No Expresso digital de hoje encontrei uma
peça de Duarte Marques da qual recolhi o pedaço que adiante transcrevo e me
parece dever ser reflectido por quem, como eleitor, tem o dever de se
esclarecer para tomar uma decisão que será da maior importância para o futuro
de todos nós.
É particularmente oportuno recordar certas
coisas no momento em que Costa e o “seu” PS tentam branquear propostas antigas
que em afirmações recentes renegam, como naquela em que afirmou ter sido a diferença
entre o PS e o PASOK a conclusão mais evidente da vitória do Syrisa na Grécia.
“SOLUÇÃO
DO PS FOI A QUE FALHOU NA GRÉCIA
Apesar do PS não ser Syriza desde o berço,
a verdade é que se Portugal está hoje numa posição completamente diferente da
Grécia, é porque não seguimos o caminho defendido por Seguro, e também por
Costa, que não era muito diferente do que defende o BE e o PCP em Portugal, mas
que corresponde ao que foi feito na Grécia e que levou à vitória do Syriza. Ao
longo destes três anos Portugal fez tudo diferente da Grécia, que por seu lado
fez tudo o que o Partido Socialista defendeu em Portugal: reestruturaram a
dívida, tiveram um perdão de dívida, não combateram a evasão fiscal, não
cumpriram o memorando acordado e não fizeram reformas estruturais. Lembram-se?”.
Aliás, está conforme com muitas coisas que
tenho dito sobre o “voluntarismo” que nada resolve nestas circunstâncias,
porque será o bom senso que deverá comandar as soluções a adoptar numa Europa
global que, sem dúvida, precisa de ser repensada em muitos aspectos mas que,
jamais, poderá esquecer a personalidade própria dos que a constituem, moldada
ao longo de muitos séculos.
Mas será difícil, sem dar um fim às
disputas excessivas de poder em que os partidos tradicionais se envolveram, porque é indispensável encontrar uma solução que deve ser de todos para ter futuro. De outro modo não
será solução.
Será por isso que António Costa não consegue
passar da retórica redonda e requentada, dos lugares comuns estafados acerca do
que tem de ser feito para as propostas concretas de como se propõe faze-lo?
Não me parece, infelizmente, que tenha
valido a pena a “revolução” que Costa fez no PS, um balão que parecia querer
subir tão alto mas que esvaziou tão depressa!
Duarte Marques termina dizendo que “modelo
do PS para Portugal foi testado na Grécia (pelo PASOK) mas, pelos vistos,
falhou”.
Veremos agora o que resulta do teste dos
modelos do BE e do PCP.
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