
E
se prova ainda houvesse para fazer de que as ideologias passaram a treta, teria
ficado feita por Capucho, do mesmo modo como tantos outras “destacadas figuras”,
de outros partidos, já o fizeram também.
Não
serão, pois, os ideais e o espírito democrático que fazem aceitar, sem azedume,
as vicissitudes do jogo político, as características de muitos dos políticos
que por aí se movem como que à espera que um lugarzinho que lhes saia na rifa.
E
nada melhor do que colocar-se do lado de onde o vento sopra, mesmo que não
saibam o que trás com ele, como se não sabe ainda qual seja o programa com que
Costa pretende justificar o murro na mesa que tanto cativou Capucho.
É
pena que a política pouco mais seja do que isto que se revela em atitudes como
esta que bem mostra como não passa de uma teia de manobras e de interesses, de
projectos pessoais e de oportunismos que nada cuidam do projecto de todos nós.
Mas,
para além de um PCP onde as regras são, mesmo, para cumprir sem pestanejar, não
vejo outro partido onde a disciplina seja um valor, como o não foi no PS onde a
cena do murro de Costa aconteceu.
E se a ética fosse um valor, porque será que "tudo farei para que Passos Coelho não ganhe" é o grande propósito de Capucho?
Na política há lutas pessoais ou por valores?
Mas parece que Capucho não vai empenhar-se no bem de todos nós, mas sim na sua guerrinha com Passos Coelho! Ora gaita!
Mas se é com murros, mesmo na mesa, que os problemas, em democracia, se resolvem, permito-me perguntar onde há lugar para a razão?
E se a ética fosse um valor, porque será que "tudo farei para que Passos Coelho não ganhe" é o grande propósito de Capucho?
Na política há lutas pessoais ou por valores?
Mas parece que Capucho não vai empenhar-se no bem de todos nós, mas sim na sua guerrinha com Passos Coelho! Ora gaita!
Mas se é com murros, mesmo na mesa, que os problemas, em democracia, se resolvem, permito-me perguntar onde há lugar para a razão?
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