ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

domingo, 31 de outubro de 2021

 

CONTINUO A LER QUE É A SOBREVIVÊNCIA DO PLANETA QUE ESTÁ EM CAUSA.
QUANDO ENTENDERÃO QUE É A HUMANIDADE QUE ESTÁ EM RISCO?
QUANDO A HUMANIDADE DESAPARECER, POIS NÃO É MAIS DO QUE UMA DAS ESPÉCIES QUE PASSARAM POR AQUI, A TERRA CONTINUARÁ, AINDA, POR MILHARES DE MILHÕES DE ANOS.
O MELHOR QUE PODEMOS FAZER É TENTAR ANDAR POR CÁ O MAIS TEMPO QUE PUDERMOS E, PARA ISSO TEMOS DE NÃO ESTRAGAR AS CONDIÇÕES DE AMBIENTE DE QUE NECESSITAMOS PARA VIVER.
É UMA PENA QUE OS POLÍTICOS NÃO ENTENDAM ISTO!
NÃO TERÃO ELES FILHOS E NETOS CUJO FUTURO QUEIRAM RESGUARDAR?
ALGUÉM PUBLICOU HÁ POUCO TEMPO QUE UMA DIFERENÇA IMPORTANTE ENTRE OS HOMENS E OS OUTROS ANIMAIS É QUE ESTES ESCOLHEM OS MELHORES PARA SEREM LÍDERES.
NÓS ESCOLHEMOS OS QUE NOS METERAM NESTA ALHADA!

PERDOA-SE O MAL QUE FAZ PELO BEM QUE SABE?
Quando, na década de 70 do século passado, o Clube de Roma, criado por grandes empresários, publicou os célebres “LIMITES DO CRESCIMENTO” que uma equipa de cientistas investigadores notáveis, dirigida pelo professor Meadows, haviam estudado, foi posto em causa este nosso tipo de viver, esbanjador e poluente, que a par de outros aspectos naturais, como o aumento da população, poderiam agravar as consequências para o bem-estar e até a sobrevivência da Humanidade.
Porque tais verdades contrariavam os interesses dos que, para tal mais contribuíam, logo arranjaram “cientistas” que não resistiram à prostituição de aceitar contrariar com ideias confusas e meias verdades, o fruto de um trabalho muito sério, tal como já vi acontecer agora, quando pseudo-cientistas declaram serem as alterações climáticas uma farsa.
Quanto ao trabalho do Club de Roma, dezenas de anos deram-lhe total razão, não permitindo a realidade contradize-lo.
E tudo se ficou por aí porque a comunicação social nem importância deu ao problema grave que foi esclarecido.
Mas hoje, existência da internet permite-lhes difundir a falperra criada pelos que não respeitam os outros e nem sequer os seus a quem não legarão mais do que um Planeta sem condições de vida e montanhas de dinheiro que de nada lhes serve para viver.
A minha longa vida permitiu-me assistir a todos os disparates que nos vão destruir e, infelizmente, ao esforço inútil dos que, como eu há dezenas de anos o faço, remaram contra a maré sem poderem evitar o tsunami que submergirá os que por cá ficarem num choro e ranger de dentes de que o Universo nem conta se dará.
Assim acabará o Homem que julgava dominar o mundo enquanto não fazia mais do que destruir-se a si próprio.
Duvido que muitas das consequências da estupidez humana sejam já reversíveis, como não tenho quaisquer dúvidas de que da COP26 não sairão mais do que inúteis decisões que, mesmo assim, ninguém cumprirá.
Rui de Carvalho

 

DE QUE RESULTA A TEMPERATURA MÉDIA NA ATMOSFERA TERRESTRE?

A Terra recebe directamente do Sol radiação que, entre outros, contém raios caloríficos, uma parte dos quais é absorvida pelo solo e pelos oceanos, sendo outra reflectida e reenviada para o exterior, através da atmosfera na qual alguma ficará retida.

