Aparecem, por vezes, nesses programas de “antena aberta” uns “especialistas” que dizem barbaridades, como não poderia ser outra coisa o produto de uma ignorância mal disfarçada em números e datas que possuem às dúzias nas suas bases de dados.
Acabo de ouvir, num desses programas, uma “convidada” afirmar, a propósito da possibilidade de não ser aprovado o OE, que “sendo assim, o melhor seria dizer ao FMI que não somos capazes de nos governar, venham cá fazê-lo por nós”.
Ora, toda a gente deveria saber que o FMI não governa ninguém. Quando entra, o FMI faz o “arresto” dos bens “penhorados” pela dívida soberana que os governos de Sócrates fizeram subir em flecha, pois o seu objectivo não é o de governar e, no que nos impuser, nunca colocará o interesse dos portugueses acima dos de quem se sente obrigado a defender, dos de quem compra “dívida portuguesa” e ate já o faz assumindo, descaradamente, o papel de agiotas que cobram juros elevadíssimos.
Nesta política de querer salvar o país condenando o seu povo, o governo não encontra alternativas à colecta agressiva de impostos que não param de subir, porque não é capaz de acabar com os compromissos de tantos tachos que criou nos tão famosos “jobs for the boys” que tantos milionários sem mérito já produziram.
Parece-me possível dizer não ao “estrangulamento” dos cidadãos por impostos que, relativamente ao seu nível de vida, são os mais penalizadores da Europa, sem que o FMI meta o bedelho na nossa casa já sem crédito.
Afino pelo diapasão de quem diz que não nos será possível perder mais um ano, depois de tantos já perdidos!
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