ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

NO SUPREMO INTERESSE DA CRIANÇA!



Já me habituei a ficar desconfiado quando oiço falar de casos em que é invocado o supremo interesse da criança, um princípio que quanto mais se invoca menos se respeita.
Não é raro ter conhecimento de casos que os serviços sociais e os tribunais de menores decidem de modo estranho, de tal modo que nem parece demais por em causa a sanidade mental de quem assim procede. Mas dou sempre de barato que poderá haver rezões que desconheço.
Que há crianças que precisam de ser protegidas, é verdade. E muitas vezes dos próprios pais. Mas a ideia que fica dos serviços a quem compete tratar das crianças nem sempre é a melhor, tanto mais que, mesmo assinaladas como dizem, raramente evitam as consequências dos perigos a que estão expostas.
Ou não seria até ter conhecimento do pior que se passa em Inglaterra onde uma autêntica máfia, suportada pelo Governo, se instalou para praticar verdadeiros roubos de crianças que me dizem serem sobretudo portuguesas e polacas!
É o que tenho ouvido noticiado desde há algum tempo que me leva a deixar aqui o meu grito de revolta contra um sistema que ma faz lembrar as degolas do Daesh!
As inglesas não querem ter a maçada de parir e, assim, roubar os filhos dos outros é bem mais fácil!
Mas jamais me passaria pela cabeça que houvesse uma estrutura extra-oficial tão bem elaborada e tão protegida pelo governo que, sem qualquer controlo, pudesse fazer o que fazem os serviços sociais ingleses que são soberanos e inimputáveis nas suas decisões de retirarem crianças a famílias sem terem de dar razões e depois, através de uma estrutura bem montada, fazerem um verdadeiro tráfico de crianças com o qual destroem famílias e ganham muito dinheiro simulando famílias de acolhimento e através de adopções que, quase por certo, não serão baratas.
Espero que o movimento que se instalou para exigir do Governo Inglês uma atitude que desfaça essa matilha tenha sucesso, a menos que a Inglaterra não seja o país civilizado que todos julgamos que é.
Um tribunal especial para julgar tais casos e punir os milhares de criminosos que, por certo, os praticam, seria o mínimo que o Governo de Inglaterra deveria por a funcionar, para ir até ao fundo das questões e punir sem dó nem piedade os crimes contra a família que têm praticado!
A não ser assim, será um crime contra a Humanidade de que o Tribunal Internacional terá de se ocupar.



sábado, 19 de novembro de 2016

UM DESABAFO



Não pode passar despercebido o meu esforço para dar a conhecer, pelo menos a quem me leia, os problemas ambientais com que a Humanidade se confronta e podem constituir, a curto prazo, um sério problema para todos nós.
A quase indiferença dos políticos em relação a estas questões é mais do que evidente, decerto pela sua incapacidade para enfrentarem os interesses que a realidade do mundo e o combate aos graves problemas lhes cria.
A impossibilidade de encobrir por mais tempo os efeitos que a excessiva actividade económica do Homem provoca e que, para além da degradação do Ambiente acelera as alterações climáticas que estão a provocar o aquecimento global que pode causar profundas alterações no modo de viver da Humanidade num futuro não muito distante, levou os políticos a definir, no “acordo de Paris”, alguns procedimentos que evitem um acréscimo superior a 2ºC em relação ao período pré-industrial, até ao final do século.
Apesar de me não parecerem bastantes aquelas medidas, o presidente eleito dos EUA contraria as conclusões dos mais sérios estudos científicos, insistindo na teoria da conspiração, com a China a inventar tal ideia para reduzir a productividade dos EUA! Por isso se propõe denunciar o acordo de Paris, mesmo sendo os EUA o maior poluidor do mundo, para repor as condições necessárias para que a América volte a ser grande, como gosta de dizer.
Talvez por isso tenha vencido as eleições porque também eu reparo que estas questões de que depende, sem qualquer dúvida, o futuro da Humanidade, não deixam apenas indiferentes os políticos, mas também a maioria das pessoas que, deste modo, se não preocupam com o futuro dos filhos nem com os graves problemas que eles terão de enfrentar em consequência dos erros que os pais insistem em praticar.
É o que me diz a estatística das leituras do que escrevo no meu blogue, a qual mostra, claramente, um número muito baixo dos que se interessam por este tema.
Lamento tanta indiferença perante a gravidade dos problemas que já enfrentamos e que, muito brevemente, se tornarão ainda maiores.
É pena que acordemos tarde demais para as grandes questões e deixemos os problemas crescer demais antes de os enfrentarmos. 

AS ARTES DA POLÍTICA



Apreciei ontem, na Assembleia da República, uma demonstração perfeita do que são as artes da política.
Para além da arte de fazer parecer que é o que conviria que fosse, também é a arte de esconder a verdade quando o seu conhecimento não convém.
Há quem o faça com particular habilidade, o que não me pareceu ser o caso de Centeno que nem conseguiu disfarçar que não queria responder à pergunta simples que lhe era feita, se tinha ou não garantido aos novos gestores da Caixa Geral de Depósitos que estavam dispensados de deveres que a lei impõe aos gestores públicos.
A uma resposta que seria de sim ou não simplesmente, Centeno nem com “nim” foi capaz de responder, preferindo desviar totalmente a conversa, o que, obviamente, permite pensar que a resposta certa seria o sim. Obviamente!
Não esclarecendo este assunto que a tanta polémica tem dado lugar, Centeno e o Governo deixam mal vistos os gestores convidados com garantias que agora publicamente não assumem, de tal resultando, ao que parece injustamente, que sobre eles recaia o ónus de se não disporem a respeitar obrigações que a lei impõe.
Além de Centeno, nem o Primeiro Ministro nem outro governante qualquer dá a resposta que todos temos o direito de conhecer.
E, assim, este se tornou em mais um daqueles assuntos crónicos das tertúlias televisivas diárias onde, repetidamente, se ouve a mesma coisa de todas as vezes, uma prova óbvia de falta de assuntos e de qualidade para os tratar.
Será da crise, certamente.
E relembrando, da política, mais um dos múltiplos atributos que tem, a arte de empurrar com a barriga os assuntos que não consegue ou lhe não convém resolver, lá ficou para o próximo ano a recapitalização dos danos que outros gestores lhe causaram e a Justiça põe em liberdade para que gozem em paz os proveitos que tiveram. Por isso, todos os iremos pagar.
Na política há, pois, dois tipos de problemas, os que não resolve e os que o tempo resolve seja lá de que modo for.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

