outros, como o 5 de Outubro mais me parecem festas de amigos que desejam manter vivo um acontecimento, a implantação da República que, para quase toda a gente, já pouco ou nada diz! Por outro lado, há datas importantíssimas do nosso passado das quais ninguém fala, algumas bem mais significativas e dignas de serem relembradas do que aquelas que, pretensamente, se comemoram.
Por tudo isto, soam-me ridículos os argumentos dos que dizem ser incompreensível acabar com este ou com aquele se a maioria das pessoas nem ideia faz do que se trata.
Mesmo assim, continuem os feriados que tanto gozo dão a tanta gente!
O que não me parece fazer sentido é que se tenha acabado com a tolerância de ponto no Carnaval deste modo tão abrupto, uma festa que o era para muita e muita gente, tal como o são, por exemplo, as festas dos Santos Populares e outras festas locais e regionais de grande expressão e significado popular.
Para ser diferente e os feriados voltarem a ter o significado que devem ter e a participação comemorativa que alguma vez tiveram, talvez fosse de rever os próprios eventos cuja memória, com eles, se pretende perpetuar, passando as comemorações a ser evocações autênticas e não apenas meros pretextos para não trabalhar!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
VETO DE DOIS MEMBROS PERMANENTES DA ONU MATA MILHARES NA SÍRIA
Depois das revoltas na Tunísia, na Líbia e no Egito que depuseram regimes ditatoriais, é a Síria que deseja ver-se livre de Al Assad o senhor que ali tudo pode e do qual todos os sírios há muito são vassalos.
Perante as evidências de um povo que não o deseja e do massacre com que responde aos que se lhe opõem, natural seria que o resto do mundo reagisse de modo a fazer uma prova inequívoca de repúdio pela atitude daquele “governo” desumano.
Todos esperaríamos que a ONU condenasse o governo sírio sem margem para dúvidas, mas a realidade é que não condenou porque a isso se opuseram dois países com direito a veto!
Não creio que possa haver argumentos válidos para não tentar por fim ao morticínio que artilharia pesada contra civis está a causar. Mas são estas as regras de um organismo em que os interesses dos maiores são privilegiados, mesmo quando valores como a vida humana estão em jogo.
Depois de tantos e tantos casos em que o mundo já consentiu e consente que povos ou etnias inteiras fossem vítimas de interesses particulares, preferiríamos que, desta vez, o mundo fosse firme no repúdio e no castigo de uma atitude bárbara que já matou muitos milhares de cidadãos sírios.
A minha atitude apenas poderá ser de desacordo com os que consentem que um morticínio nojento prossiga ou até, mais do que isso, se sinta legitimado para prosseguir.
Perante as evidências de um povo que não o deseja e do massacre com que responde aos que se lhe opõem, natural seria que o resto do mundo reagisse de modo a fazer uma prova inequívoca de repúdio pela atitude daquele “governo” desumano.
Todos esperaríamos que a ONU condenasse o governo sírio sem margem para dúvidas, mas a realidade é que não condenou porque a isso se opuseram dois países com direito a veto!
Não creio que possa haver argumentos válidos para não tentar por fim ao morticínio que artilharia pesada contra civis está a causar. Mas são estas as regras de um organismo em que os interesses dos maiores são privilegiados, mesmo quando valores como a vida humana estão em jogo.
Depois de tantos e tantos casos em que o mundo já consentiu e consente que povos ou etnias inteiras fossem vítimas de interesses particulares, preferiríamos que, desta vez, o mundo fosse firme no repúdio e no castigo de uma atitude bárbara que já matou muitos milhares de cidadãos sírios.
A minha atitude apenas poderá ser de desacordo com os que consentem que um morticínio nojento prossiga ou até, mais do que isso, se sinta legitimado para prosseguir.
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