ACORDO ORTOGRÁFICO

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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

E ESTA, HEIN?



Quem não queria ser Presidente da República numa salgalhada destas era eu!
Depois de derrubado Passos Coelho, como irá sair-se o senhor nesta escolha complicada que tem de fazer entre a merda e o cagalhão? 
Não faço a mínima ideia.
Vai, por certo, ouvir estes e aqueles que lhe darão os palpites mais diversos, lhe apresentarão as razões mais sólidas para fazer assim ou ao contrário e, como não pode deixar de ser, os que pouco ou nada lhe dirão porque, tal como eu, suspiram de alívio por não terem de decidir nada.
Mas alguma coisa terá de fazer, certamente. Alguma decisão terá de tomar.
Mas qual?
Naturalmente, Passos Coelho quer sair disto quanto mais depressa melhor e até dará graças a Deus por se ter visto livre da chatice de conduzir um governo minoritário através de um caminho onde teria mais de escalar do que andar ou correr e no fim do qual estaria mais desgastado do que um calhau rolado.
E se eu estivesse no lugar do Costa o que faria depois de, mesmo em cima da hora, ter escapado de não ter acordo que me safasse nem que fosse, como é apenas, para aprovar o programa de governo e evitar bater o recorde de rapidez de Passos Coelho a concluir um “mandato”?
Costa pode ser ambicioso, mas parvo não deve ser. Faz é dos outros estúpidos. Mas sair desta embrulhada em que se meteu também lhe não vai ser fácil.
Arranjou sarna para se coçar!
Qual Capuchinho Vermelho, deve ver os olhos de lobo atrás de cada árvore da floresta que tem de atravessar para chegar a casa da avó que o lobo mauzão, entretanto, já comera.
Centeno diz que não é intenção reestruturar a dívida, mas apenas pagá-la como for possível! Não reestrutura, condiciona.
Deve ter-se inspirado no que Sócrates aprendeu no curso rápido que fez na Sorbone, no modo como dizem que paga os empréstimos do seu amigo Silva ou nas arengas com que Varoufakis tramou o Tsipras e a Grécia.
É complicada esta tarefa de Cavaco e a tarefa de Costa acredito que também, pelo que me não me ocorre expressão melhor para as qualificar do que aquela expressão com que o inesquecível Fernando Pessa terminava os seus comentários, “ e esta, hein?”


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