Estou
empenhadíssimo em ver quais serão as consequências, para a Europa, dos cortes,
das denúncias de tratados e de outras decisões que Trump toma diariamente,
naquela sua tara permanente de fazer a América grande outra vez.
Ainda
não percebi bem o que quer dizer com isto, com a América, depois de mais de um
século, a dominar a economia mundial que faz funcionar a seu favor, apropriando-se
de riquezas que são de outros.
Não
sei se conseguirá levar a sua avante, mas mais vale prevenir do que remediar,
pois nunca se sabe o que pode sair de uma cabecinha tonta.
A
Europa habituou-se, ao longo do tempo, desde a segunda guerra mundial e do
plano Marshal, a que os EU sejam o seu guarda-chuva protector quando faz
trovoada. O que não fazem de borla, obviamente…
Agora
que Trump não parece disposto a que continue assim, são dois os caminhos
possíveis para esta Europa decadente, ou reage com a força que ainda lhe resta,
mostrando que o “velho continente” é capaz de renovar valores que outros
desconhecem, ou dá razão a Catarina Martins, a “inspirada” líder do BE que vai
dizendo que a Cimeira de Lisboa será uma boa oportunidade para denunciar o
acordo!
Imaginemos
que o plano da Catarina, um Portexit, acontece. Que soluções tem ela para tal?
O que pensa que acontecerá depois?
Pois
é, mais uma vez se prova que ninguém está contente com o que tem. Reclama,
volta a reclamar, mas jamais diz o que quer nem, muito especialmente, como
resolver os problemas que causariam as mudanças que propõe. E é aqui que está a
verdadeira questão.
Apontam-se
problemas em cima de problemas e a solução jamais deixa de ser a de descarregar
fortunas em cima deles, talvez para os abafar. Pois, é tão fácil fazer
dinheiro, o que a Europa nos não consente!
E
a Catarina teria o seu problema resolvido! Dinheiro com fartura para podermos
ter os salários mais altos do mundo, mas não sei para fazer o que.
Não
seria melhor ideia avaliar o que se tem, os recursos naturais de que dispomos, o
que com eles se pode fazer e ver, depois, que vida poderemos ter?
Não
sei por que há quem, como a Catarina, pense que os problemas se resolvem com
mais dinheiro, venha do BCE ou, depois de deixar a Europa, do Banco de
Portugal.
A
verdade é que nada se consegue sem cabeça e muito trabalho e não pode meio
mundo continuar a pensar que sempre encontrará no outro meio quem faça o que ele
não quer fazer.
Cada
vez é mais visível o desconforto dos mais pobres, como é maior a decisão de
participar das riquezas do mundo que, alguma vez, deixará de ser dos mais
espertos para passar a ser de todos, como deve ser.
As
desigualdades são cada vez maiores e tornar-se-á insustentável continuar assim.
Talvez,
por isso, Trump queira fechar as fronteiras com muros e outras decisões que o
desespero, um dia, derrubará com forte estrondo.
Catarina
quer Portugal isolado do todo a que pertence, deixando-o à mercê sei lá de que.
Trump
e Catarina, dois modos diferentes de isolar um país.
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