ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

segunda-feira, 20 de março de 2017

CHEGOU A PRIMAVERA?



Acontece hoje, no Hemisfério Norte, o Equinócio da Primavera, o qual é aquele instante em que o Sol, na sua órbita aparente, aquela que vemos da Terra, cruza o equador Celeste que reconhecemos pela sua projecção sobre a Terra.
Ficam para trás o Inverno e os seus dias cinzentos e aproximam-se aqueles dias mais claros e ensolarados da Primavera que, por sua vez, fazem já pensar no tempo quente do Verão, nas férias...
Ou aproximavam-se… porque agora, as mudanças climáticas não nos permitem aquelas certezas que antes tínhamos e nos permitiam caracterizar, de um modo quase absoluto, as quatro estações do ano.
É que as mudanças climáticas são muito mais do que o aumento da temperatura média global que, desde há algum tempo, está a acontecer, mas que não é, de todo aquilo de que mais nos damos conta.
São mais sentidas as irregularidades ou, se preferirmos, a falta de regularidade das características do tempo que faz, mais constantes outrora e cada vez mais variáveis nos tempos que vão correndo.
Também os fenómenos extremos, frio, vento ou precipitação, acontecem mais vezes, tornando praticamente inúteis as extrapolações que fazíamos com base nas estatísticas construídas a partir das características dos acontecimentos de tempos passados no que respeita à intensidade, à duração e à frequência dos fenómenos climatéricos.
Os seres vivos vão sentindo os efeitos destas alterações e já nem todos têm capacidade de adaptação às novas condições e muito poucos a virão a ter se o ritmo das alterações se mantiver ou aumentar como, sem os cuidados que a situação requer, por certo acontecerá.
As alterações que cada vez melhor sentimos não são, de todo, uma invenção dos chineses para prejudicar a productividade americana, como diz o sapiente Trump que, infelizmente para o mundo, se dispõe a desfazer o pouco que já íamos fazendo na tentativa de desacelerar as alterações que, afirmem-se ou neguem-se, são uma realidade que os excessos da actividade humana dão lugar.
Mas as flores continuam a manter o seu ritmo e lá nos vão dizendo que já é Primavera, mesmo que, por outras razões possam não parecer.
Até um dia!

DIA MUNDIAL DO SORRISO



Há quem questione que haja dias para isto e para aquilo porque todos os dias são dias de tudo. Ou deveriam sê-lo, sobretudo quando se trate de saúde, de solidariedade ou de amor. Deveriam mas não são, pelo menos para a maioria de nós.
Então não me parece mal que, pelo menos uma vez por ano, se fale de qualquer coisa que mereça a nossa particular atenção.
Hoje, por exemplo, é o dia mundial do sorriso que muitos carrancudos até nem julgarão ser tão importante assim!
Mas o sorriso é importante, sim, não apenas nas relações sociais mas, também, na própria saúde.
Tem-se falado muito em como se come demasiado em Portugal, em como a maioria dos portugueses têm peso a mais e como isso é prejudicial para a saúde. Daí, talvez, o ditado que recomenda “sorrir pelo dobro e comer pela metade”.
Mas, afinal, o que poderá, o sorriso, fazer por nós?
Dizem que aumenta a longevidade porque reduz a pressão da vida, a pressão arterial, aumenta, naturalmente, o bom humor e facilita, obviamente, as relações sociais.
Mas não podemos esquecer que também se diz que “muito riso, pouco siso”.
Enfim, parece que sorrir, o sorrir saudável de que hoje é o dia, não é, apenas, um acto mecânico que nos leva a dar gargalhadas sem sentido ou a manter, no rosto, aquele ar irritante de pateta que alguns, sabe-se lá por que, exibem.
Não sei bem se o sorriso será um modo de estar ou a consequência da vida que se vive. Ou talvez seja o modo como a encaramos, como aceitamos o que aconteça ou como aceitamos os defeitos dos outros que talvez nem sejam tão grandes como os nossos.
Não sou psicólogo e, por isso, não sei dar conselhos para além daqueles que a minha experiência de vida me consente.
E, sendo assim, daria apenas um: tente sorrir antes de fazer qualquer coisa que possa ter consequências graves.
Um sorriso pode evitar-lhe sérios problemas.
Evite-os!

