ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

domingo, 28 de maio de 2017

A MENTIRA JÁ VEM DE LONGE MAS TEM PERNA CURTA… HOJE ATÉ TEM UMA CARTILHA!



Há coisas que se não entendem facilmente. E no que diz respeito ao futebol não são algumas, são muitas, tantas que não faria sentido falar de todas elas, nem sequer mais do daquela que me sugere (para não dizer até que me informa) uma cópia do Jornal do Benfica (não, não me refiro à Bola que nasceu para celebrar o Benfica e continua a ser).
Porque esta mentira das datas já é velha, o Jornal do Benfica resolve, um dia, esclarecer como nasceu esse clube que resultou da fusão de outros dois, numa crónica ou num editorial a que foi dado o nome “dos primórdios ao “verdadeiro” Benfica”, o qual termina assim “E, como atrás se disse, a 13 de Setembro de 1908, feita a fusão, a colectividade apresentava outro nome: Sport Lisboa e Benfica, que, com o número total de 222 sócios haveria de pôr ponto final às tão numerosas metamorfoses de rótulo.
Era finalmente o Benfica!
Afinal, o Sport LIsboa e Benfica nasceu quando? Pelo que leio aqui foi em 1908.
Aliás, vejam este delicioso texto que encontrei para contrapor àquela história, estafada e sem nexo, da fundação do Benfica numa Farmácia do bairro…
“… Sportinguista aficionado (Cosme Damião) tentou por tudo tentar que o Benfica fosse mais parecido com o Sporting, sem nunca o conseguir.
No entanto no dia 27 de Agosto de 1911 jogou pelo Sporting Clube de Portugal, cumprindo o seu sonho. (seria melhor dizer época 1910/11)
Anos mais tarde, nos anos 40, surgiu um livro que ainda hoje tentam usar como prova de que não era o Sporting, era apenas uma seleção de Lisboa mas que usava o equipamento do Sporting. Claro que sem provas nem sentido. Ao contrário da foto que é bem clara.
É como a história dele ser o fundador do Benfica, mas na tal acta de fundação faltar o nome dele. E claro, os benfiquistas sempre a tentar reescrever a história dizem que até foi ele que fez a acta, mas que por humildade não a assinou. Algo lógico. Tão lógico como esta acta referir a Farmácia Franco, com F, quando só depois de 1910 se ter começado a escrever Farmácia dessa forma…”
Afinal fundou o Benfica em 1904, jogou no clube do seu coração, o Sporting, em 1911 e, por humildade(????!!!!), não assinou a acta da fundação que teve lugar na tal farmácia que, pela data da acta se escrevia pharmácia e não farmácia como dela consta!
Depois aquele artigo do Jornal do Benfica para tirar teimas que cita 1908...
Que raio, vejam lá se esclarecem as coisas, talvez com uma desculpa daquela que o Janela facilmente arranja, mesmo que se veja logo o disparate que é...

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O DENOMINADOR COMUM



(fotografia tirada no Sul do Sudão e que ganhou um Prémio Pulitzer - o corvo espera a morte da criança para dela se alimentar)