Sem a ocorrência de fenómenos que alterem a situação quer no solo e oceanos quer na atmosfera, estabelecer-se-á uma situação de equilíbrio em que as alterações no tempo são muito reduzidas.

Houve, ao longo do tempo, fenómenos naturais que, pela sua intensidade e natureza, afectaram profunda e pontualmente o clima terrestre, mas ao longo da maioria do tempo as transições são lentas.

Mas para além dos fenómenos naturais, a actividade humana, pelos resíduos que produz provoca alterações no Ambiente que alteram aquele equilíbrio.

O acréscimo constante das áreas urbanas, a desflorestação cada vez mais intensa, os resíduos acumulados na superfície de extensas áreas dos oceanos, a redução drástica das áreas de glaciares, a queima do carbono acumulado em milhões de anos, são os principais factores que alteram a capacidade de reflexão do solo e dos oceanos e dificulta a saída das raios reflectidos para o Espaço porque a atmosfera, mercê da acumulação de gases como CO2, metano e outros produzidos pela actividade humana, produz um “Efeito de Estufa” que vai aumentando a temperatura média sobretudo na troposfera, a zona baixa da atmosfera onde se acumula cerca de 75% da massa atmosférica total.

Os efeitos do aquecimento global que, por estas razões é muito acelerado, tem consequências sensíveis nos seres vivos por alteração do ambiente adequado às suas características.

Não serão apenas os corais dos quais a comunicação social tanto fala, a ressentir-se das temperaturas mais elevadas mas também o serão os seres humanos, podendo desaparecer as condições ambientais que suportam a sua vida.

Destas é melhor não falar para não ferir as susceptibilidades dos que creem viver melhor com os danos que a todos provocam.

Mas são eles quem paga os salários…

Sei que mais uma vez falo para o boneco porque dá mais jeito acreditar nos trampolineiros que, tal como os prostitutos de outrora, estão disponíveis para vender a alma ao diabo, explorando a ignorância e a subserviência dos que já se habituaram a ser enganados, além de ser muito difícil abandonar a vida airada a que nos habituámos e, como tantos dizem, o Homem sempre resolveu, no passado, os problemas que o confrontaram.

De facto, resolveram grandes problemas com disparates ainda maiores. É a única conclusão inteligente a que podemos chegar.

Quem me dera que o burro fosse eu.

 

quarta-feira, 20 de maio de 2020

SALVAR O PLANETA OU A HUMANIDADE?
Decidi retomar a actividade deste meu "jornal", na esperança de, com isso, poder contribuir para o bem da Humanidade, nesta hora decisiva do seu futuro.
Gostaria que os que me lessem participassem nesta Cruzada pela Humanidade que um modo de viver imcompatível com as leis da Natureza, coloca num perigo extremo.
Lisboa, 20 de Maio de 2020

