ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

sábado, 22 de julho de 2017

E POR FALAR EM RACISMO…



Está na moda falar em racismo, talvez porque um candidato à presidência da CM de Loures resolver falar de ciganos que vivem à custa de subsídios estatais.
Logo os falsos puritanos deste país levantaram as suas vozes contra esta descriminação intolerável, a ponto de um dos partidos que apoiavam o tal candidato lhe retirar a confiança.
Não ouvi o discurso “xenófobo” como se diz que foi e até terá sido. Por isso é reprovável.
Mas quantos mais, não ciganos, recebem os mesmos subsídios do Estado, passam o dia sem nada fazer porque “quando se levantam já têm o dia ganho”?
Então o discurso foi discriminatório. Não referiu um tema importante numa sociedade que os subsídios, concedidos por isto e por aquilo e sem contrapartidas, a muita gente que tornaram preguiçosa e, por isso inútil.
Esse, sim, deveria ter sido o tema que não deveria ter restringido aos ciganos.
Por isso, foi racista e preconceituoso também.
Porém o “racismo” que está na moda e faz muitos hipócritas reagir apenas para dar nas vistas, é aquele que, dizem, envolveu 18 polícias de uma esquadra que terão maltratado uns quantos rapazes daquele bairro “pacífico” que se chama a Cova da Moura.
Mas quem querem enganar esses senhores que nunca tiveram a seu cargo tarefas como as desses polícias que, com razão como factos o provam, temem pela vida quando entram nesse bairro onde os desacatos são frequentes, alguns são assassinados e outros maltratados?
Será uma tarefa fácil a desses polícias?
A pressão a que estão constantemente submetidos permitir-lhes-á manter a calma e o discernimento quando certas coisas acontecem?
Todos sabemos que, por vezes, pequenas coisas, até coisas menores, podem despoletar atitudes de raiva, sobre brancos ou negros, das quais, depois mais seremos, nos arrependemos.
A Cova da Moura não é um bairro qualquer. É um bairro altamente problemático e como tal deve ser tratado.
Mas mantém-se há tanto tempo que, pelas suas características tão especiais, me não admiraria que fosse proposto para património da Humanidade!
Não serão as iniciativas locais generosas e muito meritórias, decerto, que resolverão os problemas que, dia a dia, ali acontecem e deixam os nervos em franja a quem tenha de lidar com eles. A solução tem de ser outra!
Não deveriam ter uma formação especial os polícias a quem compete manter a ordem nessa zona e não deveriam ser periodicamente substituídos, assim evitando situações e estados de espírito que, naturalmente, podem facilmente conduzir a excessos?
E, finalmente, como é possível continuar a haver zonas onde eu não passearia à vontade, tal como o faço no meu bairro, e onde a polícia constantemente tem problemas que a desgastam ao ponto de não saber lidar com eles ou desenvolver más vontades que a saturação mais aumenta?
Depois, os “sábios deste país”, quase sempre os mesmos, falam, em magnas assembleias, de situações que nunca viveram, de relacionamentos que nunca tiveram e afirmam Portugal como um país ultra-racista, de um racismo branco que, jamais o entenderam, é nada perante aquele que muitos negros nutrem pelos brancos.
Não será deste modo hipócrita que o problema da Cova da Moura ou do racismo em geral alguma vez será resolvido.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

ORGULHO GAY?



