ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

AS “VERDADES” DE TRUMP



A falta de sensibilidade de Trump voltou a mostrar-se quando considerou excessivas as zonas terrestres e marinhas protegidas, o que, uma vez mais, ele considerou prejudicial à economia americana.
Desta vez não é uma cabala dos chineses mas um atestado de burros que um ignorante passa aos Homens de Ciência do seu país.
Saberá Trump o que seja a biodiversidade e a sua importância para a vida do próprio Homem?
E vivam os “self made man” idiotas!
A propósito eu não sabia que nos Estados Unidos os eleitos ou designados para cargos públicos não eram obrigados a mostrar as suas declarações de impostos, pois Trump recusa mostrar a sua. Pelo menos assim o diz a imprensa onde li que era assim.
O Homem pode ser um bom negociante, um pato bravo bem sucedido, mas da Terra e da vida que nele existe não percebe a “ponta de um chavelho” e, mais do que isso, crê que são burros aqueles que lutam pela indispensabilidade de deixar para os outros seres, aqueles que, connosco, equilibram a vida no nosso planeta, espaço bastante para poderem viver também. O que já não acontece em muitos lugares da Terra onde foi levada longe demais a ganância que causa os desequilíbrios que cada vez mais se notam neste mundo em que vivemos.
Preocupam-me as idiotices de Trump porque, a serem realizadas, porão em causa todo o mundo pelos desequilíbrios que reforça e não podem ir mais além sob pena de uma “resposta” mais dura da Natureza que, por certo, excluirá dentre as suas espécies aquela que a desequilibra.
Será que os americanos se revêem nesse homem arrogante, ambicioso e sem maneiras que escolheram para presidente ou a sua democracia será capaz de desfazer a tempo, a burrice que fez?

quarta-feira, 26 de abril de 2017

VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA? EU DIGO SIM!



A sessão de ontem do Prós e Contras na RTP que tratou desse assunto candente que é questão da vacinação, que um inesperado surto de sarampo está a provocar, permitiu tirar conclusões claras, apesar das confusões que um ou outro “pseudo-entendido” tenha tentado criar com conversas complicadas, difíceis de entender pelas montanhas de estudos que invocam e as estatísticas que apresentam, deixou bem clara a vantagem da vacinação, utilizando aquelas vacinas bem testadas, sempre que não haja razões particulares que as não recomendem ou, até, as impeçam, o que dependerá da apreciação que o médico faça em cada caso.
E mais uma vez se coloca a questão da liberdade ou das liberdades como tantas vezes ouvi o Cunhal dizer.
Devem, neste casos de saúde pública, os direitos privados sobrepor-se aos da sociedade?
Penso que é um dos muitos casos em que a resposta não causa engulhos por tão evidente que é.
Felizmente que a situação em Portugal não é de modo a causar grandes alarmes porque cerca de 97% da população estará protegida, ou porque teve o sarampo (como eu tive há muitas dezenas de anos) ou porque se vacinou.
Mesmo assim há riscos que a vacina pode evitar como o daquela infeliz adolescente que morreu de sarampo ou das complicações que pode provocar, por não estar vacinada.
É uma enorme responsabilidade a dos pais que têm de tomar esta decisão pelos seus filhos, tanto por eles como pelos efeitos que a sua decisão pode causar na sociedade.
Faz pena que alguns médicos contribuam com atitudes impróprias em relação à saúde pública que lhes compete proteger e cuidar.

terça-feira, 25 de abril de 2017

“UN” MENINO TRAVESSO



Infelizmente, regularmente surgem notícias de crianças que, nas suas brincadeiras e porque, por alguma razão, uma arma lhes veio parar à mão, acabaram por matar um irmão ou um amigo.
Uma desgraça depois muito chorada pelos que não tiveram os cuidados que poderiam evitar tal situação, para além do terrível trauma com que a criança terá de viver a vida inteira.
Melhor será, pois, evitá-lo, tirando a arma do alcance do menino. Porque, depois do mal feito, não há como remediá-lo!
Parece-me um caso assim o que se passa com a Coreia do Norte onde um “menino” encontrou a tal arma e, numa brincadeira de mau gosto, ameaça com ela matar toda a gente, começando pelos estados Unidos que varrerão da face da terra.
Estes acidentes acontecem quando se não acautelam e deixar o menino continuar com a “brincadeira”, pode, mesmo, matar alguém. Não sei quais são os cuidados que a China recomenda aos Estados Unidos que se propõem resolver a questão antes que piore a situação, nem do que, com eles, a China espera.
Parece que todos gostam de ter o seu rafeiro de estimação, aquele que chateia e, permanentemente, ameaça morder.
Assim faz Putin com Al-Assad da Síria e a China com Kim Jong Un, o menino travesso que herdou uma Coreia do Norte onde muita gente morre de fome porque os auxílios que recebe nem são demais para gastar nas suas brincadeiras.
E, como diz o povo, parece estar prestes a juntar-se a fome com a vontade de comer!
Uma esquadra americana, integrada por um porta-aviões nuclear, vai aproximar-se da Coreia do Norte quando esta se propõe lançar mais um míssil que talvez seja o tal com o qual diz poder afundar o poderoso vaso de guerra americano com um só ataque.
São diversos os podres desta Terra, demasiados os disparates desta Humanidade que parece estar farta de existir.
As consequências podem ser funestas e cada vez mais à medida que o tempo passa.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

POR ONDE ANDAM AS VERDADES?



