ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

COMIDOS DE CEBOLADA?



Fiquei atónito com a notícia que hoje é difundida sobre o entendimento entre Espanha e Portugal sobre o depósito de lixo tóxico que os nossos espertos vizinhos se propõem construir junto à Central de Almaraz, uma velha infra-estrutura que deverá ser desactivada em 2020. Se for… Deveria ser para não ultrapassar o seu tempo de vida útil segundo as normas de segurança adequadas. E todos já demos conta, infelizmente, de como são graves os riscos de acidentes em centrais nucleares.
Em troca de ser informado do que Espanha se propõe fazer e de visitar as obras a executar, Portugal retirou a queixa que, na Comissão Europeia, interpôs contra Espanha.
A minha leitura do que se passou é que, mais uma vez, os portugueses demonstraram a sua perda de lucidez e de qualidade desde os tempos em que, como em Aljubarrota, se não atemorizavam com o tamanho dos outros.
E também o habilidoso Presidente Jean Claude Juncker deu uma ajuda nesta solução rápida como diz que devem ter todas as questões entre membros da União.
Ora, haverá questões simples, por isso de resolução rápida, quando justificam uma queixa formal?
Enfim, a Comissão Europeia safou-se de uma chatice e nós arranjámos um monte delas porque nem sequer faz sentido o direito de ser informado e até de fiscalizar obras de ampliação de uma central que deveria ser desactivada dentro de três anos!
Estamos de parabéns.

APOCALIPSE OU UMA ENCRUZILHADA DO MUNDO?



(ruínas de Alepo, na Síria. O Apocalipse estará assim tão longe?)


Pela sua dimensão e poder, os Estados Unidos são, naturalmente, um fiel desta balança instável que é a paz no mundo. Não serão, pois, uns Estados Unidos desavindos pelas atitudes de um Presidente conflituoso e confuso que poderão manter em algum respeito este mundo inquieto.
Ainda mal fez um mês da sua presidência e já os motivos que deu para desagrado são numerosos e são cada vez mais duvidosas as políticas que adoptará em questões importantes e que as suas promessas poderão desestabilizar completamente.
Parece ter voltado atrás em algumas decisões que dizia serem definitivas, como no caso da sua relação com a Europa e com a NATO, por exemplo. Mas terá mesmo? Ele ainda não seu a conhecer as suas condições e gente como Trump não dá ponto sem nó.
Não me parecem seguras essas intensões que os seus discursos traem constantemente.
Mas os americanos dos EU escolheram-no e, agora, terão de aturá-lo ou farão o que quiserem com alguém que pensa que um país se pode governar como uma empresa de construção ou com as “habilidades” a que está habituado para gerir e fazer florescer os negócios que o fizeram multimilionário. São eles quem tem de desatar este nó ou sofreremos todos as consequências.
Por mim, estou bem mais preocupado com a Europa que, perante uma situação em que Trump, a Rússia e a China puxam dos galões e trunfos que tenham e se preparam para discutir quem domina o que no mundo, onde a Índia não é descartável e uns idiotas são capazes de causar grandes estragos, parece ser um zero à esquerda, sem voz nesta guerra de galos porque, depois de tantos anos de egoísmos fantasiosos, não foi capaz de ser um todo capaz de fazer jus ao Velho Mundo onde a Humanidade criou o que já foi o centro da Humanidade.
O que vai fazer a Europa nesta situação?
Pouco mais poderá fazer do que encostar-se ao seu “protector” desde os primórdios do século XX, que um meio louco com mania das grandezas quer que volte à grandeza que sonha mas que, porventura, nunca teve tanta assim.
Preocupa-me a ignorância de alguém que tem poderes para voltar atrás com as medidas ambientais que os cientistas nem sequer já garantem serem bastantes para reverter a queda para o abismo em que o mundo se encontra, constantemente contrariados por um “pato bravo” que vê nas suas palavras as tais manobras chinesas para enfraquecer os Estados Unidos!
E como se tudo isto não bastasse, temos milhares de europeus a preferir a aventura louca do Daesh, onde talvez pensem poderem praticar, em plenitude, o que os jogos desmiolados que oportunistas vendem aos milhões lhes desperta, o gosto por estropiar e matar, tal como por lá se faz.
Será de ler com redobrada atenção o Apocalipse, tentar entender o que ele, de facto, diz quando interpretado com o saber de agora em vez de com as fantasias da “ignorância” de outrora?
Decerto poderemos aprender alguma coisa.


