ACORDO ORTOGRÁFICO

O autor dos textos deste jornal declara que NÃO aderiu ao Acordo Ortográfico e, por isso, continua a adoptar o anterior modo de escrever.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

TRAPALHADAS


Eu não sei bem o que certas pessoas pensam do dinheiro, se cai do céu se da árvore das patacas.
Nem sequer entendo o que pensarão do seu valor quando reclamam mais dinheiro para viver melhor.
Talvez nunca tenham reparado que quanto mais dinheiro circula menos valor ele tem…
Por estas confusões são responsáveis certos ”políticos” que ou não sabem ou desejam lançar a confusão que lhes possa granjear simpatia e mais votos que aumentam os subsídios estatais aos partidos onde fazem a sua “carreira” de “servidores do povo” que, afinal, enganam.
Depois, chamam-se mentirosos uns aos outros, cada um se julgando o milagreiro que merecemos para nos aliviar as dores do inferno em que vivemos.
Por vezes, lembro-me dos tempos simples dos encontros com amigos, conversas de café, passeios com namoradas, dos filmes no S Jorge, dos concertos no jardim e de outros tantos prazeres simples que alegravam a vida que vivia tal como Jesus Cristo, sem me preocupar com a “economia”.
Hoje, em vez disso, vivo com o stress que esta vida acelerada impõe, com os impostos e as taxas que tenho de pagar, com as declarações que tenho de fazer, com as dezenas de cartões com que tenho de lidar, fujo das de telenovelas que a televisão, às dúzias, impinge em cada dia, enjoo-me com tanta culinária, fico zonzo com o rodopiar de tantos exímios bailarinos que fazem vibrar o Cifrão, detesto as piadas rascas dos humoristas que temos, e cada vez fico mais longe dos amigos com quem trocava ideias, me ria e me divertia, porque ninguém tem tempo para ninguém.
E cada vez que tento reaproximar-me dos que há bastante tempo já não vejo… melhor fora que os não tivesse procurado porque já partiram.
Perdi o tempo de conviver com quem gostava. Resta-me este tempo de “gramar” quem me chateia. Oiço os inteligentes que ganham a vida a debitar a ciência inútil que criaram, a de prever o que nunca acontece, a de criticar os que fazem sem terem de demonstrar que seriam capazes de fazer melhor.
E não posso esquecer-me dos políticos que me prometem as delícias de uma vida melhor mas depois me cortam na pensão para a qual descontei 50 anos!


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