O princípio da acção e da reacção, também conhecido pela terceira lei de Newton, não é um conceito simplesmente físico que se aplica ao mundo das forças que se geram no deslocamento de corpos, que fazem subir foguetões, aviões ultrapassar a barreira de som.
Na verdade, podemos verifica-lo nas nossas próprias atitudes, quando reagimos ao que sentimos, seja uma alegria, uma dor ou um desaforo!
Em cada caso temos a nossa inércia própria, a paciência ou a indiferença que as acções nos causam, até não ser mais possível evitar reagir.
É assim com tudo na vida e, se assim é, é-o na política também.
E a reacção teria de acontecer, está a acontecer com uma força que talvez venha a dominar o mundo até o mundo perceber de que, também não é por ali o caminho, porque o caminho se faz quando as forças se conjugam, não quando se opõem ou dispersam.
A globalização que faria a Terra de todos como, de facto, deveria ser, acabou por ser o grande lago onde cada um pesca o mais que pode, mesmo que alguns não pesquem nada e morram de fome! E se afogados, preferirão alguns.
Tornou-se a força que cavou fossos profundos entre os Homens, apesar de, como todos gostam de dizê-lo, nascerem todos iguais, com os mesmos direitos. Mas por onde anda esta verdade?
E não são as artimanhas que nos levam a crer que tudo pode melhorar, como pretendem demonstrar-nos com números e estatísticas que apenas tentam disfarçar a verdade, ou, como também alguém o faz, dizendo que a exiguidade, apesar de cada vez maior e mais evidente, não passa de uma cabala montada por outros para nos prejudicar.
E, assim, a América é de Trump, como a Rússia já era de Putin, a Turquia se tornou de Erdogan, a China é do partido Comunista Chinês  e aquela ilha que a Mancha separa do Continente Europeu continua a ser dos ingleses que subjugam galeses, escoceses e irlandeses. Como a França pode vir a ser da Marine, também.
E novo ciclo vai começar, com os fartos a decidir pelo coração e os cínicos interesseiros a tentar manter as muralhas do castelo que construíram e estão prestes a ruir.
É agora, também, a era dos muros que Israel, a Hungria, Trump e outros vão construindo e querem reforçar. Assim como há, ou houve, muros que, mesmo derrubados, persistem na saudade dos que pretendem, de novo, construí-los.
Poderei ficar admirado se estivermos fartos de políticos que nos enganam, de poderosos que nos espoliam, de ignorantes interesseiros que nos governam e, por isso, se façam escolhas desesperadas das quais se espera que mudem aquilo que a inteligência não foi capaz de mudar?
Mas as escolhas não se fazem em desespero. Fazem-se em consciência. E essa, por onde anda?
Será preciso um desastre para a encontrarmos?

sábado, 22 de abril de 2017

OUTRA VEZ A REGIONALIZAÇÃO. MAS QUAL?



Quem, porventura, siga este meu “jornal”, no qual tenho registado, ao longo de vários anos já, as reacções que me provocam certos acontecimentos, as críticas que me merecem algumas atitudes e onde expresso os meus desagrados e preocupações por tanta estupidez que acontece no mundo, sabe que sou a favor da regionalização como forma para administrar o país, promovendo a participação de todos e evitando as distorções e desequilíbrios que a governação que até hoje tem acontecido, tem provocado.
A regionalização é um assunto de que se fala há muito tempo e de que me lembro de ter participado em estudos e encontros diversos que a discutiram, analisaram os seus prós e contras mas, sobretudo, realçaram os benefícios que traria a um país como Portugal que, embora territorialmente tão pequeno, tem características tão diversas, com as quais ninguém parece saber lidar muito bem.
Os políticos portugueses têm medo de largar o naco, não vá o poder fugir-lhes...
Mas, como pelo fruto se conhece a árvore, não pode haver outra certeza senão a de que, do modo como este país tem sido administrado, não resultam grandes frutos. Está à vista de todos que a árvore está apodrecida.
Um “interior” empobrecido e em constante desertificação é a prova do que digo.
O referendo que, já lá vão não sei quantos anos, foi feito é, definitivamente, a prova mais evidente de se não querer ou não saber como regionalizar, tirando da regionalização os proveitos que pode dar.
Atrevo-me a dizer que é o desconhecimento mais parolo do que seja a regionalização.
Nunca consegui esquecer o disparate que foi o referendo feito, desde a proposta de regionalização apresentada até ao modo como foi discutida. Foi ridículo demais, tanto que não consegui, sequer, entender as perguntas que me faziam e não acredito que não tenha sido propositada a confusão que geravam.
Agora o PCP levanta, de novo, a questão da regionalização para o qual propõe um calendário, com diálogos entre municípios e partidos.
E mais uma vez me parece que a montanha vai parir outro rato peludo e de rabo comprido. Talvez uma ratazana!
Deveria o PCP começar por definir o que é a regionalização que pretende que se faça, bem como os objectivos que com ela pretende alcançar, pois é por aqui que se começam os projectos bem pensados e avaliados que não sejam meras aventuras.
Se é o desenvolvimento do país que está em causa, o melhor aproveitamento dos recursos naturais que se pretende e é único modo de aumentar os que ficam disponíveis para satisfação das nossas necessidades, então haverá muito trabalho para fazer, muito para conhecer e analisar, o que se não faz nos tais diálogos que o PCP propõe, sem o qual tudo não passará de uma repartição de território que tal como aquela em províncias, distritos e concelhos, não passou do que se vê. Funcionam os Concelhos que se formaram nem sei como e são tão desequilibrados como o é o país que, deste modo, jamais sairá da cepa torta! O resto não serve para nada!
Mas já dei para este peditório. Está escrito algures por aí.
Agora, vou esperar pelo que aconteça, do que sairá destas cabecinhas iluminadas que, como é hábito, escondem interesses estranhos em propostas que parecem generosas.