ACORDO ORTOGRÁFICO

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quinta-feira, 16 de junho de 2016

UM MUNDO DESEQUILIBRADO E UM PORTUGAL FALIDO




A observação geral do mapa-mundi ali ao lado, mostra os profundos desequilíbrios deste mundo em que vivemos, reflectidos nas enormes carências em vastas áreas do mundo, traduzidas em “pegadas ecológicas” muito pequenas, em comparação com outras, bem menos extensas, onde é consumida a maior parte dos recursos da Terra, mesmo daqueles que já não consegue repor em consequência do enorme défice ecológico global já existente.
No gráfico inferior tornam-se ainda mais evidentes as diferenças regionais que colocam acima do valor médio da pegada ecológica mundial (2,23) apenas os Estados Unidos, o Canadá e a Europa, conjunto a que corresponderá pouco mais de um quinto da população mundial.
É, pois, um mundo muito desequilibrado este nosso e bem sabemos como os desequilíbrios sempre tendem a acentuar-se em vez de se esbaterem.
Como será possível evitar as consequências que de tal, inevitavelmente, resultarão? Ou será que elas já se fazem sentir nas cada vez mais numerosas migrações que procuram as migalhas que caem da mesa dos que comem demais e tão incomodados já se sentem com elas?
Além do mais não acredito que seja possível, sem urgentes e drásticas medidas, evitar o colapso a que o acréscimo acelerado do défice ecológico conduzirá a economia mundial.
De facto, enquanto a área do Planeta ecologicamente produtiva, disponível para cada habitante, tem vindo a diminuir, sendo hoje de apenas 1,8 hag/pessoa, inferior à pegada ecológica média no mundo, esta tem vindo a crescer exponencialmente nos países industrializados, enquanto decresce nas extensas áreas do mundo pobre.
Quanto ao caso de Portugal, a situação é de molde a deixar-nos muito preocupados, não vendo eu como encontrar soluções que não representem sacrifícios enormes para a equilibrar.
Na figura ao lado vemos como a já elevada pegada ecológica de Portugal, muito mais elevada ficou depois do 25 de Abril, chegando a atingir 5 hag per capita que, após um já longo período de austeridade, se situa num valor próximo de 4,3, um pouco abaixo da média da UE, o que, mesmo assim, significa que consumimos mais de 2,5 vezes os recursos que conseguimos renovar!
É, pois, uma situação insustentável, não se compreendendo a euforia dos novos senhores que prometeram o regresso ao passado de abundância que jamais será possível.
Há soluções mas que não são as que os políticos capitalistas (todos os políticos) estão a procurar e que, pelos vistos nos conduzirá ao inferno exactamente onde esperaríamos encontrar o paraíso!

 
  

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