No já longo tempo que por aqui ando e das muitas mudanças a que, por isso, assisti, é inevitável encontrar um denominador comum a todas elas o qual é, nem mais nem menos, o tipo de vida que decidimos viver.
Naturalmente, porque é ele que dita as nossas atitudes que jamais vi serem e cada vez vejo que são menos, aquelas que a Humanidade deveria ter no mundo finito, pobre e pouco estável que temos para viver.
Talvez por isso me lembro daquele sábio ditado que diz que “casa onde não há pão” todos ralham mas ninguém tem razão”.
Pode parecer despropositado invocar tal dito quando o crescimento económico, o consumo crescente é a realidade que os políticos constantemente perseguem e procuram tornar evidente em estatísticas que resultam de ensaios em amostras cada vez menores e, por isso, menos significativas da realidade, além de muito distorcidas também.
Quando estudei, “cálculos de probabilidades” não ia além disso mesmo, de probabilidades que resultavam do tratamento das estatísticas disponíveis e que nada mais são do que registos de valores que depois se tratam consoante a resposta que se deseja. Por sua vez, as estatísticas não passam de valores casuísticos que, supostamente, têm as características da realidade global da qual foram colhidas.
Como sempre ensinei aos meus alunos, NÃO SE DEVE CONFUNDIR A REALIDADE COM O QUE SE FAZ COM ELA! E hoje fazem-se coisas bem diferentes de outros tempos.
Qualquer conjunto de dados é uma estatística e um punhado de qualquer coisa é tomada por uma amostra representativa do todo a que pertence, mas onde há coisas tão diferentes daquelas que a amostra contém.
Vêm depois as relações que se estabelecem e, finalmente, a interpretação que se lhes dá.
Porque a realidade do mundo não é aquela que nós, por aqui, conhecemos , não é, portanto, do que apenas por aí se passe que se devem colher as estatísticas com as quais se pretenda uma visão alargada do futuro que o que se passa por todo o mundo influenciará. Então, que sentido fará falar dos sucessos da Europa ou da América do Norte se esquecermos realidades como tantas que há em África, na América latina ou no Sudoeste asiático?
É mais de metade do mundo que não entra nas nossas contas, que não incluímos nas nossas “amostras”, mais de metade do mundo que espoliamos do que lhes pertence e cujos bens exaurimos até que não sobeje nada.
Depois, qual será o nosso futuro? Em que estatísticas nos basearemos?
Que acontecerá a Wall Street quando da pilhagem que o Homem faz dos recursos naturais nada mais haja que o sustente e, por isso, implodirá e, com ele, toda esta forma de viver que, de tão preocupada com o crescimento, se esquece, cada vez mais, do “desenvolvimento” que nos faria viver melhor.
Há um mundo inteiro para desenvolver, em vez de um mundo inteiro para pilhar até à exaustão da própria vida.
Mas não parece ser esse o entendimento que se tem da realidade que cada vez mais se aproxima de ser a de lutar pelo que, cada vez menos, da pilhagem vai ficando! 
Esta será a casa que não tem pão!



quarta-feira, 24 de maio de 2017

TERRORISMO ISLÂMICO OU TERRORISMO SEM ROSTO?



Sucedem-se os atentados bárbaros que matam dezenas ou centenas de inocentes que, sem fazerem a menor ideia de que a tal estariam expostos, tiveram as suas vidas ceifadas ou profundamente alteradas em consequência de um acto que, para além de terrorismo puro praticado por alguém que se auto excluiu da sociedade, não tem qualquer outra explicação.
Desde sempre que, infelizmente, houve quem se deixou cair em circunstâncias que não suportou e, por isso, pôs fim à vida. Um acto cobarde que não deixa, do suicida, uma boa imagem para a posteridade.
Encontrar uma forma que de um cobarde o transforme em mártir glorioso a quem o Além reserva uma vida que esta, sem qualquer esforço, jamais lhe daria, tornou-se, naturalmente, o modo ideal de sair desta vida de que se excluiu, para entrar noutra só reservada aos que, por uma causa que nem bem entendem, deixam o inferno em que vivem para entrar no céu glorioso que lhes dizem esperá-los.
Em vez de esquecidos, farão parte de uma galeria de grandes seres que os mandantes conservarão, mas jamais dela farão parte.
Desde as Torres Gémeas, atentado em que morreram milhares de pessoas, porventura alguns muçulmanos até, é já enorme a lista de atentados feitos em nome de Alá ou do seu Profecta, a quem, apesar da distorção que fazem das leis ou dos escritos que deixaram, lhes atribuem a inspiração da barbárie que praticam contra os “infiéis” que dizem não as cumprir.
Ligaram esta sua bárbara “missão na Terra” a uma religião da qual, alguns desses terroristas “mártires”, pouco ou nada conhecem mas em cujos princípios distorcidos encontram, facilmente, algo que a explique ou lhe dê razão de ser.
Apesar da pouca simpatia que me liga a Trump, tenho de concordar com ele quando pede aos países islâmicos que assumam a frente da luta contra os que, em nome da sua própria fé, espalham o horror, para que, deste modo, esclareçam e limpem a podridão em que ela está a cair por conta de quem nem sequer a pratica.
Deveria ter sido esta uma atitude imediata e decidida dos que defendem o verdadeiro Islão quando o auto-proclamado estado islâmico foi criado, mas não é isso que tenho visto acontecer.
Por que? De quem será maior a vantagem de esclarecer uma fé num Deus que não pode ser injusto nem selvagem, mas antes piedoso?
Ou não será assim esse Deus?
É por isso que eu acho que a resposta ao terrorismo islâmico deve ser encontrada no próprio islamismo, em vez de se tornar uma guerra feroz entre os islâmicos e os que têm o direito de praticar outra religião qualquer.
Ou haverá por aqui hipocrisias bem disfarçadas?
Veremos como vão corresponder ao pedido de Trump.