Quando
vejo que a contestação a Trump cresce, não apenas na América mas em todo o mundo, ao contrário de, como seria normal em
democracia, o vencedor das eleições ser aceite como presidente de todos e depois
do que vi acontecer na saída do Reino Unido da União Europeia, também de imediato
contestado por muitos cidadãos inconformados com o resultado do referendo que que
a ditou, fico a pensar no que se passa no mundo onde coisas assim acontecem, ao mesmo tempo que várias
dezenas de guerras matam muitos milhares de pessoas, além de outras
tantas que parece estarem prestes a eclodir.
Quando
meio mundo se não sente bem onde e do modo que vive e aceita enormes riscos
para alcançar outros lugares que considera melhores para viver ou, simplesmente,
tenta livrar-se dos horrores no meio dos quais se viu encurralado, tudo isto me
diz que o mundo se não sente bem no estado a que chegou e, por isso, quer mudar.
Mas
não sabe, porém, como fazê-lo. Não pára para pensar em como proceder para ficar melhor.
E
nem sei bem o que pensar da “civilização” que levou o mundo a esta situação em
que se encontra a Humanidade.
Aliás,
as vítimas primárias deste mundo louco a que chegámos nem têm sobre que pensar
quando a sua sobrevivência está em risco eminente. A primeira coisa a fazer
será fugir e, depois, logo se vê.
Por
isso os migrantes aceitam entrar em barcos rotos que os afogam no meio do Mediterrêneo,
na ânsia que tinham de chegar a terra de salvação onde, em vez de bem
acolhidos, são indesejados, outros milhões se vão rebelando contra ditaduras
que tudo lhes roubam até a própria vida, Regiões e Nações querem livrar-se do
jugo que outras lhe impuseram e ser donas do seu destino outra vez.
É
natural que assim seja quando, num mundo que deveria ser de todos, apenas uns
poucos se apropriam de quase tudo e, na hora de o “tudo” se revelar “nada”,
tudo fazerem para tentar recuperar a superioridade perdida ou em risco de o ser,
para isso adoptando os meios que mais lhes convierem, até os mais sórdidos.
Afinal
é o que Trump deseja quando diz que quer tornar a América grande outra vez,
através de um chauvinismo desbragado que a fechará sobre si própria, indiferente
ao que se passa no resto do mundo e, pior do que isso, contrariando o que a
Ciência diz ser urgente de fazer para não estragar ainda mais o Ambiente sem o
qual não poderemos viver.
Promete
construir muros, expulsar milhões de pessoas, rasgar acordos, fazer apenas o
que julga à América interessar. E, assim, voltará aos tempos do Far West que a
América já viveu e se engrandeceu eliminando aqueles a quem desde há muito pertencia.
Será
este o espírito “trumpesco”?
Pretende,
assim, transformar os EUA num quisto que se pode propagar e matar o mundo ou
que o mundo esmagará, sem dó, para poder sobreviver.
São
as alternativas que nos restam para o fim dos nossos dias porque este estado em
que a Terra se encontra e permitiu que existisse a Humanidade não passa, na
escala do Tempo, de um instante que, em breve, acabará.
O
Homem ainda não compreendeu a sua dimensão e, por isso, se julga maior do que é
e, pateticamente, se crê mais forte do que a Natureza que o tratará como a
qualquer outro ser dos milhões de milhões que tem criado, com um começo e com
um inevitável fim!
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