Em relação ao que pensa o dr Gentil Martins, francamente não sei o por que de tanto azedume, ou complacência como no caso do artigo que Francisco Mota Teixeira escreveu e no qual se pode ler “Por último, neste balanço das mais recentes declarações politicamente incorrectas, não se podem deixar de referir as declarações homofóbicas de um clássico cirurgião nacional que se tem notabilizado pela defesa de posições extremamente conservadoras e para quem a homossexualidade “é uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam”. Não é assim, provavelmente, que a maior parte de nós pensa e não é assim que pensa o mundo científico, mas de tais afirmações só se pode concluir que o médico em causa vive noutros tempos, não se justificando, naturalmente, qualquer censura em termos disciplinares por parte da Ordem dos Médicos”.
O dr Gentil Martins considera a homossexualidade anormal. E é, porque a norma é a heterossexualidade que permite a continuação da espécie.
Anormal não tem, neste caso, um sentido pejorativo. Apenas traduz com rigor uma realidade.
Mas a homossexualidade é “natural” porque acontece naturalmente, a menos que estejamos a falar de comportamentos desviantes que cada um possa ter. Lamento-os mas ignoro-os se não interferirem com a minha vida.
Não cometeu o dr Gentil Martins qualquer crime de ofensa porque anormal e natural é o que pode dizer-se da homossexualidade com que se nasce.
Quanto ao desvio da personalidade, não sei se é causa ou efeito mas que é próprio da “anormalidade”, é evidente que é.
E estas coisas não mudam com o tempo. O que muda é o modo como as vemos, de as tentamos justificar, sobretudo quando julgamos ser muito actual e revelador de mentalidade aberta, dizer que cada um faz do seu corpo aquilo que quer, faz as opções que quiser.
Será que o homossexual natural tem opções para além daquelas que a Natureza lhe consente?
Mas haverá coisa mais estúpida do que pensar que cada um faz com o seu corpo aquilo que quer em vez daquilo que pode?
Aquele que, por uma anomalia da normalidade nasce homossexual, ou força a sua natureza, tornando-se infeliz, ou a aceita e teremos de o respeitar se o seu comportamento porventura não merecer algum reparo, como pode acontecer com qualquer um.
Em meu parecer deveremos encarar estas coisas com naturalidade e não fazem sentido os reparos que pejoram quem conserva ideais e valores compatíveis com a natureza humana, nem os louvores dos que por natureza ou desvio os não tem e acham muita piada aos desfiles de manifestação do “orgulho gay”. Orgulho de que?

IRRITAÇÕES



Ontem, num programa a que chamam “irritações” e no qual cada um dos participantes escolhe e fala do que, ao longo da semana o irritou, um dos participantes escolheu um tema que me pareceu bizarro.
Começou dizendo que pensou em duas ou três coisas, coisas importantes aliás, entre as quais os disparates que, em público, o geronte dr Gentil Martins pode dizer, mas preferiu falar de “orgasmos masculinos fingidos” (!!!), daqueles que um homem finge ter quando, estando com uma mulher, vai enviando sms a outra que já o espera. Então, rapidamente, finge o orgasmo e vai embora, provavelmente para repetir a proeza. E assim sucessivamente…
Penso eu que seria isto o que o homem quis dizer porque ele fala tão atrapalhadamente que nem sempre se consegue perceber muito bem o que diz! Digo eu porque, como já sou velho, não consigo acompanhar raciocínios tão velozes.
Já uma ou outra vez havia “passado” por aquele programa e ouvi o mesmo homem falar, mas acabei por seguir adiante porque me irritou, penso que fazendo jus ao nome do programa.
Mas tenho de reconhecer que o homem tem a arte de não dizer nada que valha a pena parecendo dizer coisas importantíssimas.
Até podem ser, como esta dos “orgasmos masculinos” que se “fingem” enquanto se envia um sms a outra que, por certo, acabará por sofrer o mesmo trato.
E confesso que me fez pensar, ainda durante algum tempo, como será possível aquela proeza que só um verdadeiro artista consegue, mas apenas pude concluir que cheguei a esta idade muito cru nestas artes do sexo moderno que “inteligentes” que julgam que serão sempre muito jovens, por isso desdenham de quem é mais velho e fez alguma coisa pela Humanidade, praticam na inutilidade do seu tempo. Talvez para sentir o gozo de enviar sms porque para sentir o orgasmo que não conseguem não será, com certeza.
Como as coisas mudaram!
Então pensei que, se os homens conseguem ficar felizes com orgasmos fingidos, também  poderiam passar a fazer as guerras com “tiros de pólvora seca” ou com aquele material de guerra roubado em Tancos que, disse-o quem tem competência para o dizer, não serve para mada e se compra por uns poucos milhares de euros.
Enquanto se finge matar uns aqui, já se apraza com outros a próxima “carnificina” onde, também a fingir, os derrotaremos.
Vantagens dos modernos sms. E estes nem será preciso apagar depois.
Mas no final disto tudo fiquei sem saber como um homem finge um orgasmo…
E pensei naquela bala única, presa por um fio, da guerra do Solnado.
Confesso que aquela do orgasmo fingido deu-me forte e fiquei irritado comigo por tanta ignorância que, nesta idade, já não devia ter.
Ou será que há quem chame fingimento à incapacidade?