sexta-feira, 15 de março de 2019

E QUANDO A SOLUÇÃO É PENSAR…

Não há dúvida de que os tempos não estão fáceis, tamanhos e tão diversos são os problemas que temos de enfrentar.
É nestas alturas que mais me recordo do pensamento atribuído a Lord Rutherford, um neo-zelandês nacionalizado britânico, também conhecido por “pai da física nuclear”, “ESTAMOS SEM DINHEIRO, TEMOS DE PENSAR MAIS”.
Mesmo que se não trate de dinheiro, o vil metal ou o emporcalhado papel a que muitos reduzem quase tudo, o pensamento está certo pois não é com desesperos, discussões violentas, deixando andar ou mesmo guerras que resolvemos seja o que for.
A solução, se a houver, encontrá-la-emos pensando.
Nos mais de oitenta anos da minha vida foi isso que ela me ensinou, pois não é verdade que haja problemas que se resolvem por si. Ou, antes dizendo, o resultado jamais será o que desejaríamos.
E ao escrever isto, pensava eu no que me parece ser a fase final das terríveis doenças que a civilização foi acumulando, pois é a resposta da Natureza aos desvarios que vimos praticando, na esperança de viver melhor.
Curiosamente, nem me parece que, de um modo geral vivamos melhor nem que, continuando pelo caminho que seguimos, os problemas que sentimos desapareçam.
Há já muitas dezenas de anos que a Ciência alerta para as consequências da ambição que imaginou que poderia haver um crescimento económico contínuo, pelo qual poderíamos ter sempre mais e mais.
Mas os políticos não a ouvem, alguns havendo, até, que zombam dela nos momentos mais hilariantes do poder da sua estupidez!
Mas, a cada ano que passa, mais nos damos conta do caminho tortuoso pelo qual seguimos, porém sem coragem para abdicar dos vícios que acabarão por nos matar.
Para além dos problemas ambientais, dos quais as alterações climáticas são um expoente em crescimento rápido, também a economia perde o fulgor.
Dizem que o que por aí vem não é mais uma crise mas uma recessão global. Sem dúvida porque o esbanjamento de recursos naturais não poderia conduzir a outro fim.
E eu pergunto como, tratando-se de uma recessão global, faremos para a equilibrar, se a solução a que o pensamento nos conduziria é aquela que não desejamos?
Lamentarei que os nossos filhos e netos vão fazer a sua greve pelo ambiente sozinhos, tentando reaver a terra que só poderemos devolver-lhes em péssimas condições.
Senão vejamos quantos se interessaram por esse tema…

quinta-feira, 14 de março de 2019

E, FINALMENTE, OS FILHOS RECLAMAM A TERRA QUE NOS EMPRESTARAM!


Já aqui referi, por diversas vezes e desde há muito tempo, um ditado índio muito curioso pela inversão natural que parece fazer mas, na realidade, cheio de sentido:
“PEDIMOS A TERRA EMPRESTADA AOS NOSSOS FILHOS, A QUEM A DEVEMOS DEVOLVER EM BOAS CONDIÇÕES”.
Parece chegada a altura de a reclamarem!
Cientes dos riscos que correm, os quais lhes têm escamoteado ao longo de gerações, estão já cientes das calamidades que os esperam se nada for feito para travar os disparates desta civilização imbecil do “USA E DEITA FORA”, o modo de fazer crer que o crescimento é imparável, que o Homem sempre arranjará solução para os disparates que comete.
Chegou a altura de saber que o crescimento jamais será contínuo no nosso mundo limitado. Por isso os jovens se recusam a permitir que continue a farsa com que os políticos promovem a sua estupidez de prometerem o que já nem são capazes de fingir que cumprem.
As DOENÇAS DA CIVILIZAÇÃO tornaram-se resistentes aos “tratamentos” habituais e as “bactérias multi-resistentes que as provocam”, escarnecem dos políticos idiotas e dos gurus espertalhões de Wall Street que, cegos pela ambição, estupidificados pelo brilho do pechisbeque que creem ser oiro, parecem deslumbrar-se pelo salto sem retorno que estão prestes a dar no abismo sem fundo que cavaram!
Espero que a "greve" dos jovens que exigem que terminem as atitudes que, dia após dia, vão agravando as condições em que vivemos, a tal ponto, temem já muitos cientistas, que a continuação da própria Humanidade esteja em perigo, tenha a visibilidade que merece e faça reflectir o mundo sobre os perigos que correm.
Francamente e depois de anos a lutar contra erros óbvios que só poderiam ter este efeito, não sinto grandes esperanças que mudanças aconteçam, bastantes para evitar a evolução que pode e, quase decerto, nos criará sérias dificuldades ou, até mesmo, colocará a espécie humana em causa.

REGRESSO

Depois de muito tempo sem utilizar este blog onde, ao longo de anos fui registando algumas das reflexões que fiz àcerca de um mundo que conheci bem diferente do mundo que hoje é, vou voltar a escrever aqui, esperando contribuir, com as minhas preocupações, para evitar que continuemos a fazer os disparates que colocam a Humanidade em perigo, mesmo em perigo de extinção, em consequência da degradação ambiental causada por uma actividade económica que se tornou demasiadamente consumista.
Rui de Carvalho