sábado, 18 de março de 2017

CORRUPÇÃO, UM JOGO DO GATO E DO RATO



Quando temos pela frente um futuro cheio de problemas que poderemos, ou não, ser capazes de resolver, problemas cujos efeitos dia a dia se tornam tão evidentes e tão graves que os homens de Ciência começam a temer que possam por em sério risco a própria Humanidade, enquanto os políticos se preocupam em fazer crer que o futuro vai ser risonho mostrando uns indicadores que, afirmam, são a prova irrefutável do futuro risonho de que nos aproximamos, por mais que tanta coisa nos faça ver que assim não é, vamos arranjando outras questões para discutir ao pormenor, como que esperando que o tempo resolva aquelas que nós não somos capazes ou não estamos dispostos a resolver.
Mas lá diz o ditado que há coisas que nem o tempo resolve…
O Caso Marquês, aquele que faz de Sócrates o “inimigo público número um”, é o que nos toma mais tempo, dá origem a mais discussões mais ou menos complicadas, com argumentos demasiado rebuscados, nos quais, por vezes, não chego a entender se é a lei ou é a realidade o que comanda a conduta que devemos adoptar.
Já nem vejo, sequer, colocar a questão de Sócrates ser ou não ser culpado dos crimes de que é suspeito, pois creio que pouca gente haverá que, com o que vai sabendo através do que escorre de um de segredo de justiça esburacado, ainda lhe dê algum crédito de dúvida. Por isso, são os prazos de investigação, se são legais ou não, aquilo que se discute.
Oiço dizer que são longos, mas ainda os não vi comparados com o tempo ao longo do qual os alegados crimes foram cometidos, medidos em anos e disfarçados com elogios e reverências a gestores de topo que se diz neles participaram mas que, quem sabe, talvez não passem de charlatães.
É assim a modos que um jogo do gato e do rato com prazo marcado que, se esgotado sem o gato agarrar o rato, faz do gato um banana e do rato um herói, mesmo que tenha comido o nosso queijo todo!
Todos nos lembramos de já terem, entre nós, acontecido casos assim. E, pelos vistos, continuam a acontecer…
Todos sabemos que são casos graves de corrupção que estão em jogo, milhões dos quais, indevidamente, alguns se apropriaram, negócios que enriquecem outros mas que nós teremos de pagar pelos prejuízos que deram ao país ou pelos rombos que fizeram na Caixa que, também, é nossa!
E não se mudaria o discurso desde há muito tempo, com o suspeito a tentar inverter o entendimento das coisas, como é comum em casos assim, se não aparecesse Marinho e Pinto com uma conversa diferente mas incompleta, na qual, depois de perguntar durante quanto tempo alguém pode ser investigado, diz que, neste caso, “o prazo deste inquérito será ou "a prescrição dos crimes ou então morrerem os suspeitos".
Na opinião de Marinho e Pinto, ainda não houve acusação porque não há provas, mas que vai haver uma acusação para salvar a face da Justiça. É o pior que pode acontecer", antevê, admitindo, no entanto, "desconfiar muito" da inocência de Sócrates.
Faltou a Marinho e Pinto, um experimentado jurista e advogado, dizer-nos por que não é a Justiça capaz de demonstrar aquilo que aos olhos de todos, mesmo aos dele, já se tornou evidente!

terça-feira, 14 de março de 2017

COMENTÁRIOS



Criei este “jornal” para nele registar sensações sentimentos, reacções, indignações e outros estados de espírito em que a dúvida está, de um modo geral, sempre presente, como acontece nas preocupações que manifesto quer em relação ao futuro do meu país quer da Humanidade que a degradação ambiental causada por um modo de viver excessivamente predador e continuado põe mais em risco cada vez que, supostamente, se ultrapassa uma crise!
Dizem-me as estatísticas que o blogue me fornece, que cada vez mais leitores me seguem, decerto porque, de algum modo, o que escrevo lhes pode interessar e, quem sabe, comunguem das mesmas preocupações que me afligem.
O que raramente ou quase nunca acontece é que alguém comente as ideias que expresso ou os factos que comento.
Tenho pena que seja assim porque gostaria de conhecer o que pensam os meus leitores que não têm de estar, necessariamente, de acordo comigo.
Ficaria contente se algumas vezes se pudesse como que estabelecer um diálogo sincero e esclarecedor com quem me leia e que possa gerar novas ideias ou me leve a corrigir as que tenho.
Para todos os que me lêem, daqui envio um abraço.
Rui de Carvalho

OLHO POR OLHO? MAS QUE OLHO?



(Não consigo descortinar em que um espermatozoide se parece com isto...)
 
Uma notícia de hoje diz-me que Jessica Farrar, uma política do Estado norte-americano do Texas, propôs uma lei para que sejam multados os homens apanhados a masturbarem-se fora de vaginas ou de unidades de saúde, como hospitais ou clínicas. Com esta proposta, Jessica farrar pretende chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas por muitas mulheres que pretendem abortar.
Na opinião da política, os homens devem também eles ser multados pois a ejaculação fora de uma vagina ou destes estabelecimentos de saúde constitui “um atentado contra as crianças que não nascem e um ato de desrespeito perante a preservação da vida”.
Diz Jessica que pelo longo tempo que as mulheres têm de esperar por um aborto, também uma vasectomia ou o acesso ao Viagra deveriam ser precedidos de um longo processo burocrático!
Eu li e reli a notícia, confirmei que o Carnaval já tinha passado e que hoje não era o dia das mentiras e, confirmei a minha velha conclusão de que há estupidez a mais na política ou então, terei de reconhecer que as minhas capacidades intelectuais estão demasiado enfraquecidas e deveria eu sofrer uma coima também, por me rir, como se de uma anedota parva se tratasse, quando um político diz coisas “tão sérias!” como estas.
Não sei como é difícil ou fácil abortar lá pelo Texas, mas se há motivos sérios para considerar que a lei existente não presta, melhor seria propor uma outra que a corrigisse em vez de expor ao ridículo pela proposta que fez, porque não vejo como a “bota bate com a perdigota” nas razões que apresenta.
Mas deve a senhora prosseguir a sua carreira política que esta proposta permite antever brilhante e, quem sabe até, se um dia lhe poderá proporcionar o mesmo sucesso de Trump!