ACORDO ORTOGRÁFICO

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O PLANETA DOS SUICIDAS


Quase diariamente me chegam convites para participar em “pettitions” em defesa disto ou daquilo porque, neste mundo quase em decomposição, inúmeras espécies e muitos habitats estão em risco porque o seu número se reduz de centenas ou de milhares a cada dia que passa. As causas são bem conhecidas e todas se centram nas atitudes do maior predador de todos os tempos, o Homem, para o qual viver satisfazendo as suas necessidades vitais se tornou de menos perante os exagerados luxos para os quais o consumismo que exaure os recursos naturais e degrada o Ambiente o impele.
Elevar cada vez mais o “nível de vida” tornou-se o propósito de uma “economia” obcecada pelo crescimento contínuo que o mais vulgar senso nos diz ser uma impossibilidade neste meio finito em que vivemos. Para além do bom senso, porém, a realidade vai tornando evidentes os danos de atitudes irresponsáveis que já nem os artifícios das engenharias financeiras conseguem disfarçar. Mesmo assim, entre as comodidades que uma economia esbanjadora transitoriamente lhe proporciona e a qualidade ambiental que a manutenção da vida exige, o Homem dá preferência às primeiras, do que tem resultado uma sucessão de danos como a poluição, a contaminação e a redução da biodiversidade cujos efeitos são cada vez mais sentidos mas considerados como males menores ou, mesmo até, como um tributo razoável pelos consumos sumptuários que alimentam o ego distorcido do que se julga um Ser Superior!
Vêm já de há muitos decénios os avisos sobre os graves riscos que corre a Humanidade em consequência do tipo de vida que adoptou ou no qual poderosos interesses a aprisionaram. Tornam-se cada vez mais incisivas as chamadas de atenção e são cada vez mais evidentes as razões dos que as fazem.
Estão à vista de todos os efeitos perniciosos deste modo de viver que a “Cimeira do Rio”, há vinte anos atrás, tornou bem claros e para os quais definiu remédios que, infelizmente, os maiores poluidores ignoraram.
Recentemente, a “Cimeira Rio+20” teve o mérito de deixar bem claro que, vinte anos depois, a degradação ambiental avançou, tal como se mantém a indiferença dos líderes mundiais que preferiram reunir-se numa outra cimeira, o G20, onde se preocuparam com a estagnação ou, mesmo, recessão da economia mundial!
As contradições continuam nesta via cada vez mais rápida para o suicídio em massa que a Humanidade parece preferir.
Não me convidem para “petições”. Convidem-me para a luta contra esta loucura que destruirá a Vida!

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