ACORDO ORTOGRÁFICO

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

UMA REGRA SEM EXCEPÇÃO E UM EXAME QUE PROPONHO


(Este era o mapa pendurado na parede da sala de aula onde estudei os quatros primeiros anos da minha carreira de estudante. Já então aquela organização administrativa tinha as "províncias" como uma inutilidade real, à qual hoje se juntaram os distritos... Afinal como está Portugal organizado administrativamente?)


A desorganização do país é um facto do qual ninguém duvida. Basta olhar para o território, para a distribuição da sua população, para o aproveitamento dos seus recursos, para as infra-estruturas existentes e para tanta coisa mais para nos apercebermos de como dois terços do território vegeta ao lado daquele que é o modelo das reformas que se fazem e das decisões que se tomam, como se o país fosse aquela parte e nada mais!
Desta desorganização que mais acentua as diferenças entre dois “portugais” tão distintos, todos nos damos conta, talvez com excepção dos que dizem querer cumprir a patriótica missão de nos governar.
Dir-se-ia que um terço de um pequeno território, um pouquinho mais de 30.000 quilómetros quadrados, é a medida da pouca capacidade dos que nos têm governado de um modo que, mesmo assim e pelos resultados alcançados, nem sequer é digno de elogios.
Tudo neste país se conjuga para a bagunça na qual tem sido governado por uns tantos que, na realidade, fazem dessa “missão” o trampolim para governarem as suas vidas às quais, usando as palavras de um ex-governante também, acrescenta valor de mercado, como o comprovam os rendimentos do antes e do depois do “regimento” de personalidades que por tais cargos têm passado.
É dito corrente desde há muito que “bom não é ser ministro, é tê-lo sido”! E não sei se para esta regra haverá a excepção que, diz-se também, justifica qualquer que exista.
De tudo assim não poderia resultar mais do que o “castelo de areia” que a maré das desgraças que causaram começou a destruir.
Impérios que se afundam nos buracos que criaram, mentiras que a turbulência trás à tona, queda de personalidades que, afinal, jamais foram o que a sua arte de mistificação fez crer que eram…
Enfim, tantas coisas que vão fazendo ruir o “castelo” a cada investida dos problemas que uns nem sequer entendem, outros não tiveram coragem para resolver e, outros ainda e como sempre acontece, afirmam que resolverão quando do povo tiverem o apoio para poderem governar com entenderem.
Mas em tantas décadas que levo vividas, quatro já desta “revolução” tão desgastada, não conheço excepção ao “apertar do cinto” que sempre se segue à breve “tripa forra” que os “direitos” consentem mas que só a inteligência e o trabalho podem dar.
Uma pergunta apenas eu faço: como se governa um país que se não conhece?
Por isso, eu proporia, à guisa do que com os professores foi feito, um exame aos conhecimentos dos nossos governantes e candidatos a governantes, para saber quais deles e como conhecem Portugal.
Um dia ouvi um alto magistrado dizer que Os Lusíadas tinham nove “cantos”. Exactamente os que tinha aquele exemplar pelo qual estudei, mas no qual ao “oitavo” se seguia o “décimo”, porque a Ilha dos Amores era proibida


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