
Refere-se
o Secretário Geral do PCP ao que chama a “política de austeridade” que tem
condicionado a vida de todos nós mas que, como é naturalmente evidente, não é uma
política mas a consequência inevitável de gastos excessivos em planos de
desenvolvimento mal congeminados e mal decididos e é, também, a lógica
incontestável de um processo de recuperação do equilíbrio financeiro perdido.
Num
regime em que o voto decide a entrega do poder para governar, seria pouco inteligente
e completamente invulgar a austeridade como decisão política, pelo que é
manifestamente demagógico o ataque de Jerónimo que jamais se atreve a explicar a
política alternativa compreensível que, a ser governo, adoptaria.
Obviamente,
clamar contra a austeridade não a evita, tal como lamentar os seus efeitos não
os reduz. Muito menos significa uma alternativa que permita a recuperação sem,
antes, garantir o reequilíbrio que é a razão de ser de políticas austeras.
Não
passa, assim de um discurso oco o de um partido que, obviamente, não disputa a
responsabilidade do poder, apenas se limitando a capitalizar o descontentamento
confuso daqueles que se habituaram a viver das sobras que a austeridade eliminou.
É
uma atitude que não só se conforma com o oportunismo dialético próprio do PCP mas que,
infelizmente, foi o denominador comum na Oposição ao Governo ao longo dos
últimos três anos e prova, entre outras coisas, que não é com o futuro do país
que a Oposição se preocupa, porque faz da desqualificação das medidas do
Governo a sua estratégia de sucesso partidário.
Não
são já os argumentos da cassete clássica que o PCP utiliza porque outros melhor
se adaptam ao mais moderno DVD.
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