Tal como no Serviço Nacional
de Saúde, em que o Ministro pede para sermos mais cuidadosos na prevenção de
doenças, de modo a não sobrecarregar demasiado um sistema caro de manter, também
no Sporting me parece mais razoável tentar travar a doença que o está a matar
do que, por princípios sem qualquer razoabilidade de manter os mandatos até
final, correr o risco de o deixar chegar a um estado de irrecuperabilidade.
Ontem pareceu que o
Sporting acordou e veio a público dizer BASTA a uma gestão que raia os limites
do dolo e que, a continuar, pode criar danos irreparáveis no Clube.
Velhos amigos e aliados de
Godinho Lopes parecem ter deixado de o ser e, para além de algumas declarações
que, por certo, tiveram como intenção fazer-nos rir das ideias de "um excelente (?) mestre de obras", juntaram-se ao número dos
que sempre foram críticos de uma “eleição” descaradamente pouco clara e na
qual, apesar de tudo, o “empossado” pouco mais teve do que 30% dos votos e
menos de 20% dos votantes. O que faz ainda mais ridículo o apêgo a umas funções que nunca devia ter exercido.
Não precisa o Sporting de
mais provas de incompetência e, muito menos, de mais prejuízos num património
depredado e, miraculosamente, transformado numa dívida monstruosa.
Não há, pois, que esperar,
seja pelo que for para, como um certo movimento afirma, DAR RUMO AO SPORTING!
Obstáculos diversos sempre
aparecem no caminho de quem pretende endireitar as coisas, os quais, por via de
regra, não passam de manobras que, como é hábito em Portugal, tentam adiar o
inevitável.
Só me espanta que haja
órgãos responsáveis da Comunicação Social que dêem voz a “velhos sócios” não
identificados que afirmam, sem qualquer justificação, que deve Godinho
continuar a gerir o Sporting!
Será o anonimato o modo de
se esconder da vergonha de não pertencer á maioria que já não aguenta mais
disparates e deseja salvar o Sporting?
E nestas circunstâncias de jogos macacos que procuram eternizar situações que nem
deviam existir, foi bom ter aparecido alguém a declarar-se disposto a superar
uma dificuldade material que parecia ser a última para que uma AG urgentemente decisória do futuro
próximo do Sporting, possa acontecer.
Em todo o caso, o
Sporting, vítima de tantos erros e equívocos, já se não livra de um período de
cura intensiva que, queira Deus, não seja longo demais.
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