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ACORDO ORTOGRÁFICO
domingo, 31 de outubro de 2021
DE QUE RESULTA A TEMPERATURA MÉDIA NA ATMOSFERA TERRESTRE?
A Terra recebe directamente do Sol radiação que, entre outros, contém raios caloríficos, uma parte dos quais é absorvida pelo solo e pelos oceanos, sendo outra reflectida e reenviada para o exterior, através da atmosfera na qual alguma ficará retida.
Sem a ocorrência de fenómenos que alterem a situação quer no solo e oceanos quer na atmosfera, estabelecer-se-á uma situação de equilíbrio em que as alterações no tempo são muito reduzidas.
Houve, ao longo do tempo, fenómenos naturais que, pela sua intensidade e natureza, afectaram profunda e pontualmente o clima terrestre, mas ao longo da maioria do tempo as transições são lentas.
Mas para além dos fenómenos naturais, a actividade humana, pelos resíduos que produz provoca alterações no Ambiente que alteram aquele equilíbrio.
O acréscimo constante das áreas urbanas, a desflorestação cada vez mais intensa, os resíduos acumulados na superfície de extensas áreas dos oceanos, a redução drástica das áreas de glaciares, a queima do carbono acumulado em milhões de anos, são os principais factores que alteram a capacidade de reflexão do solo e dos oceanos e dificulta a saída das raios reflectidos para o Espaço porque a atmosfera, mercê da acumulação de gases como CO2, metano e outros produzidos pela actividade humana, produz um “Efeito de Estufa” que vai aumentando a temperatura média sobretudo na troposfera, a zona baixa da atmosfera onde se acumula cerca de 75% da massa atmosférica total.
Os efeitos do aquecimento global que, por estas razões é muito acelerado, tem consequências sensíveis nos seres vivos por alteração do ambiente adequado às suas características.
Não serão apenas os corais dos quais a comunicação social tanto fala, a ressentir-se das temperaturas mais elevadas mas também o serão os seres humanos, podendo desaparecer as condições ambientais que suportam a sua vida.
Destas é melhor não falar para não ferir as susceptibilidades dos que creem viver melhor com os danos que a todos provocam.
Mas são eles quem paga os salários…
Sei que mais uma vez falo para o boneco porque dá mais jeito acreditar nos trampolineiros que, tal como os prostitutos de outrora, estão disponíveis para vender a alma ao diabo, explorando a ignorância e a subserviência dos que já se habituaram a ser enganados, além de ser muito difícil abandonar a vida airada a que nos habituámos e, como tantos dizem, o Homem sempre resolveu, no passado, os problemas que o confrontaram.
De facto, resolveram grandes problemas com disparates ainda maiores. É a única conclusão inteligente a que podemos chegar.
Quem me dera que o burro fosse eu.
quarta-feira, 20 de maio de 2020
Decidi retomar a actividade deste meu "jornal", na esperança de, com isso, poder contribuir para o bem da Humanidade, nesta hora decisiva do seu futuro.
Gostaria que os que me lessem participassem nesta Cruzada pela Humanidade que um modo de viver imcompatível com as leis da Natureza, coloca num perigo extremo.
Lisboa, 20 de Maio de 2020
sexta-feira, 15 de março de 2019
E QUANDO A SOLUÇÃO É PENSAR…
É nestas alturas que mais me recordo do pensamento atribuído a Lord Rutherford, um neo-zelandês nacionalizado britânico, também conhecido por “pai da física nuclear”, “ESTAMOS SEM DINHEIRO, TEMOS DE PENSAR MAIS”.
Mesmo que se não trate de dinheiro, o vil metal ou o emporcalhado papel a que muitos reduzem quase tudo, o pensamento está certo pois não é com desesperos, discussões violentas, deixando andar ou mesmo guerras que resolvemos seja o que for.
A solução, se a houver, encontrá-la-emos pensando.
Nos mais de oitenta anos da minha vida foi isso que ela me ensinou, pois não é verdade que haja problemas que se resolvem por si. Ou, antes dizendo, o resultado jamais será o que desejaríamos.
E ao escrever isto, pensava eu no que me parece ser a fase final das terríveis doenças que a civilização foi acumulando, pois é a resposta da Natureza aos desvarios que vimos praticando, na esperança de viver melhor.
Curiosamente, nem me parece que, de um modo geral vivamos melhor nem que, continuando pelo caminho que seguimos, os problemas que sentimos desapareçam.
Há já muitas dezenas de anos que a Ciência alerta para as consequências da ambição que imaginou que poderia haver um crescimento económico contínuo, pelo qual poderíamos ter sempre mais e mais.
Mas os políticos não a ouvem, alguns havendo, até, que zombam dela nos momentos mais hilariantes do poder da sua estupidez!
Mas, a cada ano que passa, mais nos damos conta do caminho tortuoso pelo qual seguimos, porém sem coragem para abdicar dos vícios que acabarão por nos matar.
Para além dos problemas ambientais, dos quais as alterações climáticas são um expoente em crescimento rápido, também a economia perde o fulgor.
Dizem que o que por aí vem não é mais uma crise mas uma recessão global. Sem dúvida porque o esbanjamento de recursos naturais não poderia conduzir a outro fim.
E eu pergunto como, tratando-se de uma recessão global, faremos para a equilibrar, se a solução a que o pensamento nos conduziria é aquela que não desejamos?
Lamentarei que os nossos filhos e netos vão fazer a sua greve pelo ambiente sozinhos, tentando reaver a terra que só poderemos devolver-lhes em péssimas condições.
Senão vejamos quantos se interessaram por esse tema…
quinta-feira, 14 de março de 2019
E, FINALMENTE, OS FILHOS RECLAMAM A TERRA QUE NOS EMPRESTARAM!
REGRESSO
Rui de Carvalho