Para além da redundância que é dizer que a Justiça portuguesa é lenta, o Conselho da Europa também diz que, em relação à média europeia, Portugal tem um número excessivo de juízes que, ainda por cima, auferem vencimentos excessivos, quatro vezes a média nacional. Parece um contra-senso mas é o que temos. E não seria necessário o Conselho da Europa dizê-lo pois de tudo isto nós já sabíamos.
Por tudo isto é natural, pois, que a Justiça em Portugal seja cara, fora do alcance de muitos que a ela necessitariam de recorrer para defender interesses e direitos que são muito seus e alguém não respeitou. Por vezes o próprio Estado!
E quando tanto se fala do Estado Social, da saúde e do ensino gratuitos, teremos de falar da Justiça cara à qual, por ser assim, apenas poucos podem ter acesso. Em consequência, eu pergunto que Estado Social é este que não contempla a Justiça como um direito de todos e que, por isso e tal como os outros, deveria ser “tendencialmente gratuito”!
Mas descendo à Terra, a este mundo em que vivemos, a esta crise sem fim que, por incompetência de quem governa, obriga a sacrifícios cada vez maiores, a pergunta certa talvez seja: quando reconheceremos que não é a fazer vida de rico que poderemos garantir uma vida sem as carências generalizadas que fazem com que “meio mundo” quase não disponha de meios para viver condignamente?
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