ACORDO ORTOGRÁFICO

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

ORGULHO GAY?


Tim Cook que sucedeu ao célebre Steve Jobs no cargo de presidente-executivo da Apple, resolveu tornar pública a sua homossexualidade. Enfim, uma decisão que é apenas sua, esta de afirmar publicamente o que, no seu meio já era, com certeza, conhecido. Como sabido é, por certo, no meio em que me movo, o facto de eu não ser gay, do que não me orgulho nem deixo de me orgulhar por não haver qualquer mérito meu neste facto. Sou como sou e acabou-se já que me sinto bem assim, como deveria acontecer com qualquer um, seja hétero ou homossexual por vontade sua ou por obra do destino.
Por isso não entendo porque teria Tim Cook de afirmar “eu tenho orgulho de ser gay e considero ser gay um dos maiores dons que Deus me deu”, porque tal me não parece de alguém inteligente que, tal como ele, obviamente tem de ser. Afinal, o dom de ser gay que tanto agradece a Deus só acontece porque o seu pai o não era!
Confesso-me francamente desorientado nesta situação de euforia gay que não entendo, mesmo que, como Cook diz que espera, possa contribuir para que outros, tal como ele, se assumam gays também.
Não me parece que seja por acções individuais que o problema da discriminação que aconteça se resolve, mas por um processo educativo que esclareça a questão sobre a qual já por diversas vezes tenho pensado e que, ao longo de muitos anos, nem imaginava que existisse pois jamais nas minhas preocupações incluí aquilo que julgava ser do foro íntimo de cada um e nem pensei que pudesse ser motivo de orgulho ou de vergonha. Fosse para quem fosse. Outros tempos…
Nunca me foi fácil entender a homossexualidade, o que só pode ser uma insuficiência minha, mas nunca tal me inspirou qualquer sentimento discriminatório de quem fizesse da homossexualidade a sua opção ou fosse homossexual por condição, desde que nisso me não envolvesse nem, sequer, pela simples revelação de o ser. Simplesmente porque esperava dos outros a mesma discrição que eu guardava do que comigo acontecia na intimidade que, sem ânsias de publicidade, sempre foi a minha.


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