ACORDO ORTOGRÁFICO

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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

UMA ADMINISTRAÇÃO RIDÍCULA



As alterações climáticas que mudanças sensíveis no clima tornam já inquestionáveis e deixam sem sentido as declarações de Trump de serem um embuste da China para prejudicar a economia americana, terão, como uma das suas inevitáveis consequências, o ajustamento de certas regras construtivas às novas circunstâncias, nomeadamente pela maior frequência com que ocorrem fenómenos climáticos extremos.
Secas profundas e cheias intensas serão cada vez mais sentidas, pondo em causa os critérios de dimensionamento até agora adoptados.
As redes de esgotos pluviais de que aqui já falei, o encanamento de linhas de água naturais frequentes em zonas urbanas, os vãos das pontes, os órgãos de segurança das barragens e outras infraestruturas hidráulicas tornar-se-ão cada vez mais insuficientes, assim como os ventos que, por mais fortes se fazerem sentir, obrigarão a reforçar certas estruturas. Isto, falando apenas de algumas das consequências mecânicas das novas condições climáticas porque outras, de outras naturezas não menos graves, se farão sentir também, como acontecerá, por certo, na agricultura. Estas quando se fizerem sentir serão da maior gravidade e poderão por eu causa a alimentação da população mundial.
Baseado na sua convicção idiota, Trump, o homem do espírito da tábua rasa por excelência, resolveu anular mais uma regra definida por Obama, precisamente a de tornar as construções mais resistentes aos efeitos previsíveis das alterações climáticas, para que assim sofressem menos danos e protegessem melhor as pessoas.
Mas, no entendimento que tem de devolver a América à sua grandeza e para que os seus licenciamentos fossem mais rápidos e sua construção mais barata, Trump acabou com ela!
Espirito de “pato bravo” demonstrado em dezenas de atitudes sem qualquer sentido a que a “América” já deveria ter posto cobro!
Obviamente, a medida de Trump deixou felizes as gentes da construção que, agora, terão mais trabalho a refazer o que os tufões vão rapidamente destruindo, como está já acontecendo em consequência dos furacões que assolam o Texas!
A contestação a Trump cresce e ele responde que a comunicação Social e os “organismos conservadores” estão contra ele.
Mas agora repara (se é que Trump consegue reparar em alguma coisa) que o tempo também não está do seu lado e vai, decerto, culpar o S. Pedro.
Parece-me que o “embuste da China” vai sair muito caro a Trump. E, infelizmente, a todos nós também.
Quando será que os americanos reagem, não apenas com as estatísticas de (im)popularidade para as quais o Trump nem olha, mas com acções que acabem com o ridículo em que a administração americana se tornou?



Quanto à influência agricultura, por ora referirei apenas o que Aureliano Malheiro, do Centro de Investigação e de Tecnologias Agro-Ambientais e Biológicas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (CITAB/UTAD), resumiu sobre o impacto das alterações climáticas na agricultura, numa entrevista: 

A agricultura portuguesa não deixará de ressentir-se com as alterações climáticas (não confundir com o conceito de variabilidade climática), dado que os modelos climáticos projetam, para o presente século, um aumento da temperatura do ar, uma diminuição da precipitação (com consequente redução da humidade do solo) e um aumento do número e gravidade das secas e ondas de calor. Saliente-se que as plantas são extremamente sensíveis às condições ambientais, em particular à temperatura. Estas mudanças ao nível climático são suscetíveis de terem efeitos expressivos sobre o crescimento e desenvolvimento das plantas e, por consequência, na produtividade e qualidade do produto (fruto, vinho, etc.). De facto, eventos climáticos extremos (por exemplo, granizo, saraiva, tromba de água) podem causar importantes perdas na produção e na qualidade, enquanto mudanças climáticas podem, por exemplo, antecipar o ciclo fenológico e, por consequência, a colheita, promover o aparecimento de novas e/ou intensificar as atuais pragas/doenças ou aumentar a variabilidade interanual da produtividade e qualidade”.
 

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