ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A DÍVIDA PÚBLICA


Uma das acusações do PS ao governo de Passos Coelho é que, apesar da austeridade, a dívida pública subiu em vez de baixar, como se esperava que acontecesse!
Mas por que se esperava que a dívida baixasse no curto prazo se tínhamos que pagar juros altíssimos de uma dívida enorme (superiores a 17%) pelas quantias muito avultadas com que o governo socialista de Sócrates financiou as suas loucuras e, naturalmente, um défice orçamental enorme que a faz subir??
Obviamente, tais leviandades produziram uma falsa sensação de riqueza e bem-estar da qual não poderia resultar senão o aumento da dívida enquanto não for equilibrada com o controlo das despesas, com o decréscimo do défice orçamental, com o crescimento económico e com a redução muito significativa das taxas de juro.
Em contrapartida, a austeridade que as circunstâncias nos impuseram geram uma sensação de pobreza que resultou da inevitável sobriedade com que os nossos recursos tiveram de passar a ser usados.
Hoje, quando Portugal já se financia nos mercados a taxas de juro inferiores às do próprio resgate financeiro, começa, finalmente, a decrescer a dívida que, de outro modo, subiria indefinidamente, em consequência da situação herdada.
Para além disso, a dívida pública é acrescentada em consequência de alterações na sua contabilização que passa a incluir valores que antes o não eram. Como se pode ler num relatório do Banco de Portugal, “o aumento da dívida pública resulta, assim, da contabilização da dívida destas entidades. Destacam-se os casos da Parpública – Participações Públicas, SGPS, SA e da Sagestamo – Sociedade Gestora de Participações Sociais Imobiliárias, SA, anteriormente classificadas no setor das SF, e da CP - Comboios de Portugal, EPE, da EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, SA, da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis, EPE, e dos Hospitais EPE, que, em SEC95, estavam classificados no sector das SNF”.
Do efeito conjugado dos fortes decréscimos das taxas de juro da dívida e os significativos aumentos do PIB, a redução da dívida pública é agora uma realidade que, em consequência dos valores elevados que atingiu, levará mais 10 a 15 anos a regressar aos desejados níveis de 60%, como acontecia antes dos governos socialistas que faliram Portugal!


Sem comentários:

Enviar um comentário