MORREU O COMANDO! PAZ À SUA ALMA E JUSTIÇA PELA SUA MORTE



Eu fico, simplesmente, estupefacto com as notícias que oiço sobre o infeliz incidente da morte de dois instruendos do curso 127º dos Comandos.
São práticas de desumanidade aquelas que são relatadas e causaram a morte a dois militares, mas causaram muito sofrimento inútil em muitos outros.
Parece haver poucas dúvidas de que os factos narrados são verdadeiros e provam a ignorância estúpida dos que não sabem como se fortalece o espírito humano, o que se não faz com as bestialidades inúteis a que obrigaram os instruendos.
Um bom soldado é aquele que, a par de um corpo são possui um espírito forte e equilibrado, o que não pode resultar de uma instrução grosseira e cruel como aquela que as acusações relatam.
Obrigar a trabalhos forçados com temperaturas anormalmente elevadas e além disso racionar excessivamente a água de que o corpo necessita para sobreviver, obrigar homens que se sentem mal a rastejar para a ambulância que os levará para serem cuidados, obrigar a comer terra e outras coisas que não lembrariam ao diabo, serão atitudes que esta sociedade pode permitir seja a quem for?
Não pode, porque ser “comando” não é ser anormal, mas sim alguém que tem um espírito forte e um corpo treinado mas nunca maltratado até ao ponto de morrer.
Sinceramente, espero que a Justiça, civil e militar, sejam exemplares no trabalho de avaliação de culpas que vão fazer e disso resultem as condenações que merecerem, se é que há condenação que valha a vida de alguém.
Merecem os “Comandos” que assim aconteça, para que possam continuar a existir estes homens valentes e de espírito são, capazes de dar, pela Pátria, a vida que a estupidez lhes não tire!


O FUTURO DA HUMANIDADE



Há duas coisas que os humanos devem entender e tomar como certo, que o Planeta que habitam está em constante mutação e que a Humanidade não passa de mais uma de milhões de espécies de seres vivos que o habitam ou habitaram e, por isso, tal como teve um começo terá, inevitavelmente, um fim.
Distingue-se o Homem dos outros seres vivos pelo seu elevado nível de inteligência, muito superior à de todos os outros que também possuem a própria do seu modo de vida.
Aliás, a inteligência de uma espécie não passa de ser a capacidade que tem para reconhecer o meio em que vive e proceder de modo a nele poder sobreviver, evitando os problemas que lhe possa criar e satisfazendo as suas necessidades essenciais.
À inteligência da espécie haverá que associar a capacidade do meio em que vive para fornecer os “recursos naturais” de que a sua sobrevivência necessita, bem como o “ambiente” indispensável à sua vida biológica.
Como exemplo simples poderemos tomar os corais que a elevação da temperatura média da água do mar está a destruir e mais toda a vida intensa que à sua volta se desenvolve. É um dos efeitos das alterações climáticas, também elas naturais mas que o Homem, com a sua actividade económica tem vindo a acelerar demasiado.
Desde 1912 que se formou a teoria da “deriva continental”, segundo a qual o supercontinente Pangeia, no qual se continha toda a massa sólida emersa da terra se começou a dividir de modo que, ao longo de pouco mais de 200 milhões de anos, acabou por dar origem aos diversos continentes que hoje conhecemos, com as formas e a topografia que possuem.
Atendendo aos 4.500 milhões de anos de vida da Terra, a constituição dos continentes foi um processo deveras rápido e nada me diz o que sucedeu antes de Pangeia.
Sabe a Ciência que os movimentos que levaram até à situação actual não cessaram, continuando a “deriva” que, ao longo do tempo, vai modificando a Terra, nas suas formas e no seu clima.
Deve o Homem tentar conhecer, o melhor que possa, o meio em que vive e viver em conformidade com o que ele lhe possa proporcionar.
Já não é novidade que o Homem, numa atitude de egoísmo destrutivo, tem exaurido os recursos naturais e degradado o ambiente, o que, decerto, lhe encurtará a vida como espécie.
A Ciência adverte-o e sugere-lhe procedimentos que cada vez mais considera urgentes para evitar a catástrofe da Humanidade ou, pelo menos, não façam piorar uma situação que já é perigosa. Por isso, um dia o Homem terá de mudar os seus procedimentos, adoptando um tipo de vida menos faustoso para a pequena parte da Humanidade que obriga os demais a uma austeridade excessiva.
Num momento em que parece que, no mundo, tudo está a mudar de um modo acelerado, a Humanidade irá caminhar no sentido que mais convém à sua sobrevivência ou, pelo contrário, no que mais rapidamente conduzirá à sua destruição?
Será que a luta do Homem deve ser contra a austeridade inevitável ou para, com a ajuda da inteligência que tem, nela viver o melhor que puder?