Já quase não é notícia quando mais um
massacre acontece numa escola qualquer nos Estados Unidos, praticado por um
lunático bem armado que, num teatro cuidadosamente planeado, procura ficar famoso
ou crê vingar um desaforo qualquer.
O autor do massacre possuía um arsenal de armas todas legalmente adquiridas!
É o que dizem as notícias.
Já não sei, só nestes tempos mais chegados,
quantas foram as vítimas destas fantasias de cow-boys serôdios de que os filmes
do Oeste americano e a cultura selvagem que lhes corresponde são, por certo,
inspiradores.
Não entendo, talvez não entenda ninguém
senão os senadores e os congressistas americanos, por que razão tanto se
protege este hábito da “cowboiada” que consideram estar na essência da cultura
americana.
São gostos de que certos “sobrinhos” do Tio
Sam não abrem mão, por mais desumanos e bárbaros que possam ser.
E lá vão fazendo desse bem inestimável que
é a vida, alvo de barbaridades sem nome, em atitudes de requintado mau gosto e
mesmo de descortesia pirosa como a de nem sequer adiar a execução de um
condenado à morte durante a visita do Papa aos Estados Unidos que, pela
indulgência, intercedeu.
É pena que Obama não tenha conseguido,
mesmo quando tantos episódios macabros mais do que o justificariam, levar por
diante a regulamentação do uso de armas no país a que preside.
Mas na América é assim. Que podemos nós
fazer?
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