DIA INTERNACIONAL DA LÍNGUA MATERNA



Hoje é o Dia Internacional da Língua Materna, um dos pilares mais fortes da nacionalidade, a qual, por isso devemos usar e preservar com o maior dos cuidados.
Infelizmente, não é esse o caso e são outras as razões que fazem com que a Língua Materna não seja respeitada como o deve ser, sendo, em vez disso, desprezada e maltratada, mais e mais a cada dia que passa.
Nem sei, mesmo, se é correcto dizer que ainda seja falada aquela que, desde sempre, foi a de Portugal.
E não me refiro apenas ao famigerado Acordo Ortográfico que não correspondeu à natural evolução que, com o tempo, a língua naturalmente sofre, mas sim a interesses que, de modo algum, conseguiu alcançar e a cuja correcção de erros e de disparates mais flagrantes, como os reconhecidos pela Academia das Ciências, o Governo se opõe!
Também não fiquei muito admirado, por tantas vezes que me dou conta de como  há muitos políticos que pouco bem sabem falar.
Além disso, com acordo ou sem acordo, é a toda a hora que se substituem palavras de português por outras, de um modo geral inglesas e sem qualquer necessidade de o fazer, apenas por mera estupidez ou bizarria que vai tornando a nossa língua um “crioulo” do inglês.
O mesmo se passa com as expressões idiomáticas que cada vez mais se afastam das que eram habituais e correntes, do que é claro exemplo trocar o clássico “24 horas por dia” pelo inglesado e piroso “24 sobre 24 horas” e outras coisas como aquela confusão entre pontos e vírgulas que nos deixa sem saber se o défice foi dois ponto três ou dois ponto um, quando deveríamos dizer dois vírgula qualquer coisa!
Poderia referir dezenas de palavras que correntemente são mal ditas, mesmo por quem seria suposto saber dize-las bem, tal como é o já vulgar “entreti-me” e muitas mais.
Tenho aqui escrito, por diversas vezes, sobre o miserável acordo ortográfico que razões tão pouco sensatas, mesmo descabidas, fizeram aprovar sem que o objectivo invocado se alcançasse.
Tempo desperdiçado que uso melhor na decisão de continuar a escrever como antes escrevia, mesmo que considere que algumas das alterações podem ser aceitáveis.
De nada valeu a pena o que tenha dito e, por isso, como diria o meu saudoso amigo Zé Pereira, “eu não devia ter feito este rodízio, mas fizi-o”.
Por que não falar assim?
Atingi o target? Obviamente, não!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

OS GRANDES HOMENS DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO COPÉRNICO NASCEU HÁ 544 ANOS




Em 14 de Fevereiro passado, fiz aqui referência aos 449 que passaram desde o nascimento de Galileu Galilei, por muitos considerado o pai da Ciência Moderna e que foi quem confirmou, com a utilização do telescópio, a teoria heliocentrista que Copérnico, um polaco nascido em 19 de Fevereiro de 1473, havia demonstrado matematicamente.
Pelos estudos desenvolvidos, Copérnico é considerado o pai da Astronomia moderna.
Na sua teoria, Copérnico afirmava que a Terra e os demais planetas se moviam ao redor de um ponto vizinho ao Sol que seria, assim, o verdadeiro centro do Sistema Solar.
A alternância entre dias e noites seria uma consequência do movimento que a Terra realiza sobre seu próprio eixo, denominado movimento de rotação.
Esta teoria contrariava frontalmente a teoria geocentrista que Aristóteles (mais de 300 antes de Cristo) e Ptolomeu (no seculo II depois de cristo) haviam desenvolvido e foi adoptada como uma base teológica pela Igreja Católica, assim fazendo da Terra o Centro do Universo.
Porém, já desde os tempos de Aristóteles, o grego Aristarco de Samos desenvolvia estudos sobre o heliocentrismo que não concluiu, sendo Copérnico quem, matematicamente, a demonstrou.
A Igreja, de imediato repudiou tal teoria, o que levou Copérnico a não permitir a publicação do seu trabalho antes da sua morte, resguardando-se das retaliações da Inquisição.
Assim Copérnico entrou nesta guerra de teorias, mas evitou o confronto com a Igreja, o que sucedeu, mais tarde, com Galileu.
Outros cientistas depois se envolveram nesta questão, desde Maestlin, Kepler e Isaac Newton e tornaram a teoria heliocentrista definitivamente aceite.
Mesmo assim, a Igreja Católica apenas a reconhece em 1922, apenas 12 anos antes de eu nascer!